PAIXÃO vs ESTADO “NORMAL”

 

 

 

 

 

 

 

 

Ela ainda tem aquele ar estúpido na cara?

Era pergunta feita sobre o ar de alguém que estaria apaixonado, relevância? Apenas a que se quiser dar.

Contudo, como sempre, vim a meditar sobre o assunto seria um bom tema para explorar , quer quer dizer que para muitas pessoas (talvez as mal amadas), estar apaixonada é o mesmo que estar estúpido…Será?

Já ouvi dizer que o amor é cego, mas isso é porque o “anjo” que simboliza o amor, é de facto cego, daí a expressão.

Mas estar estúpido será porventura algo forte demais, mas isto seu eu a dizer que do assunto pouco entendo, apenas vejo caras felizes ou infelizes, e/ou alheias ao que se passa em redor…

Mas se efectivamente a paixão coloca as pessoas  com cara de estúpidos, que é algo que nunca tinha ouvido dizer, e não sei se corresponde à verdade, então, é caso para dizer  que o mundo anda com falta de “estupidez”…

EU E OS OUTROS

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UMA HISTÓRIA

 

 

 

 

 

 

 

 

(…)

Sentou-se a contemplar a luzes brilhantes que reflectiam na água, apesar da visão magnífica, esta, agora se mostrava turva, devido às lágrimas que silenciosamente caiam pelo rosto, sem ordem expressa para o fazerem.

O vento soprava lento, acariciando o rosto, levando com ele pedaços de lágrimas, o cabelo desembaraçado colava-se ao rosto molhado e foi assim que esperou minutos infinitos, pelo João, que tanto queria que viesse depressa ou que não viesse de todo.

Não tardou muito que o seu telefone tocasse. (…)

AC

UM DESTINO!

 

 

 

 

 

 

 

 

(…)

Assim continuou, envolvida num turbilhão de pensamentos, ao mesmo tempo que sorria para o filho e o acariciava, enquanto ele se alimentava, no seu peito tapado, e ela pensava de, como era tão bom ser pequenino.

 

O Manuel,  esse, estava esparramado no banco, como se tudo fosse dele, de pernas abertas, cabelo escangalhado, desfraldado, de quando em vez coçava as partes, mudava de posição, e lá continuava ressonar como um porco, perante o desconforto de quem com ele Compartilhava a carruagem. (…)

 

UM CAMINHO

 

UMA HISTÓRIA…

Leonor, deixou-se cair lentamente no chão, verteu uma lágrima pesada que teimou rolar devagarinho pelo rosto, chamando pelas outras todas que não queriam sair, mas, não demorou muito, para que todas as outras que estavam em fila de espera, jorrassem pelas faces pálidas, enquanto o corpo ficava entorpecido, as mãos desorientadas sem saberem se enxugavam o rosto, se seguravam o cabelo que esvoaçava, ou se apenas as deixava cair sobre si mesma…

UMA HISTÓRIA

O OLHAR…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Onde pára o pensamento

Quando o olhar, olha para dentro?

Está parado em algum lugar

Que de tão cansado, só lhe resta descansar…

Não fica vazio, mas repleto de coisa tanta

Que tanto embala como  inquieta…

Enrola-se no tempo, aconchega-se no espaço

E descansa no abraçar de um abraço…

Depois usa da cumplicidade, do olhar interior

Amam-se em silêncio

No olhar que olha por dentro, sem se lembrar do pensamento…

Mas ficará sempre a duvida

De onde pára esse pensamento

Quando o olhar, já só olha para dentro…

EU E OS OUTROS

 

 

 

 

VAZIO? FALTA DE SENTIDO?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando caírem os céus,

Não existirão, mais princesas nem plebeus…

Seremos todos mais iguais

Na dor, na solidariedade

E desaparecerá toda a vaidade…

Até lá, vamos vivendo num conto de fadas

Onde réis, rainhas e princesas

Parecem estar acima de qualquer mortal

Esses mesmos, que todos dias  lhes é levantada a moral…

Vivemos as suas vidas, fora de nós

Da realidade replecta de vaidade

Mas,  e se não fosse assim? Vazio? falta de sentido?

A iluminação é o caminho, que só acontece à beira do abismo…

EU E OS OUTROS

JUSTIÇA VS DIREITO

 

 

 

 

 

 

 

 

Justiça, nunca foi nem será sinónimo de Direito, justiça é algo que deveria ser inato a cada um de nós, Direito, foi o que “inventaram” para fazer cumprir o que deveria ser da essência de cada um.

Como tudo nesta vida, o ser humano, tenta colocar em normas, regras, penas, etc., o que acha como certo para se  fazer “justiça”, mas na verdade, cada defesa/ataque, não passam de encenações, estratégias montadas com rigor, para fazer cumprir as tais normas.

Depois, existem os “realizadores” (os tais advogados ), que dependendo do saber, do dom, da mestria, do caráter ou falta dele, do orçamento e até do assédio/suborno também,  fazem filmes, dignos de qualquer espectador que goste de ilusionismo.

Quem está acima, os ditos Juizes, ditam o “Óscar de melhor realizador”, conforme “filme” apresentado, e os personagens contratados.

Num mundo que tanto se busca temas para filmes, não seria pior de todo, se começassem  a pesquisar estes enredos, dignos de verdadeiros best sellers.

Um dos grandes obstáculos para a realização deste filmes, é que tradicionalmente, os bons ganham sempre, nem que seja no último minuto, já nos “filmes do Direito” quem ganha é sempre o ladrão, e isto, inviabiliza talvez o sucesso, mas não era mal pensado (sarcasmo).

Quando o ser Humano, conseguir inventar também a justiça de verdade, o mundo estará perfeito, até lá, temos que aguentar firmes estas paródias, comédias e dramas, que servem o propósito  de todos, menos os que a elas verdadeiramente tem direito.

Assim é a justiça vs direito, onde todos exercem, mas ninguém faz justiça , lacunas do ser humano com toda a certeza (iludo-me)…

EU E OS OUTROS 

AUSENTE…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O tempo, por vezes volta do passado

Vem fazer uma visita ao presente…

Esquece-se que ele, já está ausente

Ainda assim, ele regressa, sem pressa

Diz e faz coisas, para revolucionar o presente

E assim condicionar  futuro, também ele ainda inexistente…

Umas vezes é leve e solto

Outras contundente, insensível e insolente…

Depois, hó… Depois, lá regressa ele de novo ao seu lugar

Estaciona, observa, irracionalmente faz e condiciona

Tudo isto  estacionado no passado…

Ficamos sem norte, sem passado nem futuro

Porque o presente fica em modo  ausente…

E o tempo é assim, de vez quando regressa sem pressa

Desorganiza o presente

E vai embora, simplesmente…

EU E OS OUTROS

de

Albertina Correia

 

 

HOJE…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hoje eu vejo de uma forma diferente, não que os assuntos e as pessoas sejam diferentes, mas porque eu escolhi ver diferente…

Nada mudou nelas, mas com toda a certeza mudou em mim, como as vejo…

O valor de cada uma continua a ser o mesmo, mas eu escolhi atribuir valor diferente a cada uma…

O valor que elas têm, já não me interessa, o  que  interessa é o valor que eu atribui e atribuo, porque amanhã também vai ser diferente, com toda a espécie de gente…

“Matarei” cada pessoa e enterrarei cada assunto, junto com elas…

Hoje eu vejo diferente, já não me interessa gente, nem assuntos mofados que não levam a nenhum dos lados …

Hoje estou no meu presente, mas amanhã será o meu futuro de hoje, e hoje o passado de amanhã, importa mesmo agora, o presente de todos os tempos, idos e por vir…

Por isso hoje eu vejo diferente, amanhã igualmente, o passado já passou , o que resta sou só eu, esta pessoa que escolheu ver diferente hoje e para sempre…

EU E OS OUTROS

de

Albertina Correia

 

 

 

 

BONITA (O)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ser bonita(o), não é trazer nos rosto uma cara comercialmente “bela”…

Não é vestir no corpo, um modelo que encaixa, apenas bem…

Não é falar sobre  assuntos bonitos, mas,   que nada dizem…

Ser Bonita (o), vai além de tudo isso:

É transportar todos os dias o bem  consigo, a consciência leve, de que tudo foi e é como tem que ser…

É falar de assuntos importantes, sem tirar a voz do outro…

É saber ser e estar, com elegância da educação, e não a comercial…

Ser bonita deste jeito, é ser o expoente máximo da beleza, que está apenas ao alcance de alguns poucos…

É preciso ser segura (o) do que se é, para realmente sermos sem sofrermos…

Fazer de conta , por conta de uma sociedade, para lá de esquizofrénica, é coisa de de doido, pouco saudável…

Ser bonita(o) é um estado de graça que nunca acaba, mesmo  que acabem com a sua paciência…

E, olha que paciência, para aturar tanta gente comercialmente  “bonita” e ingrata!!!!

EU E OS OUTROS

de

Albertina Correia