PENSAMENTO QUE ESTAVA NO BAÚ :)


 

 

 

 

 

 

 

Pensamos que achamos saber
tudo aquilo que vai em outra mente
por vezes achamos que sabemos
e nada sabemos concretamente

Fazemos castelos no ar
de tudo que gostaríamos, saber certo
mas tudo não passa de ilusão
do que gostaríamos  ter razão

Vamos pensando constantemente
em tudo muito e bastante
em coisa grande e pequena
e  tudo que pensamos valer a pena

Baralhamos os pensamentos
com tantas coisas sem fim
nada sabemos do outro
nem o outro sabe de mim

Cada um seu lugar
pensar forte e acreditar
não importa a outra mente
porque nada sabemos concretamente…

07/10/2013

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PORQUE SE “VIAJA”?

 

 

 

 

 

 

 

 

Porque se viaja?

“Viajar”, é um privilégio de quem gosta e tem vontade, e, mesmo não podendo, se faz alguns esforços para que tal possa acontecer.

Não é um preciosismo, ou querer coleccionar viagens, é sede de cultura fora das portas, após ter devorado, o que existe dentro delas.

Viajar, é refrescar a memória e memórias, é encher a mente com lugares e assuntos que de outra forma não seria possível.

Ver em livros é bom, mas chegar aos locais e sentir o chão, sentir as pessoas, sentir o passado, apenas sentir, é algo que salta para fora da dimensão literária.

Depois, isso sim, depois, podemos de novo voltar a escrever, sobre assuntos, pessoas, culturas, e outras coisas que ninguém entende, porque escrever ultrapassa o viver.

Contudo, escrever e viajar, andam sempre de mãos dadas, porque quem viaja e escreve, vive de forma dupla, o sentido literal de vida única…

E porque assim é, e assim também sou, escrevo sempre mais um pouco, acerca de tudo e de nada, sendo que  a soma de tudo e nada, é igual a transcendente…

Por isso, apenas escrevo …

EU E O MUNDO

ESCREVER, PORQUÊ?

 

 

 

 

 

 

 

 

Porque alguns de nós têm a necessidade de escrever?

Muitas vezes me coloquei esta pergunta, mas, não tenho nenhuma resposta conclusiva.

No que a mim diz respeito, escrever é mais do que viver, é colocar em palavras, o que muitas vezes a realidade não acompanha.

Mas a realidade é subjectiva, e,  é essa subjectividade mutante que mora em mim, na súbita vontade de escrever o que entendo e o que não entendo, ou entendo de forma insatisfatória.

Uns, dirão que serão manias de intelectualidade (como já ouvi a propósito de quem escreve), outros apreciam porque gostam, por se reverem, e esperam sempre um pouco mais, outros não estão sequer “presentes” para esta temática, pois que,  nem todos podemos e devemos ser iguais, porque de facto não somos, por diversas circunstâncias, ou circunstâncias de cada um.

Gosto de escrever sobre tudo e sobre nada, porque apenas gosto de escrever, assim como gosto de ler, é indissociável…

Escrevendo clarifico e até complico ideias, as minhas sobre as dos outros, e vice versa, mas principalmente,  “entorno” as minhas palavras que se amontoam dentro do meu cérebro, e que esperam todos os dias na fila, para serem colocadas cá fora.

Este processo chama-se esvaziamento, só comparável (muito pouco) com a meditação, para dar espaço a outros assuntos…

Colocar em papel, é um efeito colateral que  me faz bem..

EU E O MUNDO

 

TEMPESTADE…

As nuvens estão a brilhar

O sol está a espreitar

O vento está a arfar

Assim se vê através da janela, dela…

Nao vai haver pôr do sol

Nao vai haver luz lunar

A tempestade apenas está a começar…

É a vida e o viver

Cada um a vive como é suposto ser

Ela continua atrás da janela

Observando a vida numa outra perspectiva

A dela…

A JANELA

 

ESTE TEMPO…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O tempo vem 

Como tanto vai

Por vezes queremos que fique

Que não nos complique

Que nos dê um pouco mais dele

Para nele cada um ver  livre..

Depois ansiamos por mais

Queremos que se multiplique

Que se some

E que  se simplifique…

Ele não  pára

Reinventa-se a cada hora

Não se atrasa nem um segundo

Nós com ele enlouquecemos

Por tentarmos agarrar o que dele desconhecemos…

EU E O MUNDO

 

JANELA DO LADO…

 

 

 

 

 

 

 

 

Fiquei curiosa com a janela dela

Porém, ela estava fechada

Não entrava nem sol, nem chuva, nem nada…

Preciso passar de novo por ela 

Para saber se é diferente da minha 

Ou se é imaginação sem intenção …

Afinal as janelas são sempre janelas

A diferença está em quem vive nelas …

Contudo, fica a vontade 

De saber em quem nela está a viver

Depois tentar perceber 

As vidas e as perceptivas …

Será um exercício diferente 

Sem complexos  nem receios 

Porque de vidas está o mundo cheio …

Portanto, fiquei curiosa com a janela 

Um dia destes, com toda a certeza

Passarei mais uma vez por baixo dela

Para ver outra vida e uma outra perceptiva

 A mesma…

A MINHA JANELA

JANELA FECHADA…

 

 

 

 

 

 

 

 

Acabou-se a janela

Também se fechou a porta dela…

Ficou só, como convém

Não pretende falar com ninguém

Ninguém,  é um mundo 

Um poço sem fundo 

Onde todos se afogam

Por assuntos que não controlam…

Fica agora mais só 

Dentro do seu silêncio

No seu maravilhoso tempo

Onde o que conta não tem contagem

Porque o relógio está parado

Num tempo que não é contado

Talvez abra de novo a janela dela

Quem sabe, já amanhã 

Logo se verá…

A JANELA DELA 

O SOL DA JANELA…D’ELA

O sol espreitou

Ela abriu a janela e ele entrou…

Deixou-o ficar um pouquinho

No seu aconchego no seu ninho

Foi de pouca dura

Depressa regressou a chuva

Ele vaidoso foi embora

Saiu janela  fora…

É necessário dar a vez

À chuva que vem

Ao sol que vai

Enquanto a noite não cai…

Tudo através da janela 

Onde aprecia todos os dias a vida

Numa outra perspectiva…

A dela…

A MINHA JANELA

 

 

 

DA MINHA JANELA…

 

 

 

 

 

 

 

 

Olhou pela janela

Viu a vida passar por ela

De noite de dia, o que mudou foi a tonalidade

O restante ficou, passa e passou…

Fechou-se dentro de si

Armazenou o que vivenciou 

Deitou-se na almofada acetinada

Fechou levemente os olhos 

Adormeceu

Sonhará  com a vida que ainda não viveu…

Quando olhar de novo pela sua janela 

Lá fora estará mais vida 

E mais outro dia

Porque afinal só se morre uma vez

Porque a vida

É vivida  em cada dia

Por isso a verá sempre noutra perspectiva

A dela…

A MINHA JANELA

ENTREGA…

Dizia Ela, 

Não será por falta de entrega..

Essa entrega tão subjectiva e tão desajustada

Por isso ela sai sempre frustrada

Crente que se entregou incondicionalmente

Mas, na volta se entregou apenas na medida que imaginou…

Essa medida sem medida, 

Que Ela pensa  ser a suficiente 

Terá que inventar outra medida,  certamente…

Contudo, a entrega absoluta  não existe

Será apenas uma palavra de descontracção

Para justificar o que pensa ser a sua razão…

ELA E O MUNDO