ELA SABE…

Ela sabe que não é assim

Que o amor não cresce em qualquer jardim…

O amor é uma doação sem condição

Sem limite mas também  sem perdição…

É ponderado, faz jus ao significado…

Não vale a pena semear pseudo amor pelo ar

Por janelas singelas, onde tudo entra sem pedir licença..

Ela sabe que não é assim

Amor é doação, reciprocidade e até en petit peut de  vaidade

Não se expõe, não se patenteia,

Porque amor é vadio,  é sublime ela sabe que é firme…

É o amor, quando o encontrar deixe-se com ele ficar…

EU E O MUNDO

CAMINHO!…

 

Caminhavas por portas abertas e trespassavas outras fechadas…

Sabias bem o caminho, mesmo sem a luz ao fundo, insististe, tentaste e conseguiste…

Por vezes, magoaste-te, nada disseste  mas, curaste-te …

De ti, nada nunca souberam, inventaram assuntos para justificar o teu calar…

O silêncio, foi de ouro, paz e sossego

Por vezes, desassossegado intenso mas, sereno…

No Silêncio as vozes em volta, são trovões, tempestades em convulsões

Por não conseguirem dizer mais, do que palavras soltas sem jeito e sem respeito…

Palavras que nada sabem, nada dizem, e o que dizem, é nada…

Ainda assim, portas abertas, fechadas ou semicerradas, são sempre melhor opção para viver sem ter que explicar, o que não é suposto falar…

EU E O MUNDO

 

PEGUE SEMPRE O CAMINHO MAIS LONGO…

Sempre que estiver bem consigo ou com alguém
Pegue sempre o caminho mais longo
Mas não diga nada a ninguém…

O caminho é para se fazer
Apenas com quem deve ser
Não encurte, não resista, não insista
Vá, deixe-se ficar, não mude desse lugar…

E quando for embora
Pegue sempre o caminho mais longo
Ele terá a medida e o tempo da sua vida
Dos que estavam e dos que a marcaram…

EU E O MUNDO

TEMPO SEM HORAS

Sempre tempo…

horas

Os dias passam a correr

As horas deixaram de o ser

Tudo, é mesmo nada

E nada, é onde nos afogamos

Por falta do que desejamos

Não vale a pena exaltar a mente

Ela precisa ficar quieta

Tem o direito de poder estar certa

E certa, é uma sintonia com o corpo

Esse que está cansado

Com tantas lembranças do passado.

Paramos, olhamos e perdemos o horizonte

Está diferente, mas não menos imponente

Não é hora de nada

E o quase precisa ficar estagnado

É urgente reviver o passado

Até que ele de cansado

Se volte para outro lado

Deixando livre o presente

Para o viver intensamente

Por: Albertina Correia

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CÍRCULOS VICIOSOS!

Vivemos numa Era, em que o medo se instalou em tudo, tanto no Ser como no Ter.

O vazio da Alma (equivalente ao nosso Eu, para os mais cépticos), está na ordem do dia, e vale tudo em nome dele e na falta dele.

Tudo acontece, maioritariamente em Piloto Automático, quando nos apercebemos já passamos a linha vermelha.

Depois, vem tudo que está inerente à passagem da dita linha, o insucesso pessoal, profissional, a falta de afectos ou uma overdose de afectos, quase sempre falsos, pois que, não existem overdoses benéficas, mendicidade de atenção, uma saúde deplorável por conta das emoções contrárias, ao que de verdade deveríamos assumir, e mesmo quando assumimos, o que tem que ser, somos igualmente confrontados, não com as nossas emoções mas, com as emoções que os outros em nós provocam, portanto passam as ser, as nossas de novo.

Estamos e andamos, num círculo vicioso, até haver mais um reset mundial, pois que, uma pessoa ou um grupo delas, facilmente são anuladas por uma maioria crente, do que uma Ordem Mundial que já não se pode ignorar, nos incute.

Nunca tanto recuei no tempo, para tentar perceber onde nos perdemos, e não nos perdemos, fomos nos perdendo em modo autista, crentes de que tudo era para o nosso bem, e provavelmente até é e era, mas, é o mal que sempre prevalece círculos viciosos que apenas se rompem quando se bate no fundo e de frente.

Não sou pessimista, sou antes realista, vamos vivendo de acordo com os acontecimentos, sem pouco ou nada podermos mudar, porque de facto não é possível.

Os nossos dias transformaram-se em autenticas maratonas, para tudo, e todos querem o primeiro lugar, de forma que cada um “inventa” teorias, métodos, formas de ser e estar, mas ninguém o está e o é, de facto.

Neste contexto, e por conta do empreendedorismo, estamos, como estamos, todos os dias nos temos que reinventar, por já não haver já mais nada para inventar.

O que verdadeiramente conta, é o que sua essência é, faz, ensina, e, neste alinhamento, terá que haver uma força hercúlea para ultrapassar as vicissitudes do mundo global, e no que a cada um de nós, pessoas singulares, diz respeito, o nosso mundo pessoal.

Mas, o círculo continua, e, nos sentimos mal por estar dentro dele, e, nos fazem sentir mal por queremos dele sair, e, esta nota, não podia terminar melhor,  com mais um  circulo vicioso, que sempre acontece como tudo acontece na vida, de forma automática.

EU E O MUNDO

BLÁ, BLÁ, BLÁ !

Esta nossa era, é, a era do blá, blá, blá, todos sabem esta conversa, cada um melhor que o outro, e todos se querem transcender no blá blá blá que querem dizer…

Quase todos, blablabam, sobre todos os assuntos, já ninguém se especializa, querem todos saber blablar sobre o que não sabem…

Resultado, encharcam-nos de blabladuras, que não queremos, que não entendemos, que não servem para nada, ainda assim se julgam expert nas matérias…

Que fizeram de vós, que são uns tristes para nós, até nos fazem crer que temos que aprender a blablar como convém, mesmo que não convença ninguém…

Assim segue o mundo com pessoas como cenário de fundo, onde o titulo e o final, são os blas blas blas, que já ninguém ouve, e finge no ouvir um blá blá blá de fugir …

EU E O MUNDO

A IDADE…

É com a idade que percebemos o que trazíamos  e não queríamos…

É com  o avançar de cada ano que deixamos para trás o que não nos satisfaz…

É com a idade que deixamos de sentir culpa apenas  por sermos nós…

Mas, também é com o andamento do tempo, que nos tornamos mais solitários, por não queremos pessoa mais iguais, em nada fundamentais…

Assim, ficamos mais leves, mais calados, mais rodeados de tudo que nos importa, do que não nos desmoraliza nem inferniza, não temos que estar politicamente correctos nos momentos mais incertos, não estarmos socialmente bem quando não nos convém, enfim,   podemos ser mais a nossa essência, desligado-nos sem culpa, da indecência que habita neste lugar, que não sabemos onde a foram buscar…

Andamos assim, caminhamos para a sabedora eterna, onde o que conta, é apenas o que carregamos de nosso, o que nos acrescenta, o que não nos apoquenta, o que nos alimenta, o que nos faz ser mesmo nós, sem medos nem receios, porque os anos nos deram o saber de dizer basta…

EU E O MUNDO

O VALOR DE UMA VIDA..

O valor de uma vida ou da vida, não é igual para todos, nem para  todas as culturas.

E, é tanto ou mais valorizada/desvalorizada, conforme as nossas crenças e circunstâncias.

As circunstâncias mudam, todos os dias, mas, existe uma crença enraizada que tende a não mudar, por isso mesmo, é que elas (as circunstâncias)  mudam…

Não vale a pena exaltar a mente, com tudo o que acontece à nossa volta, porque, volta e meia, desaparece, vai embora, e não damos mais importância…

Todos ou quase todos, temos um facebook, onde vamos, mais ou menos, postando as nossas circunstâncias, mas também, e muito,  as dos outros, mesmo sem querer…

Andamos endeusados, e anestesiados nem paramos, para reflectir, o que deve ou não ser postado…

Então, posta-se a vida louca que levamos, comentamos, opinamos, como se as vidas dos outros fossem as nossas vidas, como se o valor das vidas dos outros fossem iguais, ao valor das nossas vidas, e, não é, porque nunca foi, pois, não andamos todos no mesmo ritmo temporal…

Goste-se ou não se goste, uma vida e o valor que ela tem, é muito diferente, aqui ou no além, portanto, o caminho se faz, fazendo-se, mas, irritarmos-nos por coisas que não controlamos nem entendemos, é o mesmo que dar murros em pontas de facas, depois, lá está, mudam as nossas circunstâncias porque a crença reside dentro, e não pede licença para se expor seja quando, como e onde  for…

Uma vida só tem o mesmo valor, para quem coabita com as mesmas circunstancias!

As heranças culturais e educacionais definem tudo que somos, e por consequência como actuamos!…

EU E O MUNDO

 

 

 

“HOJE”

 

Insiste, persiste, repete, diz que disse, não disse, faz que insiste, desiste, uma roda viva emoções, acarretando acções que descontrolam as vibrações, depois…
Depois, vêm as disfunções, infecções, depressões, acompanhado de isolamento para resguardar este modo, turbulento…
Os dias de hoje são assim, a tecnologia dita a alienação, o endeusamento e a distracção!

EU E O MUNDO