VERDADEIRA INSPIRAÇÃO
20 Quinta-feira Ago 2015
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20 Quinta-feira Ago 2015
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20 Quinta-feira Ago 2015
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20 Quinta-feira Ago 2015
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20 Quinta-feira Ago 2015
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19 Quarta-feira Ago 2015
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17 Segunda-feira Ago 2015
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São horas que escorrem
Delapidadas usadas e cansadas
Deixam-se lentamente ou apressadamente
Morrer um dia mais à frente…
E com o tempo que inventam
As horas se multiplicam
Quando cansadas subtraem as mais usadas
Essas que sem querer caiem na terra
Sem saberem ficam semeadas
Fabricando mais horas, muitas delas paradas…
E nós que tudo temos
Com elas, nada podemos
Ficamos inertes, cansados ou apressados
Em busca de outro tempo
Que não seja marcado a compasso
Não nos tire a liberdade
De viver com esse tempo roubando o da eternidade
Por isso Dali tinha razão
Pintou com pincéis e tinta
O que poetas escrevem com a mão
Relógios que se derramam
Sobre as horas que nunca param…
Albertina Correia
Sobre tudo e sobre nada
15 Sábado Ago 2015
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11 Terça-feira Ago 2015
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Os outros passam a vida a viver a nossa vida.
Não pedem permissão e entram sem qualquer razão
Opinam, acham errado e certo, sem saber o quê em concreto
Indicam-nos as portas de entrada as de saída
Como devemos estar e nos comportar
Fazem de tudo, pensam eles que para nos agradar
Os outros são tramados, nunca ficam silenciados
Estão sempre à escuta, para acrescentar, pensam eles o que ficou por falar
Tudo isto sem nada lhes perguntar
Mas quando os outros virados do avesso somos nós
Nada a questionar, afinal está tudo fora do lugar
Nem nós nem outros
Afinal somos todos os mesmos idiotas
Opinamos sobre conversas tortas
Agora mais em sintonia,
Afinal os outros e nós fazemos parte da mesma desarmonia
Então vamos lá raciocinar
Se as opiniões são ou não são para dar
Sem nunca esquecer que quando são os outros
Afinal somos nós e não somos poucos
Albertina CCorreia
04 Terça-feira Ago 2015
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27 Segunda-feira Jul 2015
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Apenas aceitar como fazendo parte de um crescimento individual
Que não parecendo, é com toda a certeza normal
Seja separação, doença ou morte, temos que reaprender de novo o viver
A gatinhar, dizer as primeiras palavras, ter atitude e caminhar no presente sempre em frente.
Neste intervalo chamado “o agora” a luz apaga-se por momentos,
E é no silêncio e na escuridão que muitas vezes encontramos a razão
Não andamos aqui para que seja tudo belo
Mas sim para crescer, e interiorizar que, cada vida a cada um pertence
No presente, e no futuro deste presente aparentemente ausente
É no intervalo deste tempo que tomamos ou não consciência
De que avida de cada um não nos pode criar dependência…
Portanto, chore muito até secar
Vá para a montanha gritar
Atire pedras ao mar
Mergulhe bem fundo afogue-se por um segundo
Para finalmente vir à tona
E perceber que cada um tem a vida que quer ter
Não somos donos de nós nem de nada
Sofremos, amamos, e matamos
Sem sentido do que em verdade gostamos
E para finalizar
Escrevendo sempre o que sinto como forma de me expressar
Sinto-me parva, e até insolente
Para quem nada quer e nada sente
Aparentemente…