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Olho para ti
E
Apesar de seres eu
Não consigo te tocar
Foste ou estás em outro lugar
Crente que em ti me tens
Mas sou apenas um corpo
Que cobre a alma desnuda de alguém
Essa que me olha, me grita
Discutimos, escrevemos e iludimos
Estamos em mundos diferentes
E apesar de tudo estás aqui
Escreves o que faz parte de ti
E que eu nunca li
Afinal somos uma só
Já vivemos e morremos
Cem mil vezes pelo menos
Mas sempre nos encontramos
Quando menos esperamos
Fundimo-nos uma na outra
Viajamos pelo além
Na cauda de um cometa
Espalhando energia
Envolta em amargura e alegria
Para doar a nós mesmos
Cem mil vezes pelo menos

Albertina Correi
25/04/2015

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