ONDE PÁRA O PENSAMENTO…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ele pode ser até fugaz

Ninguem sabe bem como ele faz

Mas aparece e desaparece

Ninguém se apercebe como isso acontece…

É fugaz, mas não é um tanto faz

Vem de mansinho

Incute pensamento rápido e não lento

Dá meia volta e vai embora

Deixando-nos atordoadas sem saber o que fazer

Fazendo-nos dizer coisas

Que de facto não queríamos dizer…

Mas o pensamento é fugaz

Leva e trás…

Umas vezes são assuntos bons

E outros tantos, apáticos

Mas pensamento  é assim, não se livra de nós, nem de mim

Deixando e levando os pensamentos sem fim …

O MEU OUTRO EU

Anúncios

PERMANÊNCIA

 

 

 

 

 

 

 

 

Permaneço até que adormeço
Aguardo que as lágrimas saltem dos meus sonhos
Ou os meu sonhos se transformem em lágrimas
Isso não é bom nem menos bom
É um estado avançado que quem quer rir mas chora calado
E no sonhos estaciono
Preparo a rua
Para que ela seja minha e não tua
Os meus sonhos lavarão a calçada amarelada
Para poder caminhar à vontade
Sobre sonhos de verdade
Até lá permaneço, até que adormeço
Deixo que se formem rios, lagos, mares e outros lugares
Porque a mente, é um poço sem fundo
Onde mergulho de cabeça
Afinal são sonhos em estado líquido
Que derramam pela calçada amarelada
Esteja eu a chorar ou esteja eu calada
E de cansada permaneço até que adormeço…

O MEU OUTRO EU

TEMPO QUE PASSA

 

 

 

 

 

 

O tempo que passa fica e marca
Trás todos os dias, dias inteiros
E outros dias, trás pelo meio
Trás conversas havidas
Viagens esquecidas
Pessoas desprevenidas
E dias e dias
É o tempo que passa que fica e que marca
Não deixando margem para outra viagem
Voa e segue pelas ruas fora
Marcando a compasso
O passo descompassado
De pessoas e tempos, deixados pela vida
Enquanto este tempo louco, disfarça e arrelia
Por não sabermos nem termos
Outro tempo com melhor tempo
Com dias horas e segundos
De novas pessoas, vidas e mundos…

O MEU OUTRO EU

 

DE FUGIDA…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sorrio, porque sei que em mim vivo…

Tudo é tão claro, mesmo quando o tempo faz mais tempo

Parecendo por vezes parado…

E não tem problema, o tempo é virtude e mistério

Que não tem segredos nem medos

Por isso sorrio, porque em mim vivo…

E, é bom, apazigua

Lavo a mente com alegria vivida e viva

De tempo, que no tempo, foram outros tempos

Ainda assim, revivo e vivo cada minuto dele

Esvoaça, e por mim passa

Por vezes, fica um pouco, e varre-me os pensamentos

Deixando a mente mais liberta

Para outros mundos e outros alentos…

Coisas de mim e para mim

Que me fazem sorrir, viver, e amar

Tudo desalinhado, mas sempre no seu lugar…

E então, sorrio porque sempre em mim, viverei e vivo…

O OUTRO EU

2011

 

 

 

PALAVRAS SEM NEXO…

 

 

 

 

 

 

 

 

Transbordas de palavras
Afogas-te em pensamentos
Escreves coisas sem nexo
E sem nexo apagas por excesso…
Gritas dentro de um corpo preso
Palavras que ninguém ouve
Colocas em papel
Eternizas o que silenciosamente gritas
Ficas desolado e depois apagas
Como forma de esquecer o que já não queres ler…
Ficas amorfo
Desiludido cansado e introvertido
Dentro de um corpo preso no tempo
Por causa de outro tempo que dentro de ti está escondido…
E caminhas, ora certo ora desorientado
Por vezes, muitas, extremamente cansado
E não sabes o que escreves
Porque o momento que grita dentro
Extravasa, enlouquece o teu pensamento…
depois vem o dia seguinte
Uma página nova para escrever
Será que outra vez palavras sem sentido?
Por certo tudo está correcto
E eu interpreto de forma ligeira
O que na certeza não se descodifica mas  é simplista…

O MEU OUTRO EU

O TEMPO QUE FICA…

 

 

Assim se passa tempo, e de tempos em tempos, lembramos esse maravilhoso tempo…

Fica a vontade de correr atrás da saudade, fica a esperança sobre um tempo que não teve tempo e o que teve, coloriu a vida, mas, e agora como se faz?

Nao se faz, definitivamente não se faz, opta-te por vida presente,  com memórias ausentes, passados já idos, mas que mesmo assim, impulsionam a vida.

Dizem que essa vida é aqui e agora, mas o aqui e agora não seria nada, se não houvesse o antes, nem a perspectiva do depois.

O depois eu não sei, mas o antes alimenta o agora e o agora, é o conjunto de tudo que foi  e que é,  e quando assim é, não existe razão para mudar, a não ser que a razão mude…

Para já, está presente o que está ausente, porque amanhã é apenas perspectiva…

Hoje é assim , depois se verá como será, nada tem que ser, apenas para ser diferente, do que está supostamente ausente…

O MEU OUTRO EU…

DAR PODER, TRÁS CONSEQUÊNCIAS!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

Foi quando demos poder ao tempo, que o tempo se apoderou de nós…

Sim, nunca devemos dar o poder, ao que quer que seja, pois que, a probabilidade de perdermos as rédeas, são muitas.

Ainda assim, lutamos para que ele não nos comande, entre a luta e a exaustão, encontra-se a paciência, a nossa paciência, para tentar perceber, o que foi que fizemos, com o tempo que temos e tivemos.

Esse, quiçá maldito tempo, que nos engole de forma avassaladora, como se dele dependesse cada segundo do que nos acontece.

Somos seres, ditos pensantes, mas por vezes, muitas, iludimo-nos com o que fazemos e da forma como fazemos, pensamos nós que temos o controlo de tudo e de todos, por isso mesmo, somos arrastados em correntes, que não o sendo, nos fazem ir na enxurrada, não restando tempo para mais nada…

Mas, mesmo cansados, lá vamos lutando contra o tempo e horas inventadas, a maioria delas, paradas.

O tempo urge, e nós com ele, lúcidos queremos que abrande, mas ele nos ignora, usa o que lhe demos, sai solto por aí, esquecendo que estamos aqui.

E, foi quando lhe demos o poder, que o tempo se apoderou de nós, agora o tempo, faz o que ele bem entender, onde e quando ele quiser!!!

EU E O MUNDO

FAMÍLIA!?!?!

 

 

 

 

 

 

 

 

Família são aquelas pessoas de que gostamos e que não nos foram impostas.

Família é coisa grande, não serve a qualquer um, nem qualquer um a serve.

Gostamos daquelas pessoas que não sendo do nosso sangue, são da nossa alma.

O sangue entra e sai, a alma permanece e engrandece…

Família é conceito de gente graúda, que sabe onde fica o fim e início, que sabe que pode sempre contar…

O ADN, é especial, não existe igual, porque não foi imposto nem comprado, foi por conexão transcendental…

Família, têm os mesmos objetivos, a Paz, a Tranquilidade, a Igualdade, a Solidariedade, Orgulho, Vaidade, o Saber Estar mesmo Não Estando.

Família não serve a qualquer um, por isso mesmo, muitos apenas têm laços de sangue, que corre conforme dá jeito, que se esvaiam sem que o outro dê conta, que muda de cor conforme as tendências, que gera inveja apenas porque sim, destes não queremos, fiquem com eles…

Porque a nossa Família é imensa, não te tamanho mas de qualidade, por isso mesmo é tão pequena, mas o bastante para nos aconchegar …

Por isto e isso “ tudo vale a pena quando a alma não é pequena” FP

 

EU E OS OUTROS

MEDO!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vivemos na era do medo…
Medo que o tempo se gaste…
Medo de ficar só, mesmo estando acompanhado…
Medo, que o medo se transforme, para outro medo que nos consome…
Tanto e tanto medo, sinal deste tempo, por isso até temos medo que o medo acabe…
Mesmo assim, não saímos deste impasse, para perceber que o medo se pode e deve vencer.
Mesmo assim, temos tempo de sobra, para acabar com o medo e que o medo se vá embora.
Mesmo assim, estamos sós, e mesmo acompanhados estamos tristes e desamparados, mas não tem que ser …
Mesmo assim, existem outros medos, que nos sufocam, mas não tem que ser assim
E mesmo assim, parece que o medo não tem fim…
Sinais destes tempos, onde o medo é arma mortífera para viver aparentemente sem ele, e de tudo se faz para evitar o que o medo trás…
Enquanto isso, anestesiados, nada fazemos e com mais medo, mais inventamos…
Eu não tenho medo, tenho-me a mim, onde habita coragem sem fim…
Nós somos assim…
“Doidos” o suficiente para andar no meio de gente louca, com medo de coisa tanta, que tanta é coisa pouca…

EU E OS O MUNDO

O VALOR DO TEMPO…

 

 

 

 

 

 

Que fizemos nós do nosso precioso tempo?

Ao longo de décadas, tão mal o tratamos, ele era uno, inteiro, dava a volta de um jeito único, sem se importar como se gastava, afinal era uma dádiva…

Aí vieram as pessoas, os compromissos e o tempo começou a ficar sem tempo, então houve a necessidade de ser repartido, para ser melhor vivido, assim se pensa e pensava.

Depois de bem dividido, em dia e noite, lazer e trabalho, parece que ficou a faltar mais tempo, para fazer as mesmas coisas, ao que parece, o tempo esgotou-se…

Tudo o que fazemos com ele, é da nossa responsabilidade, mas o valor dele não é o  de outrora, ficou mais pobre, na medida que percepcionamos, e,  não chega para nada, pensamos…

Nada mais errado, a pressa de viver mais à frente, pausadamente, cronometramente, fez com que ele, o tempo, perdesse o valor que tinha, e tudo a que a ele pertencia, dele foge e fugia, agora estamos mais pobres, não que o tempo tenha encurtado, pois que, com a sua divisão, parece que falta tempo para/e em qualquer ocasião.

Temos que  repor o valor que ele tem e teve, sem medo que ele desça na “bolsa de valores”, porque afinal, estamos de passagem e o que fazemos dele, é o que ele um dia fará de nós, seres desvalorizados, com tempo apressadamente parado…

 

EU E O MUNDO