AUSENTE…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O tempo, por vezes volta do passado

Vem fazer uma visita ao presente…

Esquece-se que ele, já está ausente

Ainda assim, ele regressa, sem pressa

Diz e faz coisas, para revolucionar o presente

E assim condicionar  futuro, também ele ainda inexistente…

Umas vezes é leve e solto

Outras contundente, insensível e insolente…

Depois, hó… Depois, lá regressa ele de novo ao seu lugar

Estaciona, observa, irracionalmente faz e condiciona

Tudo isto  estacionado no passado…

Ficamos sem norte, sem passado nem futuro

Porque o presente fica em modo  ausente…

E o tempo é assim, de vez quando regressa sem pressa

Desorganiza o presente

E vai embora, simplesmente…

EU E OS OUTROS

de

Albertina Correia

 

 

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HOJE…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hoje eu vejo de uma forma diferente, não que os assuntos e as pessoas sejam diferentes, mas porque eu escolhi ver diferente…

Nada mudou nelas, mas com toda a certeza mudou em mim, como as vejo…

O valor de cada uma continua a ser o mesmo, mas eu escolhi atribuir valor diferente a cada uma…

O valor que elas têm, já não me interessa, o  que  interessa é o valor que eu atribui e atribuo, porque amanhã também vai ser diferente, com toda a espécie de gente…

“Matarei” cada pessoa e enterrarei cada assunto, junto com elas…

Hoje eu vejo diferente, já não me interessa gente, nem assuntos mofados que não levam a nenhum dos lados …

Hoje estou no meu presente, mas amanhã será o meu futuro de hoje, e hoje o passado de amanhã, importa mesmo agora, o presente de todos os tempos, idos e por vir…

Por isso hoje eu vejo diferente, amanhã igualmente, o passado já passou , o que resta sou só eu, esta pessoa que escolheu ver diferente hoje e para sempre…

EU E OS OUTROS

de

Albertina Correia

 

 

 

 

BONITA (O)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ser bonita(o), não é trazer nos rosto uma cara comercialmente “bela”…

Não é vestir no corpo, um modelo que encaixa, apenas bem…

Não é falar sobre  assuntos bonitos, mas,   que nada dizem…

Ser Bonita (o), vai além de tudo isso:

É transportar todos os dias o bem  consigo, a consciência leve, de que tudo foi e é como tem que ser…

É falar de assuntos importantes, sem tirar a voz do outro…

É saber ser e estar, com elegância da educação, e não a comercial…

Ser bonita deste jeito, é ser o expoente máximo da beleza, que está apenas ao alcance de alguns poucos…

É preciso ser segura (o) do que se é, para realmente sermos sem sofrermos…

Fazer de conta , por conta de uma sociedade, para lá de esquizofrénica, é coisa de de doido, pouco saudável…

Ser bonita(o) é um estado de graça que nunca acaba, mesmo  que acabem com a sua paciência…

E, olha que paciência, para aturar tanta gente comercialmente  “bonita” e ingrata!!!!

EU E OS OUTROS

de

Albertina Correia

SILÊNCIO II

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Olho o Silêncio

E deparo-me com tempo

Fico calada não quero dizer mais nada

Entretanto as frases estão em fila de espera

Aguardando outro tempo  e outro silêncio…

Olho o Mudez 

Não me venço nem vacilo

Mas

Fico estática arquivando sem fazer mais nada

Este Silêncio e este tempo 

Que me deixa parada sem apetecer dizer nada

Já foi tudo dito, mesmo em surdina

Não valorizou  quem não percebeu 

As frases continuam em fila de espera

Talvez se diluam com água 

E na água  corram por aí fora distribuindo palavras soltas

Que não significam mais nada…

SILÊNCIO

de

ALBERTINA CORREIA

COISAS POR DIZER…

 

 

 

 

 

 

 

Temos e somos muitos assuntos por dizer e por resolver…

Quando uns se resolvem, logo chegam outros e lhes tomam o lugar…

Ficamos parados, por vezes frustrados, não com os assuntos, mas com tudo que vem e vai, de forma quase ciclónica…

Por vezes, muitas,  queremos arrancar os ponteiros do relógio,  atirá-los para bem longe e deixar o tempo sem horas, para não termos que  falar sobre assuntos que ninguém compreende…

Muitas vezes ficamos encostados, prostrados, por não ter ou saber o que é melhor dizer…

Optamos pelo silêncio, o silêncio ensurdecedor, mas que para quem o vê e o ouve, provavelmente não faz sentido, mas fica a tranquilidade e aparente equilíbrio…

Temos que dar voz à nossa mente, mas o relógio segue e soma, e não encontramos nada nem ninguém à altura de o matar..

Resta-nos o rosto poisado no tempo, as frases em fila de espera, os lábios cerrados, os ouvidos trancados e as mão cruzadas sobre nós mesmos, esperando um tempo que não seja marcado a compasso…

Albertina Correia

EU E OS OUTROS

 

 

 

 

 

PESSOAS PECULIARES…

 

 

 

 

“Por tudo isto que não é pouco, a minha caminhada é sozinha, sem rede, sem artifícios, sem agrados superficiais e outros que tais…” AC

Quem caminha sozinha(o), podem ser pessoas bastante peculiares, diria mais, são pessoas acima da média, sabem o que querem , como querem, onde querem e não carecem de opiniões alheias, para seguir em frente…

Estas pessoas por norma, são mais inteligentes emocionalmente, pois que, têm que arcar com o peso de uma sociedade moribunda, conscientes dela mesmo.

E porque são conscientes da mortandade intelectual, tendem a se isolar, para evitar mais confrontos e juízos de valor, sem valor algum…

Fazem caminhada sozinhas, mas não se sentem solitárias, apenas não se interessam minimamente por estar alinhadas com as verborreias do quotidiano, que cada vez, são mais difíceis de digerir e rebater, porque imbecilidade não tem concorrência saudável…

São propensas a ataques tresloucados,  de outras gentes que habitam dentro de um mundo, repleto de imundice, maioria das vezes, camuflada…

Estes seres, parece que ninguém os merece, parece até que são mais que os outros, mas em verdade, apenas são a diferença entre uns e outros, estes estão  no “intervalo” que vale a pena…

Quando der de frente com um deles, não dificulte, de preferência simplifique, se não conseguir, arrume-se…(AC)

 

EU E O MUNDO

 

 

MALEDICÊNCIAS…

 

 

 

 

Para onde vão parar  as maledicências, quando voltam a regressar certos relacionamentos?

Este assunto sempre me intrigou, não pelas maledicências, mas pela troca rápida de lugar, esquecendo um chorrilho de coisas (mal ou bem) ditas que  parecem ficar arquivadas, qual passe elaborado de  mágica, como se nunca tivessem acontecido…

Poderão dizer, que é uma questão de perdão e a vida segue, até poderá ser, mas com que cara se enfrentam as pessoas?

São pessoas com duas caras,  sendo que nenhuma deles serve ou é verdadeira, caso contrario, o que se disse e diz,  deve ser honrado, não importa o lado…

Mas, as maledicências são tramadas, não conseguem ficar guardadas, parece não haver problema com isso, porque num  ápice, tudo muda de figura, o que era já não é, as circunstâncias mudam e com elas, as mentiras, para assim ficar de bem com a vida, falaciosa.

Coisas de humanos, voláteis, mutantes (no mau sentido), hipócritas, sem respeito por si e pelos outros, falam mal apenas porque sim, por isso mudam facilmente de lado…

Dessas, é preciso muita distância, porque de bestiais podemos passar a bestas…

Por tudo isto que não é pouco, a minha caminhada é sozinha, sem rede, sem artifícios, sem agrados superficiais e outros que tais…

Custa ser assim, mas apenas aos olhos de quem vê, porque quem o é, sabe ser o caminho mais acertado, onde todos temos o nosso e que cada um pensa ser o certo…

Que assim seja então, mundo…(Albertina Correia)

EU E O MUNDO

 

NÓS, OS SERES HUMANOS…

 

 

 

 

 

Somos seres individuais, mas teimamos em nos afirmar em grupos…

Todos sabemos um pouco de tudo e um pouco de nada, mas principalmente, sabemos o que de nós vem e vai…

Mas, porque alguns (muitos) dizem que nascemos para viver em comunidade, estamos sempre dependentes da aceitação de terceiros, em tudo que fazemos e queremos.

Obedecemos a uma ordem geral, ditada por alguém ou alguns, a fim de nos fazerem crer que somos o que eles quiserem.

E assim vamos, obedecendo a normas, regras, imposições, limitações, etc, em prol do correctamente social.

Todos escrevemos, sobre estes assuntos, mais ou mesmo bem, e/ou, de acordo com os nossos conhecimentos, mas no final, lá voltamos a fazer mais igual…

E, este é mais um escrito, para quem me lê, mas principalmente para mim , para que eu não me esqueça que a minha caminhada é sozinha…

Pelo caminho posso dar uma boleia, mas quem comanda o meu Eu, sou mesmo Eu…

Egoísmo, dirão os formatados, libertação, dirão os mais iluminados…Albertina Correia

EU E O MUNDO

ESCRITA…

Este, é um vício que alimenta, é a tal forma de falar estando calada, de derramar pensamentos sem esgotar nada…

 

 

 

Crescem como ervas daninhas e flores misteriosas, rebentam no meio do monte e no meio de qualquer estrada…

Protegem-nos do barulho dos outros, do nosso silêncio que pela caneta escapa, dando vida num qualquer papel , sobre temas e assuntos que de outra forma não seriam recordados…

Por vezes, escrevemos não querendo dizer nada, quando chegamos ao final, afinal, era tudo para escrever e  escrevendo pouco se disse, ou não se disse mesmo nada…

Tudo depende de quem lê e sente, porque pensamentos em forma de letras derramadas, não serão interpretados por pessoas quadradas…

Quem tem este “maldito” vício, pouco se importa se a escrita é sabia, acutilante, vaga, banal, excêntrica, etc, importante, é colocar um pouco de tudo isto, porque tudo isto faz parte da escrita da vida…

Que nunca a caneta se canse, de registar pensamentos que derramam sobre vidas presentes e passadas, neste “maldito” vício de escrever, muitas vezes o que é suposto nem dizer…

EU E O MUNDO