VIAGENS 2019

Jardins de Caluste Gulbenkian

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Existem viagens e viagens, e, esta foi particularmente deliciosa, desde logo é a minha capital, Lisboa.

Fiquei agradavelmente surpreendida com a Visita ao museu De Calouste Gulbenkian, Impecável, quadros e esculturas maravilhosas, um jardim magnifico, e uma organização surpreendente.

Pena que não tinha muitos visitantes…

Contudo valeu mesmo a pena…

Rumei ao mosteiro dos Jerónimos, sublime e imponente…
Não podia deixar de ver, de novo, o museu Nacional dos Coches…

Uma visita a repetir, porque muito ficou para ver…
Recomenda-se…

 

Museu Calouste

Jardins de Calouste

Mosteiro dos Jerónimos

Museu Nacional dos Coches

Anúncios

EXTENSÃO DO VIVER…

 

 

 

 

 

 

 

 

O sonho ou sono é extensão de vida, já  vivida…

De dia incompreendida, de noite cristalina…

De dia, a vida acontece da forma que nos “apetece”

À noite, o sono a comanda, o sonho a transforma e a abranda…

Não percebemos muito bem, o que acontece depois que se adormece…

Quando acordamos não percebemos o que sonhamos…

Um um paradoxo sem explicação aparente

Que por vezes nos perturba a mente…

Mas não podemos sonhar com o desconhecido

Em algum lugar, o que sonhamos já fez ou fará sentido…

Não podemos dissociar uma da outra

Porque uma, é a outra e a outra, é o que é

Vidas consecutivas, acordadas ou adormecidas…

NO SONHO

UM PINGO DE AMOR…

 

 

 

 

 

 

 

 

Um pingo de amor,

Seja de que ordem for

Preenche qualquer vazio

Faz tudo ter muito sentido…

Nada colmata uma casa

Se ela estiver repleta de coisa incerta

De pessoas que dizem muito

Sobre assuntos que não dizem nada

De casas cheias de muito de tudo

Mas é tudo que farta e se descarta…

É imperativo que se pesquise mais sobre o amor

Um pingo faz a diferença

Nunca se senta nenhuma a ausência

Nunca se reclama apenas porque sim…

Com um pingo de amor a casa transborda

Sai pela porta fora

Tomara, contagie o caminho

E que ilumine as pessoas dentro de cada ninho…

UM PINGO DE AMOR

PORTAS ABERTAS…

 

 

 

 

 

 

Ela saiu

Bateu  com a porta

Mas a porta de novo abriu…

Olhou para trás

Encolheu os ombros

Deixou-a como ficou

Não se interessou…

Assim outras podem passar

Sem ter que a arrombar

Porque a vida se trata

De portas abertas

Para nelas podermos sair e entrar

Sem pedir licença 

Sem fazer diferença 

Sem a fechar 

Para qualquer uma poder passar

Sem a arrombar…

PORTAS ABERTAS

EXISTENCIA

 

 

 

 

 

 

 

Sempre regresso aonde me chama o universo 

E

Olhando através da vidraça, penso na vida que passa, medito sobre o que não é dito, e simplesmente deixo existir porque eu também existo…

E

Se aceitamos que existimos 

 

A vida se pensa de forma diferente

Mais tranquila e mais paulatinamente

E

Ainda assim

Nos aceitamos sem questionarmos

Pensamos e não verbalizamos

Mas existimos sem insistirmos

E

Olhando através da vidraça

A vida por nós  passa e repassa

Meditamos no que não é dito

Porque existimos e existo…

EU E O MUNDO

LIXO??!! NEM PENSAR…

 

 

 

 

 

 

 

 

Pelas minhas ruas, e sempre atenta ao que me rodeia, eis que me deparo com 3 preciosos quadros bordados à mão, meio ponto, com o nome da autora Odete Costa (presumo), em baixo de cada um deles, que eu desconheço, e que estavam encostados a um contentor de lixo para reciclar…

Sim eu os apanhei no lixo, provavelmente até me viram, mas eu quero lá saber, arte é arte, e o lugar de arte com certeza não é no lixo.

Não tive coragem de os deixar ali, por vários motivos, desde logo porque são lindíssimos, são paisagens de natureza, estão em bom estado, não obstante, as teias e ninhos de aranhas bem visíveis, mas, sobretudo porque acho terrível deitar fora,  algo que poderia muito bem ser oferecido a um “qualquer” espaço, para assim o embelezar…

Mas, percebe-se que a beleza e o valor das “coisas” é bem diferente para cada pessoa, o que para uns foi/é lixo, para mim foi é arte, que depois de limpos vão embelezar “qualquer” espaço meu, e assim homenagear também a autora desconhecida, mas de grande sensibilidade…

Posto isto, faço público, os agora “meus” quadros, que para quem percebe de todas as artes, principalmente a arte da sensibilidade,  sabem bem o valor que eles têm…

Obrigada “lixo”…

EU E O MUNDO

PROMESSAS….

 

 

 

 

 

 

 

 

Não quero que me prometas nada

Uma promessa, promete esforço

Esforço não leva a nenhum lugar

Subentende, ter que aturar

Ter que não falhar

Não é fluído

Cai sem sentido…

Não preciso de promessas

Apenas preciso que não tropeças

Que não dês o dito por não dito

Apenas para ficar um pouco mais bonito…

Não Flui

É esforço desconfortável

Não nos aconchega nem tranquiliza…

Queremos aquele frio na barriga

De assuntos que não prometemos mas fazemos

Que não dizemos mas sentimos

Que sentimos, apenas por não dizer mas fazer

De forma deliberada

Sem prometer nada de nada…

Por isso descarto as promessas

Os esforços de as cumprir

Que não levam a lugar algum

Nem tranquiliza quem delas, precisa…

Noite Vadia

ANTES DE TUDO…

 

 

 

 

 

 

 

 

Antes de tudo acontecer

Caminharei até me certificar

Que está tudo no mesmo lugar

Que a noite resolverá o que o dia não entendeu

Na noite vaguearei até ao limite do universo

Ele que faz sempre tudo certo…

E de cansada,

Até de não encontrar nada

Me deitarei com calma e serenidade

Não querendo saber de vaidade

De conversas fiadas

De dias repletos de verborreias

De pessoas e de asneiras…

De contos e ditos

De gentes sem imaginação

De outras com muita presunção

De estados desalmados

Que bem  poderiam ficar calados…

NOITE VADIA

“CAMINHOS”….

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Caminhando pelo jardim
Rompendo a noite silenciosa
Chegando à madrugada inesperada
Pelo meio da noite calada…
Não havia princípio nem fim
Nem havia estrelas no meu jardim
O luar adormeceu
Nem o vi, apaguei a luz e adormeci…
Pelo sonho dormido
Caminhei até ao meu abrigo
Encontrando pelo caminho
Pedaços de vento
Flechas de luz
Neve em camadas finas…
E com passadas refinadas
Pelas ruas desencontradas
Cheguei ao meu sonho final
Onde tudo está como deve ser
Em mais um novo despertar
E de novo no mesmo lugar…

NOITE VADIA

 

TEMPO SEM CONTAGEM

 

 

 

 

 

 

 

O tempo faz-se e desfaz-se, para se voltar a fazer.

É um vai e vem de horas desenfreadas, dando cabo de muitas delas, que na maior parte do tempo estão paradas.

Dão voltas e mais voltas, voltando sempre ao mesmo ponto, dando a ilusão que ficam estacionadas…

Reencontram-se de hora em hora, minuto a minuto, e abatem-se num segundo….

São horas pré fabricadas,  para marcar o tempo, de um tempo que não precisa de horas contadas…

Assim caminhamos, crentes do tempo que gastamos, como se dele não houvesse mais, num tempo infinito que não necessita de mais nada que não seja dia e noite e alvorada…

E nós sozinhos pela noite calada …

NOITE VADIA