O CIRCO …

Vivemos num circo perigoso, onde já ninguém sabe quem é, quem!

Ora estamos como espectadores, ora estamos como feras

Procurando sempre lacunas para quem nos observa

Seja para a destruição seja apenas para cúmplice observação!

As pessoas endoideceram

A sanidade ficou pelas ruas da amargura

Já ninguém quer a cura

Querem viver num mundo de fantasia, onde já nada se explica

Filhos que mandam nos pais

Pais que se confundem filhos como amigos

Amigos que são traidores,

Educação que não educa

Somos verdadeiramente um circo

Passarão muitos anos e continuaremos nisto!

“Na natureza nada se perde, nada se ganha, tudo se transforma”

Eis a realidade em que vivemos,

Transformamo-nos em seres vivos que se mutam do dia para a noite

Sem escrúpulos e sem vergonha

Por já não saberem grande coisa

Levando a rasto, o pouco que ficou, de um legado !

Que bom ou menos bom foi o nosso passado…

Albertina Correia

TEMPESTADE COM SOL…

Já me importei com quem não se importava

Já fiz por quem nunca fez nada

Já cansei sem estar cansada!

A tempestade passa

As ações ficam com quem as tem

A tempestade não é de ninguém

São como moinhos de vento

Onde se olha e não se vê ninguém

Porque o que fica para trás, fica esquecido

Como qualquer chuva num rio

Todos seguimos o percurso

Com mais um menos intensidade

Vamos todos desaguar numa grande imensidão

Que se poderia chamar, Mar

Onde passamos todos a ser iguais aos demais

As tempestades vão sempre acontecer

Estaremos mais ou menos cansados

Mas com toda a certeza estaremos todos salvos

De tempestades invisíveis que habitam dentro de cada um

Onde só cada um poderá resolver se poder e quiser

Sem que ninguém se possa intrometer

Depois virá o Sol…

Albertina Correia

Introspecção

Observo a sala vazia

Continua como sempre, fria

Tudo passa

Tudo volta

A sala estará sempre lá

Cheia de memórias de tristezas e alegrias

Também de noites e muitos dias

O tempo por ela passa e passou

Esquecendo-se do que para trás ficou .

Saudades que carrega

Memórias que descongela

Num olhar que a observa

De dias e dias anos e anos infinitos

Até pausar na frieza daquele lugar

Observo, congelo e descongelo

Conforme a importância que lhe pretendo dar

Hipnotizada pela frieza daquele lugar !…

Albertina Correia

DE REGRESSO

Depois de uma grande pausa, regressei

Percebi e percebo que em nada mudei

A vida mudou, e muito

As pessoas com ela

Estamos mergulhados num caos

Mas Eu, estou igual

Tudo me parece normal

Provavelmente estarei mal

Não sei, só sei que tudo que para trás imaginei

Está aqui no presente de forma bem contundente

Por isso, afirmo que estou normal

De forma natural

Estarei sempre por aqui

Percebendo que afinal é sempre tudo mais igual

Hoje é assim, amanhã logo se verá!

Albertina Correia

OS SABERES…

Somos uma soma de saberes, aprendidos por imposição e outros não!

Vamos sabendo mais ou menos, no circulo onde nos movemos!

Quando queremos sair e opinar sobre outros saberes,

Melhor ficar calado, e aprender com o nosso presente e passado…

Saberes, são meras opiniões que vamos acumulando

Fazemos uso delas da melhor ou da pior forma, porque o saber, tem muito que se lhe dizer…

Opinar, pode ser dar um tiro no pé, porque opinar é fácil

Mas fácil não será, manter a nossa sabedoria, baseada em outra teoria…

Teorias e mentes vazas é o que mas existe, por isso, o foco tem que ser o nosso!

Esquecendo outros saberes que a nós não acrescenta

Por oposição, encharca-nos de “lixo”

Criando-nos doenças sem sabermos disso…

Podemos ser a soma dos saberes,

Mas, devemos usar a nossa luz, o nosso entendimento para perceber, o que de outra forma nos é completamente estranho, vazio e sem sentido…

Mas queremos todos ter muitos saberes e muitas opiniões

Sobre tudo e sobre nada

Assim sendo, somo assaltados com teorias de atrasados

Que nos querem fazer querer que é apenas deles, o eterno e único saber…

E não sabem que ainda existe quem pense, quem saiba e quem quer sair deste formato

Que deles próprios e do saber , não sabem mesmo nada de facto!

“Viva la Libertad Carajo”

ANTES DO CAOS …

29/01/2020

O corpo corre desenfreado
Tentando parar o tempo
Que há muito está parado!
Parado
Por coisas insignificantes
Assuntos desinteressantes
Pessoas moribundas
Quando maior parte deles já são defuntos!
Urge nutrir outro tempo
O do silêncio
De almas reencontradas
Numa qualquer estrada
Onde não é necessário dizer mais nada!
Pode ser aqui, como pode ser além
As almas não têm esse tempo contado
Por relógios parados ou apressados
Elas sabem o que importa
E não importa se está viva ou morta !
Alma é eterna e plena
Sabia e serena
Harmoniosa, contida e divertida
Por vezes nostálgica
Procurando o seu melhor sentido
Que pode ser por aqui
Ou num lugar desconhecido !
O corpo acompanha esta façanha
Se interroga porque não a compreende
Mas a sua Alma está sempre presente
Indicando o caminho do melhor destino!
Estar atento é virtude e descernimento!


OS ANOS LOUCOS

2024

Pois…

Não escrevi ainda nada …

Mas, não me esqueci de ti…

Acontece que andamos contaminados

Com assuntos mal fadados

Com problemas que não dependem de nós

E nós, prostrados, esperamos sentados …

Que vida nos fizeram, e dela agora dependemos?

Pensamos que podemos fazer mais e mais

E, quanto mais fazemos, mais nos perdemos…

Não somos nós que andamos perdidos

São os que “mandam” que nos têm como entendem…

Lutamos contra moinhos de vento

Lutamos contra tudo que julgamos ser mal

No final, acabamos mais igual…

Chegamos a um momento sem volta

Sem esperança, sem verdade

De pessoas repletas de maldade

De intrigas, de vaidades, de inimizades

Cheguei agora

E agora, já me vou de novo embora !

Para escrever, tem que me apetecer…

“Viva la Libertad Carajo”

REGRESSO ?!?!

Queria voltar a escrever

Algo que todos tivessem vontade de ler

Deparei-me com o vazio das palavras

O vazio do conteúdo

O vazio de sermos e estarmos

Onde as palavras já não dizem nada

Mas onde me movimento e fazendo o meu melhor por fora e por dentro…

Queria de novo voltar a escrever

As palavras que todos podessem entender

Rios de ideias e de ideais

Feita por, e para pessoas normais

Hoje tudo é descartável

Tudo é efémero

Tudo é mesmo nada

Esse nada onde nos afogamos

Por falta de palavras que todos gostariam de ler

Mas sobretudo, as compreender…

Mas, quero voltar a escrever

Algo que todos tenham vontade de ler…

Albertina Correia

LUA E LUAR

Gosto da lua e do luar…
Da brisa no teu olhar…
Do sorriso apenas porque sim…
E de Ti, porque gostas de mim…

Não existe intervalo de nada…
É uma noite abençoada …
Contemplar o universo
Sei que é o único que está certo …

A vida assim se vai fazendo ….
Com tempo ou com menos tempo …
Ainda assim, com muita perseverança
Embalando em cada noite, a nossa sublime esperança …

Gostarei sempre da lua e do luar …
Da brisa em cada olhar…
De sorrisos, apenas porque sim
E de todos que gostam de mim…

Albertina Correia