Decorridos que estão estes anos, não podia deixar de fazer uma breve reflexão sobre tudo que Andreia agora com 35 anos, representou na minha carreia…
Seu principal problema, foi, e é, o medo que ela sente de ter medo, parece um paradoxo, mas de facto não tenho outra explicação, já que, não tem medo de nada especifico que não seja o próprio medo.
A ausência da perceção do medo, de tudo e de nada, deixa sua mente completamente desnorteada…
Este estado, que aparentemente não é medo de coisa nenhuma, na realidade é o maior medo que alguém pode ter, pois que o mesmo é abstrato.
Corre parada, sonha acordada, constrói sua própria “masmorra”, e dela não quer sair…
Complicado demais para explicar, mas de facto o medo não se explica, sente-se, e seja de forma abstrata ou de forma real, ate hoje ainda não foi possível colocar em palavras o que é de facto sentir medo, não o medo que faz o coração acelerar, as mãos gelarem, mas sim o medo emocional do nada e do tudo, por falta de ocorrência de um medo real.
É desse Medo que eu falo…
Mas de facto esta lá, o que o causou ainda esta por descobrir, pois que só de pensar em colocar em palavras, Adreia fica alucinada, deixando-a por isso completamente indefesa na emoção e na razão.
Poderíamos dar muitos nomes, como esquizofrenia, ou fobia social ou outro nome pomposo da psicologia para justificar o injustificável, mas tudo isto vai para lá do entendível, e não será um rotulo ou um medicamento que resolverá o problema…
Andreia está ciente que este sentimento a penaliza, mas é forte demais para lutar contra ele sozinha. Talvez ainda não estejamos preparados para perceber, o que é ter medo, do medo que ainda não existiu, e agir de acordo como se existisse…
Coisas da vida natural, ou não , que podem ter uma explicação para lá a ciência, da forma como a concebemos e conhecemos.
Ainda existe muito para estudar, sobre a ultima fronteira do conhecimento humano e cientifico, que é a nossa mente e tudo que ele cria ou recria, e na sombra da recriação se esconde por trás o que podemos entender, mesmo aparentemente não sendo entendível.
Um dia far-se-á o click para esta problemática toda, e então, Andreia se libertará, como se a ausência de seu medo real e explicito, fosse a única razão do seu medo de ter medo…