Fundo-me com a brisa

Em busca de nova vida
Viajo para além do universo
Contemplando a perplexidade das coisas
É inútil a pequenez do espaço
Onde também me fundo
Com o abraçar de um Abraço

Mesclo-me com o tempo
Em busca de outro tempo
Viajo para o interior
Arranjando desculpas a cada dobrar de esquina
Somos a pequenez
Que habita no nosso ser
E não vale de nada buscar
Pois que, o tempo
Já deu o que tinha para  dar

Quero ser parida novamente
Sair do mundo e do seu ventre
Não pensar em tempo algum
Nem viajar para lugar nenhum

Esta pequenez
Que mormente produz insensatez
Há muito devia estar enterrada
Nem que fosse naquela calçada
Onde todos pisam sem tempo
Em busca de um sentido
Neste universo  perdido…
(…)

AC

 

 

 

 

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