Hoje vou falar do que não fui
Vou falar apenas do momento
Do que sonhei ser
E do que não tenho
Sonhei ser bailarina, poetisa, musica
Sonhei ser pintora, pisar palcos e receber aplausos
Aconteceu por breves instantes
As cortinas fecharam-se
A vida ofereceu-me o que me estava destinado
Sou tudo o que não sonhei ser para mim
Alguém esta a sonhar que assim teve que ser
E assim devera continuar
Sou o que sou no lugar em que estou
Não sou bailarina, mas danço todos os dias
Não sou pintora mas pinto os meus quadros
Não sou musica, mas toco as minhas partituras
E não sou poetisa, mas escrevo sempre um pouco de tudo
Os aplausos estão no meu inconsciente
Sempre ciente de que os sonhos serão pintados
Em uma tela imaginaria
Que esta por cima da minha alma
Onde posso sentir a vibração
Sou um ser menor,
Recebendo todos os dias energia de um ser maior
Racionalmente não sou o que sonhei para mim
Mas irracionalmente sou tudo o que desejo ser
Admiro minha irracionalidade
Pois ela transmite a minha verdade
A minha vontade
A minha meninice
E tudo que vou viver ate à minha velhice
Irracionalmente serei
Uma eterna jovem que sempre adorarei
Não tenho os palcos, os aplausos
Mas também não tenho cortinas que se fecham
Para dar lugar ao vazio da racionalidade
Onde o tempo é uma eternidade
Sou como sou
Racionalmente o que tem que ser
Irracionalmente feliz
Mas,
Neste mundo serei sempre uma aprendiz
Portanto nada de cortinas fechadas
Cadeiras vazias
Quadros em branco
Partituras com pausas
Viva a irracionalidade,
Onde habita a nossa maior verdade
AC 12/01/2014
