Caminhar na solitude
Em direcção à penumbra
Pausar em cada maré
Envolvida em pensamento
Assaz própria deste momento
Distraída me sento
Debruçando-me sobre mim
Absorvendo tudo o que é meu
Cansada me deito
Esperando a maré alta
Talvez me lave a alma
Do intrínseco que tenho dentro
Esta endoestesia
Transporta-me à nostalgia
Própria do cair do dia
Este tempo sem fim
Tende sempre a piorar
E não sei se sorrir de mim
Ou se me deixe chorar…
É uma solitude
Que não me deixa sossegar
Apetece sair correndo
Em busca do que não entendo…
Mas, e se for eu a complicada?
Então mais vale ficar sossegada…
04/07/2014