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Que serventia terá a poesia?
Provavelmente nenhuma, para os ditos realistas
Mas de realidade vive o mundo?
Não, a realidade é uma ilusão
Criada em nossa mente
Pensamos que consciente
Nos amamos, odiamos, matámos e roubámos
Num mundo real
Realmente estupidificado
Por teorias e mentes vazias
Crêem que com razão, a nossa
Mas a do outro não
Portanto que serventia terá a poesia?
Terá a serventia que cada um quiser que tenha
Pode poetizar amor, mentira verdade
Pode até amar, roubar, matar
Até fazer a primavera saltar
Pode fazer um cem numero de coisas
Sem prejudicar ninguém
Expelir sentimentos contidos
Roubados, estagnados
Para gritar ao mundo
Que o mundo muitas vezes é um fardo
Por isso se escreve poesia
Para harmonizar a vida
Para sentir vibrar o melhor e pior de cada um
Sendo que o melhor será sempre uma utopia
Pois que quem escreve poesia
Não esta preocupado
Se ela faz sentido neste mundo desprovido
Onde todos fazem de conta
Mas apenas alguns colocam em palavras
Verdades que não podem nem devem ser contadas
Mas fica estatuto de artista
A quem nada parece mal
E é tratado como “anormal”
Ainda assim, viva a poesia
Essa que fundamenta a vida
Da real forma que é percebida
Não por pessoas ditas “normais”
Mas pelo oposto
Aqueles que escrevem e não escondem o rosto…

Albertina Correia
23/03/2015

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