Desci a calçada
Como qualquer alma penada
Pisei pedras e relva
Em busca de intervalos
Onde está tudo escrito
Impresso como foi dito
Para quem a quiser ler interpretar
Que uma calçada
Apenas serve para caminhar…
No caminho se faz dia
De tudo que carregamos
Caminhar calçada fora
Antes que o dia vire noite
E a noite se vá embora…
É caminhando sobre as pedras
Em intervalos de relva
Que veremos tudo escrito
Que levado pelo vento
Deixará a calçada vazia
Nem que a tarde vire noite
Nem que a noite vire dia…
Caminhar calçada fora
Antes que tudo se vá embora
A Alma fique vazia
E não consigamos ler mais nada
Naquela que é nossa calçada…
(apenas)
Albertina Correia
20/09/2014
