Já me importei com quem não se importava

Já fiz por quem nunca fez nada

Já cansei sem estar cansada!

A tempestade passa

As ações ficam com quem as tem

A tempestade não é de ninguém

São como moinhos de vento

Onde se olha e não se vê ninguém

Porque o que fica para trás, fica esquecido

Como qualquer chuva num rio

Todos seguimos o percurso

Com mais um menos intensidade

Vamos todos desaguar numa grande imensidão

Que se poderia chamar, Mar

Onde passamos todos a ser iguais aos demais

As tempestades vão sempre acontecer

Estaremos mais ou menos cansados

Mas com toda a certeza estaremos todos salvos

De tempestades invisíveis que habitam dentro de cada um

Onde só cada um poderá resolver se poder e quiser

Sem que ninguém se possa intrometer

Depois virá o Sol…

Albertina Correia