AC

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Olhava na tua direção
A tua mão tocava na minha mão
Trocávamos palavras em surdina
E olhares por entre a neblina
Toques acetinados
Lábios molhados
Corpos nus entrelaçados
Que por não poderem mais
Se fundiram um no outro
Extasiados de prazer
De manha até anoitecer…
Foram tantas e sem medida
As manhãs e as tardes
E mesmo ao luar
Nos amamos até cansar…
Depois da explosão
Regressamos de mão na mão
Aos corpos entrelaçados
Revoltos e transpirados
Por tanto amar
E sermos amados…

05/10/2014
(Estados de alma)