O OUTRO TEMPO…

Gosto de olhar para trás e perceber que nada foi um tanto faz…

Tudo tinha sentido, aquele sentido de outrora, mas, que se foi embora…

Que fizemos dele?

Como o deixamos partir, sem nos importarmos com o que estava para vir?

Somos produtos de nós mesmos

Crentes que de tudo sabemos, e o que sabemos, não é nada nesta vida tão atabalhoada…

Estamos paredes meias com a reta final

E afinal, pensamos que estamos no inicio, e não saímos disto…

Ainda assim, gosto de olhar para trás e perceber que fui capaz…

Gosto de olhar em frente e saber que apesar de tudo, tudo será diferente…

A vida é uma montanha russa, quem entra nela só pode seguir em frente

Mesmo se por vezes dá vontade de descer, de gritar, de desaparecer

Mas, não pode ser…

Por isso seguimos em frente

Com tudo que fomos e somos

A montanha russa é apenas, as nossas circunstâncias

De outros tempos que virão…

Até lá esperemos, sem fadiga, sem enfado, sendo leves, sendo o impossivel

Apenas sendo, sentindo, e seguindo….

RECOMEÇO

SOMOS A ILUSÃO QUE HABITA EM NÓS…

Não existimos, mas insistimos…

Somos uma ilusão, somos enigmas, feitos por medida desmedida, desconsentida, atrapalhada, arquivada, onde cada um não é mais nada…

Inventámos por encomenda, falamos como dá jeito, levamos tudo a peito, no final nem sequer existimos, mas, com muito esforço lá insistimos…

Muitas vezes, chegámos perto da verdade, mas, não é a nossa, então, criamos uma nova ilusão para justificar uma qualquer razão…

Somos mentes doentes, repletas de palavras que se amontoam , nada dizem e o que dizem, não é nada…

Seres errantes, de que vale insistir numa outra forma de existir quando o resultado é sempre o mesmo, a insistência, a indecência e a maledicência….

Colocamos palavras na mente dos outros, debitamos por causa da inércia alheia, em busca de uma verdade inexistente que possa confortar a nossa mente e não, a mente de outra gente…

E, quando não é nada disto, ficámos apáticos como se viver fosse um vácuo, onde também não cabe mais nada, senão, a mente atribulada procurando sempre uma razão para justificar uma qualquer ilusão, ou exactamente mais nada…

Vivemos a vida dos outros, como se da nossa se tratasse, buscando incessantemente explicações para teorias de mentes supostamente vazias que nos iludem e nos fazem viver, não como nós queremos , mas como por eles, é suposto ser…

Ficámos cansados, apostamos na ilusão que com, ou sem razão, fundamenta qualquer explicação…

E assim prosseguimos, não existimos, mas insistimos…

Albertina Correia

NA DESGRAÇA…

Na desgraça se une o povo, uns mais que outros, dependendo da cultura e posicionamento geográfico de cada um…

Somos feitos da mesma essência, mas não somos todos iguais, porque aprendemos de forma diferente, as coisas que todos temos em comum, e, isso faz de nós diferentes…

Todos queriam fazer mais e melhor, mas, o mais e melhor, não é o mesmo para todos…

Não faças ao outro o que não queres que te faça a ti“, só que para o outro, eventualmente o que lhe faz bem, a muitos outros faz mal, grande paradoxo…

Por isso, vivemos ou sobrevivemos, tentando nos aproximar do mais igual, do que nos identificamos, e, isso, não é nossa culpa, mas sim, culpa da forma que nos ensinaram e aprendemos, sendo que nem todos aprendem de forma igual…

Existe um je ne sais quoi que nos turva a visão, que nos desiguala, que nos atrofia , e que nos espevita quando o mundo morre de forma visível…

Tempos da nova Era, porque a outra Era, há muito que já era…

RESET

ESPERANÇA… :/

Vivemos os últimos capítulos da bíblia, seja qual for a religião, pois que, todas elas convergem.

Os livros históricos, tal como a história, nunca se enganam, vivemos em círculos e em ciclos viciosos e neles, aparecem demónios que têm o dom de dar um significado diferente à esperança e a outras palavras boas.

Fomos colocados neste planeta, fizemos dele o que ele é, uns com poder outros sem ele, mas todos trabalhando para os mesmos PODEROSOS e muitas vezes (senão a maioria) os alimentamos, e eles sabem bem como o fazer.

Fazem de nós gato sapato, colocam-nos uns contra os outros, fazem guerras por contratação e subcontratação, e lixam-nos sempre.

Damos o corpo a balas e guerras por eles inventadas, submetem-nos a estados de alma que o ser humano não conhece, e assim nos sentimos perdidos dentro de nós mesmos.

Buscamos soluções e razões que não temos, “enforcamos ” pessoas que não sabemos o que realmente pensam e são, porque somos uma “máquina” muito imperfeita.

Estão a afastar-nos da nossa essência, eles, os PODEROSOS, jogam como se estivessem numa qualquer batalha naval, ou monopólio, a ver quem fica com os melhores terrenos.

E, Eles, também somos todos nós, apenas não somos poderosos como os que nasceram com o poder e/ou os que se venderem por ele.

Estamos à porta do abismo, ao que parece, todos com razão mas, amanhã não vai estar cá ninguém para felicitar quem a teve, quiçá, uma meia dúzia, estará em outro planeta, aconchegados, ou mesmo em bunkers de luxo, onde não faltará nada para satisfazer e saciar, até os desejos mais pecaminosos.

Só queríamos viver, e até pagar os estúpidos impostos, mas tiraram-nos a vontade de tudo, agora, já só apetece olhar para o ar e esperar que soe o apito final.

” De que vale o homem conquistar o mundo se perde a Alma?” (Lucas)

Eu sei que esta frase do livro mais histórico, não vale de nada para quem não tem alma, porque esses, vivem num mundo paralelo aos demais, onde por vaidade e /ou por necessidade, contribuímos todos um pouco.

Pronto, a historia se voltará a repetir um dia…

OS ANOS MAIS ESTÚPIDOS DO SEC XXI

CÁ ESTAMOS DE NOVO…

E de novo nada existe!

Este Universo, repleto de “insetos”, havidos de mais poder, até dele, mais não poderem ter !

Um dia vão perecer, nisso, são como outro “inseto” qualquer!

Têm mentes doentes , sinapses descontroladas, esquizofrenias agudas, mas, também têm poder, o poder de nos ter, de nos acorrentar, de nos ostracizar!…

Façamos o que fizermos , seremos sempre o “lixo” que eles usam, reciclam e nem piscam!…

Cá estamos de novo, e de novo com mais uma guerra, não biológica mas bélica !…

Passaram dois anos de uma virose aguda, feita pelas sinapses descontroladas de pessoas mal amadas…

São monstros bem vestidos, e de sorrisos que provocam calafrios!

Já não depende de ninguém, muito menos dos vulgares “insetos”

A esquizofrenia está descontrolada

A partir de hoje, já ninguém vai entender mais nada!…

Anonymous, deram a cara por uma guerra cibernética a partir da hora zero

Tudo será confuso, difuso, escuro …

Precisávamos?

Não precisávamos de nada, estávamos no paraíso e nem sabíamos disso…

Agora, é seguir o rumo, com o poder de vulgares “insetos”

Que facilmente são esmagados, por patas de monstros bem calçados!…

Não, não precisávamos …

Estes são os anos mais loucos do seculo XXI

Era necessário voltar à idade das trevas, pata reviver o que estamos a viver…

RECOMEÇAR

REGRESSAR…

Que vontade de regressar

Não importa onde, apenas regressar, a qualquer lugar…

Os dias passam devagar, ou apressados

Deixando indelével marcas de outros

Que perdidos no passado me levam para outro lado …

Viajo pelo tempo, dentro da mente

Procuro o seu regresso

De como lá ficar por breves instantes

Até perceber que a vida é para acontecer…

Essa vida que corre depressa, mesmo em contra mão

O que foi, já foi

O que está, é para continuar

Mesmo tendo eu, vontade de regressar..

A vida é assim mesmo

Buscamos o que queremos encontar

Num qualquer regresso

Ou num futuro incerto…

Voltas e mais voltas

Círculos fechados

Repetindo erros e vantagens do passado

Por vezes já apagado…

(RE) COMEÇO

Sentada…

Sentada, observo o mundo que atravessa a minha calçada…

E assim, passam os dias, as horas, os momentos…

Deixo também a minha calçada, visitar-se por gente que gosta de estar sentada…

E sentados, recordamos o passado o presente e o futuro

Fazemos novos projetos, arquivamos os antigos e, seguimos…

Cientes que para a frente está o concreto o mais correto…

À frente está o futuro do que traçamos no presente de forma consciente

Esperamos pela noite e pelo dia, e observando fazemos vida

Também da vida que ja está vivida…

(RE)COMEÇO

VAMOS (RE)COMEÇAR!…

Faz tempo…

Algum tempo…

A vida passa… passou…

Tempo que leva e tempo que levou…

O que ficou?

Mais tempo, outro tempo

Tempo de recomeçar

De uma forma melhor, se calhar…

Tudo continua incerto, confuso, difuso…

Seguimos em frente, mesmo não compreendendo

Tentamos, é verdade que sim, mas trocam-se as voltas

Quando pensamos que estamos alinhados

Vem uma rabanada de vento, desordenando tudo que temos dentro…

E, não somos nós, aparentemente também não é ninguém

Mas, repentinamente, vem…

Vamos recomeçar

Devendo ser, neste lugar…

Habituados que estamos, ficamos mais resistentes

E, mesmo que o resultado final, não seja o esperado

Mais vale recomeçar, do que ficar a vida esperando, sentado

(RE)COMEÇO

HORAS MÓRBIDAS …

Horas mórbidas

Marcam um tempo sem tempo

Andam para frente e para trás

E tudo isto, já nenhum sentido faz…

Fazemos de conta que ele também conta

Mas,

Apenas está estacionado

Num qualquer relógio parado…

Levamos murros no estômago, de quem por vezes mais gostamos

Ainda assim, levamos tempo a reagir deste tempo que nos está a fugir…

Contamos todas as horas mórbidas

De tudo que pensamos, o certo e incerto

Esperando apenas uma luz

Que depois de acesa

Possa ser apagada, mas, com toda certeza…

ANOS TAO LOUCOS DO SEC XXI