IMPRIVISIBILIDADE DO TEMPO!

Os tempos passam a correr

Tudo que supostamente era vida, de repente deixa de o ser!

Tudo se reinventa, de forma mais ou menos, ou rápida e lenta!

São paradoxos das vivências, bem ou mal experienciadas!

Quem declara o bem ou o mal vivida, é uma qualquer circunstância da vida!

Essa que se muta de um segundo para o outro, e nos coloca em zonas desconhecidas, por vezes bem aguerridas!

E, continua no seu caminhar, lento e rápido, e nós, continuamos no nosso marca passo!

Devagar ou acelerado, sempre queremos chegar a um qualquer lado!

Muitas vezes, não queremos coisa nenhuma, apenas queremos que o tempo faça uma pausa, para nos lembramos que existe vida dentro da própria vida, muito diferente da já vivida!

E por isso, nos cansamos, por paradoxos por nós inventados, por circunstâncias criadas para classificar, o que por vezes nem nome temos para lhe dar!

Diríamos que confusão, assumimos que sim e outras que não, mas, a mente não para, buscando incessantemente justificações param situações, que delas, nada carecem por serem inconstantes e mutantes!

Por isso, comumente dizemos que o tempo passa a correr!

Ilusões da mente, que se fixa em determinados pressupostos, preferindo estacionar, e deixar a vida paralela andar, como se fossem dissociáveis!

Mas, não são, são apenas bocados de tempo, com tédio, alegria, tristeza, euforia, ricos ou pobres, e, insatisfeitos ou satisfeitos continuamos, pois que, a vida não para, as circunstâncias é que mudam e para sempre, serão elas e nós, e nós com elas, justificamos os assuntos que não controlamos!

E assim seguimos em frente, pensando serem tempos diferentes, mas não são, somos apenas nós a caminhar caminhos desconhecidos inventados, calculados, e outros já vividos no passado…

ANOS LOUCOS DO SEC XXI

Albertina Correia

Outros tempos!…

São estes, os outros tempos, que daqui a pouco tempo, já não serão mais nada também !

Os tempos , estes, não são diferentes de outros ido ou vindouros, são apenas tempo e mais tempo, multiplicado, dividido, somado e subtraído…

Parecem os tempos medievais, com pessoas e acções que mais parecem a idade das trevas, num mundo dito civilizado por zombies do passado!

Nem sempre apetece escrever o bonito e o belo, apetece também escrever, o que está sempre a acontecer, ou seja, nada de nada, e muito de coisa nenhuma, que nos entope, encharca, e nos remete para uma ignorância saloia, por falta de olhares que olham, ouvidos que ouvem e corações que sentem, sem necessitar estar presente, nestes tempos medievais e outros que tais…

Fazemos parte deste bolo imenso, em que somos espezinhados, mal tratados, e dependo do ponto de vista, parece estar tudo bem, mas não, está tudo virado do avesso, mesmo se parece bonito e evoluído, na verdade é tudo mais do mesmo e sem sentido…

São estes, os outros tempos, os que de nós dependem e nós dele, nada fazemos porque dele, nada entendemos…

Albertina Correia ( EU)

Ignorância !

Ignorância, essa que não mata, apenas descansa

Esse descanso, é o “melhor” que pode acontecer a um humano

Sofre menos, vivem a vida despreocupada

Não querem saber de nada!

É uma ignorância fatal, para o bem ou para o mal

Quando tudo dá errado

Culpam quem está do outro lado

Próprio da ignorância (alguma) com pitadas de arrogância…

É a vida!

E mais um dia que saio pela estrada

Pensando em tudo e em nada

Vivendo a vida da forma que se me apresenta

Proibindo-me de ser ignorante

E também não querendo aprofundar, o que de facto não dá para explicar…

Complicações da alma, do pensamento que está dentro

Que por pensar demais

Atropelo-mo contra o politicamente correto

Porque sei que nunca está  nem dará certo…

OS ANOS LOUCOS DO SEC XXI

CURIOSAMENTE …

O tempo passa, deixa a sua marca…

Marcas do viver, por isso, sonhamos no mais além …

Pensando lá ter, o que aqui eventualmente não tem…

Ilusões…

Depois, saudades do tempo que passou, num misto, esquisito

Por vezes nem percebemos o ridículo…

Coisas da vida, do viver

Por não nos ser ainda permitido perceber ..

Não resta mais que continuar com estas reflexões

Que não passam de curiosidades

Pausadas no tempo a ver se o compreendo…

Mas não…

Ilusões, emoções, estados de espirito

Amanhã, será diferente…

O Hoje fica para trás, com as curiosidades que a vida lhe fez e faz…

Albertina Correia

OS ANOS LOUCOS DO SEC XXI

Quando eu já não for o que cada um pensa que eu sou?

Quando isso acontecer , as pessoas em meu redor estão “curadas” , pois já não verão aquilo que de mim julgaram ou julgarão …

Ninguém sabe de onde vim, o que fiz, o que sou, o que de mim dou, o que de mim retenho, por julgarem o que de mim não sabem …

As análises e julgamentos são tremendos…

Cada um julga-se a si mesmo, reflectindo no outro aquilo que é, porque de tudo que pensa saber , a única coisa que sabe, é sobre o que pensa dominar , a sua pessoa…

Mesmo assim, estas verdades são mutantes, dependem da circunstância de um e de outro, o que não impede de nos julgaram pelo que são, com se isso fosse o que somos, mas, na realidade o que somos, é exactamente aquilo que os outros não são …

Então, quando eu já não for o que cada um pensa que sou, dentro do próprio já tudo mudou, e eu, continuo como sempre fui, e sou, e cada um em mim vê , apenas aquilo em que de si crê…

Albertina Correia

Encruzilhadas?!?

Encruzilhada ou reflexão ponderada?

Estradas que se cruzam, se conhecem , mas de nós não sabem nada…

Por vezes, a encruzilhada atrofia, é um estado de alma , por não ter ou não saber , qual rua percorrer…

Ruas que não se conhecem , outras que rapidamente desaparecem, ainda assim, se cruzam umas com as outras , e nós, à deriva procurando uma outra saída…

E assim se multiplicam sem de nós darem por isso…

E no meio de tanta encruzilhada, mutante, deixamos de ter raciocínio lógico, então, paramos , descansamos a fim de nos orientarmos….

Mas, o tempo urge, as encruzilhadas vão ficando mais fechadas e encurralados, não pensamos como deveria ser, ficamos estagnados esperando o nada , esse que vai preenchendo vidas já vazias mas, cheias de encruzilhadas que não nos acrescentam e outras, nos matam por dentro…

Como a esperança é a última que morre, colocamos um sorriso no rosto, seguimos o foco e quiçá, numa dessas ruas da encruzilhada , se vislumbre o destino das encruzilhadas, há muito para trás deixadas …

Quiçá !…

Albertina Correia

SIMPLES OU SIMPLESMENTE!

Lembro-me bem de quando tudo era simples!

Lembro-me que a vida e as vivências eram fluidas, autênticas, não existia tanta toxicidade!

Correr na chuva, tocar campainhas, pegar-se com os amigos, era tudo natural e normal!

É claro que hoje em dia, tudo mudou, está diferente!

Estamos atolados de informação e desinformação que nos leva para outra dimensão!

A toxicidade é o prato do dia!

As pegas saudáveis, agora transformaram-se num estrangeirismo rude, mau, de má educação, bulling !

É verdade que agora, fazem-se outros golpes, por vezes sem misericórdia, acabou o bom senso!

Está cada um por seu lado, complicando o descomplicado!

Porque antes tudo era simples..

Hoje em dia, tudo é simplesmente, nada!

OS ANOS LOUCOS DO SEC XXI