Este, é um vício que alimenta, é a tal forma de falar estando calada, de derramar pensamentos sem esgotar nada…

 

 

 

Crescem como ervas daninhas e flores misteriosas, rebentam no meio do monte e no meio de qualquer estrada…

Protegem-nos do barulho dos outros, do nosso silêncio que pela caneta escapa, dando vida num qualquer papel , sobre temas e assuntos que de outra forma não seriam recordados…

Por vezes, escrevemos não querendo dizer nada, quando chegamos ao final, afinal, era tudo para escrever e  escrevendo pouco se disse, ou não se disse mesmo nada…

Tudo depende de quem lê e sente, porque pensamentos em forma de letras derramadas, não serão interpretados por pessoas quadradas…

Quem tem este “maldito” vício, pouco se importa se a escrita é sabia, acutilante, vaga, banal, excêntrica, etc, importante, é colocar um pouco de tudo isto, porque tudo isto faz parte da escrita da vida…

Que nunca a caneta se canse, de registar pensamentos que derramam sobre vidas presentes e passadas, neste “maldito” vício de escrever, muitas vezes o que é suposto nem dizer…

EU E O MUNDO

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