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Passam-se anos sem fim
Deste povo sem mais jardim
Sonhos desfeitos em pétalas
Passados perdidos no tempo
E um futuro sem mais alento…
Um presente destroçado
Deste pobre mundo cansado
Numa velocidade sem fim
Neste que era o nosso jardim…
Ouvem-se gritos de dor
Palavras com esse tal amor
Olhos de compaixão
Correrias em nada bonitas
E ate alegrias muito esquisitas…
São tempos muito conturbados
Cheios de tudo de pouco e bastante
São tempos atrás de tempos
De gritos perdidos no ar
Caminhando em direcção ao nada
Alegria muitas vezes representada
Nesta vida desolada
Que é de um mundo sem mais retorno
Onde andamos lado a lado
Uns chorando outros sorrindo
Neste que é nosso fado….

27/12/2012
(Estados de alma)
Albertina Correia

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