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E, a vida não é difícil, difíceis são as regras que nos impuseram, em nome dos bons costumes, não os nossos, mas os deles…

Hoje vivemos sufocados, acorrentados, manipulados, atordoados, com amores inventados, para cumprir regras a preceito muitas delas sem qualquer jeito…

Fazemos e dizemos as verborreias mais incrédulas que ninguém acredita, mas as ouvem como são, fazendo com que elas prevaleçam como verdades reactivas, sem qualquer expectativa se são verdade ou mentira….

Assim vamos caminhando, uns pensam que certos outros pensam que muito errado, porem, vão lado a lado…

O tempo vai passando, e com ele procura-se um sentido para a vida, e a vida tal qual é, não tem sentido neste mundo da “humanidade”, em que vomitam para cima de nós, o que pensam ser sua verdade…

Assim nos encharcam, tiram-nos o foco, e fazem-nos crer que o nossa vida e o nosso viver, são as regras que cada um deles quiser…

E até se pode mudar de país, de religião, mas as malditas regras continuam na nossa mente e sempre na nossa mão…

Queremos delas fugir, por estarmos certos que delas não mais queremos, mas somos prisioneiros consentidamente, sem sequer questionarmos nossa mente, e assim acordamos sempre mais um dia, procurando novo sentido para a vida…

Esse sentido que é um só, viver e deixar viver, da forma que a cada um quiser, sem julgamentos externos, de pessoas que nada sabem, e o que sabem, nada é, do que querem que seja até…

Então, Viver e deixar Viver  é assim que deveria ser….

 

Albertina Correia

Eu e o Mundo, Lisboa: Chiado Editora

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