HEI!?!?

Observo o infinito

apetece-me dar-lhe um grito…

Hei, quem está aí?

Será que podem olhar para aqui?

Silencio……….

Hei está aí alguém que me compreende ?

Silêncio …….

Pelos vistos ninguém me entende

ou então é desabitado …

Olho para o ar e paro de gritar …

Ainda um dia irei perceber

o que daquele lado estará a acontecer …

Entretanto  fico por aqui

Mas de olhos postos em ti …

EU E O MUNIDO

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FELICIDADE ?!

Felicidade genuína, não é assunto de adulto, é assunto de criança.

Os adultos não sabem ser felizes, esqueceram-se de como o ser, quando algures, no meio do caminho, se perderam  da sua criança interior.

Hoje em dia, os adultos, fingem que são felizes, fingem que são amigos, fingem que está tudo bem, fingem com quantos dentes têm na boca, e quanto melhor fingem , mais “felizes ” ficam…

As crianças são felizes, mesmo se tudo não corre sempre bem, porque não tem a maldade  das regras impostas pela sociedade, do politicamente correcto, do socialmente correcto, do não fazer “figura má”, porque, nem sabem o que isso é…

Já os adultos, são peritos nessas coisas do fingir, e como fingem, até dói para quem sabe a verdade, caminham por entre outros, fazendo jus ao politicamente e socialmente correcto, quais catedráticos no assunto…

Por isso, raramente os adultos estão bem, consigo e com os outros, porque a dor que fingem, em algum lugar se alberga, e é sempre o corpo que paga…

Serei eternamente criança, não farei agrados apenas por que sim, pois,   serei sempre a criança que habita em mim…

EU E O MUNDO

SETEMBRO 2015

É sempre em  Setembro, que começa

É sempre em Setembro , que se ama

É sempre em Setembro, que se viaja

É sempre em Setembro, que o tempo não passa

De Setembro se faz saudades

Espera-se que ele regresse mas não se apresse

Vontade de ir mais longe

Que Setembro fique e não implique

Que se faça sol sem escaldar

Que se faça dia mesmo sem brilhar

Que a lua acorde

Desperte em Setembro fazendo-o  lembrar o ano inteiro

Ainda não chegou a viagem já começou

Esperando amar se o tempo puder parar

Vou aguardar  o amanhã

Um novo Setembro começará

Sei que nada será como antes

Com Setembros escaldantes

Mas, agora mais ameno Setembro se fará sereno

Abrirei as portas da vida para que possa entrar mais brisa

Esperarei então até amanhã e amanhã logo se verá!!!…

Albertina Correia

SER O TEMPO…

Gostaria de poder ordenar ao tempo

Que ele me desse mais tempo

Ao tempo que depressa passa…

Outras vezes, 

Ordenar que ele anda mais devagar

Outras tantas

Que simplesmente fique quieto

A fim de nos dar mais de si 

Enquanto ainda não parti…

Mas, não posso!

Porque eu sou o tempo

Que posso ou não dar mais tempo 

Ao tempo que depressa passa

E se eu ainda quiser, ordeno para andar mais devagar

E outras até mesmo parar…

Como tempo que sou

Agora estou qui

Daqui a pouco não sei onde estou

Apenas sei que vou….

EU E O MUNDO

INEXPLICÁVEL …

Várias vezes o pensamento, emociona-se para dentro …

Acontece quando transbordamos de sensações 

Para as quais não temos explicações…

Ficámos fechados em nós 

No silêncio ensurdecedor do nosso interior 

Buscando mil explicações para o que queremos expressar 

E não o fazemos porque não as temos…

E, de olhos fechados conversamos mentalmente

Com quem nos entende 

Maioritariamente a solução está em ouvir música

Por tão bela e transcendente 

Deve bem compreender a nossa mente…

O corpo treme, o cérebro vibra

As mãos escrevem numa frequência por inventar 

As tantas e tantas emoções que não temos como explicar…

Então, o melhor a fazer 

É deixar que o pensamento, pense para dentro

Para não termos que explicar o inexplicável 

Com um qualquer explicação, dita saudável…

EU E O MUNDO

NA VOLTA DO TEMPO…

Tempo que passa e não volta

nesta que é a volta dos tempos

esperando uma nova volta

para se repetirem os momentos…

Do tempo que está para vir

é tudo uma questão de espera

meditando de trás para a frente

delineando um futuro,  de tudo que esteve ausente…

Pois que o tempo que passa, não volta

na volta de cada tempo

onde tudo bem arquivado

servirá para um futuro e também um novo passado…

Esta é a volta da vida

sem passado nem futuro

é aqui neste momento, o auge do nosso presente

que não se volta a repetir

num qualquer futuro incerto que poderá nem existir…

E se for tudo a fingir?

Folhas Soltas

Deposito legal nº 387342/15

QUEM SOMOS NÓS ?

90CEF28F-CB04-478D-A167-ADF39F4257C0

Quem somos nós?

Viemos do além até aqui, por ordem e harmonia

numa perfeita sintonia…

Formamos-nos, formatam-nos…

No intervalo

pretendemos  ser únicos…

Tropeçámos não entendemos…

Nos odiamos sem pensarmos…

Vivemos vidas de ilusão

crentes que cheios de razão …

Caímos,  levantamo-nos, seguimos em frente

no meio de tanta gente que ilusoriamente nos amam

e de forma contundente nos atiram para o abismo mais à frente…

E lá no abismo

é onde retomamos a essência de toda a nossa vivência …

Então,

percebemos que estivemos todos mal

com essa forma de programação que mata a nossa razão

Ficamos sem saber quem somos nós

se viemos  do além para vivermos tristes e sós

ou se sempre estivemos aqui

num mundo que não se entende

muito menos de compreende …

EU E O MUNDO

 

 

SAUDADES DE UM MUNDO MAIS “PEQUENO”

Tenho saudades, de quando o Mundo era mais “pequeno”…

Nesse tempo, cabíamos todos no mesmo espaço, olhávamos-nos nos olhos, dizíamos o que queríamos e ouvíamos em directo…

Era o tempo, em que as palavras saiam juntas com emoções, com as expressões físicas, não dando margem para segundas interpretações, ou erros de cálculo…

Não havia espaço para criticar roupas, nem estatura físicas, porque esse tempo, era de conversa intensa ou amena, e não de dietas loucas, ou traições constantes….

Pois não, porque aquele mundo era mais pequeno, cabíamos todos no mesmo espaço, víamos-nos, sentíamos o aroma de cada um, riamos, chorávamos, mas também nos abraçávamos…

Hoje, o mundo de facto é imenso, de tal forma que andamos todos perdidos, não estamos juntos, não nos tocamos, não sentimos os nossos aromas, não dizemos o que queremos, não ouvimos e as nossas emoções, são expressas através de  figurinhas virtuais que nos transformaram em pseudo robots…

Tudo é descartável, numa velocidade que até dói, as conversas são “fiadas”, todos podem dizer o que querem, porque não temos o resto para juntar (emoções, expressões físicas etc) tirar conclusões e responder de acordo…

Por isso, tenho saudades de quando o mundo era mais “pequeno”, este é grande demais, perco-me facilmente, no meio de tanta “gente”…

EU E OS OUTROS

 

 

VONTADE DOS AVESSOS…

 

 

 

 

 

 

 

Por vezes, sentimos uma vontade de nada, de tudo, dos avessos e de ambas…

Por vezes,  sentimos que já não vale a pena, ou que ainda não fizemos o máximo …

Muitas vezes, parecemos perdidos, ansiamos que alguém nos ache, para depois,  não queremos nem uma coisa nem outra…

Mergulhamos em profundidade dentro de nós, tentando perceber qual é este estado que nos coloca em estado de sítio, e tantas vezes nos obriga a saltar para fora de pé…

Queremos parar até o relógio, o tempo, ficar ali, até passar esta vontade de nada e  de tudo, como se o tempo parado,  resolvesse este estado, por vezes desencontrado e outras desesperado …

Depois, damos conta que dependemos exclusivamente de nós, e até os outros de nós dependem, então, ficamos prostrados, quase à beira de um ataque de nervos querendo gritar bem alto, o  turbilhão que transportamos dentro …

Ainda assim, prosseguimos, porque tem sempre o dia seguinte, pode ser que seja melhor, ou pior, ou coisa nenhuma, então que fique a expectativa,  do que talvez possa acontecer…

EU E O MUNDO

Albertina Correia

Outubro de 2011

INFÂNCIA

Cultos da parvoíce

De opinião mal formada

Que por não saberem mais, repetem a mal falada…

ser

Estar na infância, não significa ser infantil

Tal como ser-se adulto não significa nada, e,

Por vezes é ser por demais imbecil…

Cheios de ideias idiotas

Que por mais fantasiadas

Estarão sempre deterioradas…

Um dia deixaram para trás a infância

Da criança que cada um carrega

Vestindo-se de adultos, com capas e muitos cultos

Cultos da parvoíce

De opinião mal formada

Que por não saberem mais, repetem a mal falada…

Assim vão os adultos

Pensando que já são gente

Mas gente com G grande

Só a infância  o é

Essa que muitas vezes é obrigada

A falar quando apetece estar calada

A rir quando apetece chorar

E a  trabalhar quando apetece brincar…

Ó gente adulta, que fizeste com infância

Caminhais por este mundo

Uns parecendo e sendo idiotas

E outros mesmo defuntos

Que por não quererem mais

Querem apenas ser mais iguais …

Viva a minha infância

Que jamais será perdida

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