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Guardo comigo
Meu porto de abrigo
Onde nagevo
Reclamo
Odeio e
Amo…
Ele quase tudo pode
E mesmo não podendo
Me vai abrigando dentro
É um porto pequeno
De uma grandiosidade
Só cabe minha embarcação
Não vale pena reclamar
Ninguém vai lá entrar
É meu porto de abrigo
Onde rio e grito
Faço e desfaço
Sem tempo e sem espaço
Que não seja apenas
A permanência do meu barco

(Estados de alma)
03/11/2014
Albertina Correia

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