Sentada…

Sentada, observo o mundo que atravessa a minha calçada…

E assim, passam os dias, as horas, os momentos…

Deixo também a minha calçada, visitar-se por gente que gosta de estar sentada…

E sentados, recordamos o passado o presente e o futuro

Fazemos novos projetos, arquivamos os antigos e, seguimos…

Cientes que para a frente está o concreto o mais correto…

À frente está o futuro do que traçamos no presente de forma consciente

Esperamos pela noite e pelo dia, e observando fazemos vida

Também da vida que ja está vivida…

(RE)COMEÇO

VAMOS (RE)COMEÇAR!…

Faz tempo…

Algum tempo…

A vida passa… passou…

Tempo que leva e tempo que levou…

O que ficou?

Mais tempo, outro tempo

Tempo de recomeçar

De uma forma melhor, se calhar…

Tudo continua incerto, confuso, difuso…

Seguimos em frente, mesmo não compreendendo

Tentamos, é verdade que sim, mas trocam-se as voltas

Quando pensamos que estamos alinhados

Vem uma rabanada de vento, desordenando tudo que temos dentro…

E, não somos nós, aparentemente também não é ninguém

Mas, repentinamente, vem…

Vamos recomeçar

Devendo ser, neste lugar…

Habituados que estamos, ficamos mais resistentes

E, mesmo que o resultado final, não seja o esperado

Mais vale recomeçar, do que ficar a vida esperando, sentado

(RE)COMEÇO

HORAS MÓRBIDAS …

Horas mórbidas

Marcam um tempo sem tempo

Andam para frente e para trás

E tudo isto, já nenhum sentido faz…

Fazemos de conta que ele também conta

Mas,

Apenas está estacionado

Num qualquer relógio parado…

Levamos murros no estômago, de quem por vezes mais gostamos

Ainda assim, levamos tempo a reagir deste tempo que nos está a fugir…

Contamos todas as horas mórbidas

De tudo que pensamos, o certo e incerto

Esperando apenas uma luz

Que depois de acesa

Possa ser apagada, mas, com toda certeza…

ANOS TAO LOUCOS DO SEC XXI


CARTA AO PAI MATAL 😊

Querido pai natal, avô de (quase) todos nós, cúmplice de religiões, de alegrias disfarçadas, de pedidos sem sentido que se concretizam,  e os mais bonitos, não…

Nunca te escrevi uma carta, nunca te pedi nada, também nunca acreditei em ti, apenas aceito essa cara de avô, que alegra crianças e adultos , apenas para fazer cumprir  o calendário…

Escrevo-te, para te dizer que continuo a não querer nada, continuo a não ter nada para te pedir, mas, este ano, surgiu-me um pedido urgente de última hora!

Peço-te, por favor, que tires umas longas férias, que faças greve à entrega dos pedidos, deixa-os por longos anos estacionados nos armazéns da Amazon e outros , deixa que apodreçam é que fiquem em desuso…

Desaparece sem dar contas do teu paradeiro, talvez quando regressares,  daqui a uns largos anos, todas as pessoas tenham percebido que afinal,  a tua cara patusca de avô, apenas andou a turvar emoções, sensações, religiões, vontades, equilíbrio, tirando um pouco a todos, o poder de serem mais,  na vida de cada um…

Boas férias Pai Natal, eu continuo sem

querer nada para mim, o que agora peço, é apenas para Ti…

Vai …