O BAILE !

 

Vestiu a sua melhor roupa das que levava, uma saia castanho claro, acima do joelho, uma blusa de manga curta em tons de verde, um sapato baixo de verniz,  como era a moda na cidade grande, pintou levemente  os seus olhos de verde a condizer com a blusa e com os seus olhos, colocou um gloss transparente nos lábios, prendeu o cabelo  com um bonito travessão, deixando suavemente os caracóis desalinhados, no elegante rabo de cavalo.

Deu o toque final com uma pequena pochete, que por acaso tinha levado consigo, olhou-se ao espelho e gostou do que viu, afinal seria a sua primeira vez num baile,  onde também havia jovens rapazes, alguns bem caboclos, mas um ou outro até vistosos, pelo menos os amigos da Doris, eram.

Estava com vontade de impressionar, coisas da adolescência, quem sabe até um namorico fugaz, e riu-se para dentro, pois sabia que ela não era nada disso, mas quem sabe…

  • Mas que bonita estás Luísa,  caprichaste – Disse Doris admirada, como se a estivesse a ver pela primeira vez
  • Achas mesmo, estou normal mulher, apenas coloquei um pouco de brilho nos lábios e nada  mais, a roupa já conheces muito bem
  • Hum, cheira-me que vais seduzir alguém
  • És doida, achas ?
  • Acho, afinal que mal tem, o Lourenço o até gostou de ti
  • Ah! Como sabes isso?
  • Ora, foi ele que me disse que eras muito bonita
  • Mas ele não gosta de ti?
  • Gosta de mim, mas é como amiga, já sabes que o Tozé, é que anda atrás

mim, e não me é indiferente, quem sabe ainda vamos as duas arranjar uns namorados ha ha ha, desatou a  rir…

– Estás tola, bateste com a cabeça em algum lado?

  • Porquê não achas o Lourenço um rapaz bonito,  comparando com parolos desta aldeia?
  • Bem, ele é elegante e veste diferente dos de cá desta terra, pelo menos dos que vi até agora, tem um olhar penetrante, mas não, eu tenho quinze anos apenas, e estou longe, além de tudo o meu pai matava-me.
  • Hahaha, matava-te se soubesse,, dizes bem, mas como  eu não vou dizer nada podemos ao menos, nos divertir, e riu-se a bom rir 🙂
  • Olha lá tu estás a gozar com a minha cara Doris, daqui a pouco vais sozinha para o baile!
  • Achas menina, estou contente por estarmos aqui , estou a meter-me contigo , não tens que fazer nada a não ser dançar, e já agora, olhar não tira pedaço – e saiu a rir antes de levar com a pochete
  • Saíste-me cá uma boa peste, bem vamos nos divertir que foi para isso que viemos, música não faltará portanto vamos embora! 
  • Claro, a Sofia e as outras amigas já devem estar à nossa espera à porta da casa do povo – disse Doris  enquanto desciam o monte!

(Continua)

VIAGENS

QUEM SABE ?

Vila Do Conde Portugal
2020

Ninguém sabe,
Os dias correm sem pressa
Uma pressa devagar
Cada hora num segundo
E cada segundo num pulsar!
Ninguém sabe nada
Do que o tempo nos pode dar
Também já não sabem
Se outro tempo vai regressar!
Dias incertos
Que correm com pressa
Numa pressa que não cessa!

OS ANOS LOUCOS ✨✨✨✨✨✨✨✨✨✨

LIBERDADE SEM NEXO 😒

Pois é, e vao 46 anos de uma liberdade sem nexo
Era na altura em que tudo parecia que ia florir
A liberdade foi entregue, so para te fazer sorrir

Nunca nada vai ser como antes
Liberdade assassina
O que gerou de bom
Ficou aquem da maldade que cosquistou

Ninguém pode ter liberdade sem estar liberto
Não podemos ir por aí destribuido flores
Como se nao houvessem dores!

Mais liberdade, mais respnsabilidade
Assim deveria ter sido e nao foi
Cada um se virou para si mesmo
Os mais bem posicionados
Trataram de nos por calados

Fizeram e desfizeram
Deram e tiraram
Estavas distraido e ficaste calado
Agora somos flores e cravos, sem vasos
Sem eira nem beira

Mas com uma liberdade camuflada
Disfarçada de revolução
Cujo motivo era fazer evoluir a naçao

O “ensaio sobre a cegueira” nunca teve tanto sentido
Num portugal para lá de perdido
Onde cada um um andou distraido
A brincar de liberdade
Enquanto poderosos contruiam a ganância e vaidade !

Agora todos se querem libertar da liberdade
Até apagar historias se possivel fosse
Não, a liberdade está dentro de ti e dos teus valores
Vai por ai e colhe a tal flor
Planta no teu jardim
Trata com urgulho e amor
E aí sim, terás uma nova flor
A tua flor
A tua liberdade
A tua vontade
Sem atropelar o vizinho
Pois que “o mal vem sempre pelo mesmo caminho”

Nao queiras plantar nos jardins alheios
Isso é invadir a liberdade do outro
Olha para ti
Olha a tua flor
Arranca o odio
E rega com amor

A liberdade é um direito
Faz dela teu predicado e teu sujeito
E não te sujeites à liberdade implantada
Por uma corja que deveria estar arrasada

Mas mesmo assim
Vivam as flores
E viva o teu jardim
Planta mais responsabilidade
E terás a tua liberdade…

OS ANOS LOUCOS – COVID19

TUDO DITO!…

Vivemos uma autentica revolução tecnológica, está tudo desnorteado, avizinha-se o caús.

Está destruída, de forma quase irreversível a economia do nosso país, estávamos a acabar de sair de um interversão pelo FMI, e apanhamos com este pandemónio de seguida.

Muitas empresas não resistiram, outras vão pelo caminho, sim , também é certo que muitas outras abrirão.

Tudo por “culpa” de uma virose, que rapidamente se tornou viral por este mundo fora, como comummente se diz na gíria quando algo atinge de forma célere um determinado número de pessoas!

Pior de tudo, é que estamos entregues a nós mesmos, é bom que tenhamos isso bem claro e presente, já que tudo que nos está a ser “oferecido” a bem da economia, terá que ser devolvido com os custos que todos sabemos, pois que, “passa o dia passa a romaria”, e o que era para ser, afinal como sempre já não será!

Nunca na vida se viu tal,  pessoas presas por esse mundo fora, nas suas próprias casas sem poderem sair que não seja para o essencial, tráfego aéreo nos mínimo dos mínimos, qual filme de ficção cientifica.

Isto para mim, é tudo menos normal,  de facto, o que eu gostaria mesmo, era  de saber (que nunca vou saber),  o que realmente nos escondem,  atrás deste cenário dantesco…

Nunca acreditei no ser humano enquanto fazedor do bem, os que existem não chegam para anular tanto mal, e, este vírus, fabricado ou não, natural ou não,vai colocar o  nosso planeta em pé de guerra.

Não podemos fazer nada nem contra isso, mas “isso” afigurasse-me algo de medonho, para o nosso futuro, pois que mesmo sendo por causa da rede 5G, já deu para perceber que se ela ( a 5G) fosse benéfica, não necessitaria deste teatro mundial todo.

Mas, é facto que essa virose existe, e só isso, da forma monstruosa que está acontecer, poderia justificar a paragem do planeta de forma abrupta, obrigando a todos uma reinvenção sem precedentes, para a qual,  muitos não estavam preparados e nem imaginam do que se trata.

Mas, o planeta parou, eu gostaria de descer, mas a porta está trancada, nem abre nem fecha, vou ter mesmo que assistir a tudo isto de mãos e pés amarrados, sem ninguém que nos salve.

Vou descansar de tanto pensar, pois nada posso fazer, neste tempo que se multiplica e   se esgota ao mesmo tempo, fugindo em modo,  demasiadamente parado!…

OS ANOS LOUCOS

AS JANELAS DA ALMA!…

A alma espreita sobre as janelas de cada face, da minha também!
Mas não vislumbra ninguém!
O tempo está parado, esperando um outro, bem mais atrasado!
Os dias são a conta gotas, que transbordam pelos poros
Deixando para trás, estes dias mais nublosos!
Caminhamos, olhamos e já pouco pensamos!
A alma trespassa o olhar, num abrir e num fechar…
São milésimos de segundo que diferenciam o antigo e novo mundo!
Por vezes, apenas querem olhar para dentro…
Esquecer este tempo
Que a conta gotas, se esvaia pelos dedos roubando-nos até os medos!
Ficamos anestesiados, deste tempo e dos tempos passados!
Já só queremos adormecer e acordar apenas quando tiver que ser!
Por isso
A alma espreita sobre as janelas de cada face, da minha também!
Mas
Não vislumbra ninguém!…

OS ANOS LOUCOS

#FIQUEM EM CASA?… :/

Anuncia a viatura por onde passa
É uma sensação de frustração
Conviver com a prisão
Sem termos feito nada de nada!

Parece uma guerra que não vivi
Em filmes que em tempos vi!

Não será porventura igual
Mas o efeito deve ser o mesmo
Ficar em casa sempre que a “bomba” passa!

Essa “bomba” que não estilhaça
-Não faz sangue
-Não mutila
-Não destrói edifícios
-Mas no silêncio nos mata por dentro !

Que nos haveria de acontecer
Enquanto subtilmente a vida estava a acontecer!

Espero que haja um fim
E não trilogias como se fazem com os filmes de sucesso
Porque este deverá ir de uma vez
Com bilhete de ida e sem bilhete de regresso !

Esperemos que assim seja …

Enquanto isso, a viatura que passa
Vai anunciando que se fique em casa …

Estranhos anos loucos
Que da vida que fizemos
Mais deles não queremos …

OS ANOS LOUCOS

UM OLHAR!…

Um olhar sobre o infinito
Que não é mais que este sítio!
Onde me refugio e me iludo
Que o mundo é tudo
Mas sobretudo é surdo!
E quase a chegar ao limite
Procuro no além
O que aqui já não tem!
Estou cansada deste tempo que não se passa nada!
Estou calada aguardando a vida que passa !
Enquanto isso
Penso no novo início
Mas não dá para aceitar, a mesma vida fora do lugar!
Não estou preparada para mais nada
A natureza dá seus últimos suspiros
Pois que, como a vemos
Mais dela não teremos!
Quero estar enganada
Por isso não quero saber de mais nada …
Aguardarei até onde for necessário
Após esse tempo regressarei ao passado!
O que for será
Amanhã logo se verá
Entretanto lanço um último olhar
Para me certificar
Que ainda está tudo no mesmo lugar!…

OS ANOS LOUCOS

✨✨✨✨✨✨✨✨✨✨✨✨✨✨✨✨