
Foi naquele olhar, com um brilho de encantar
Que por mim me encontrei e até lá regressei
Era no tempo em que os muros eram altos
As árvores gigantes, e as flores do tamanho do sol
E não era ilusão, era apenas a minha pequenez
Longe estava de saber como era o meu crescer
E ter que tudo desenvolver
Nem as árvores eram gigantes,
Nem os muros eram altos
Nem as flores eram do tamanho do sol
Era tudo como tinha que ser à passagem do meu viver
E vivi intensamente momentos ate então
Agora o que parecia gigante, nem sequer existe
O que era alto desapareceu
E as flores eram apenas elas
O sol ainda brilha
Com as mesmas cores do passado
Alheio ao meu olhar
Que o admira com outro ar
Já não mais o ar franzino e rebelde
De quem segura no mundo
Mas com o olhar mais profundo
De quem vive cada minuto
Aquele olhar será sempre o de encantar
Seja aqui ou em outro lugar
Mesmo a dormir ou a sonhar
Aquele será para sempre o OLHAR…