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Pudera os que desta premissa não compactuam, tudo fazerem e serem, sem que por isso fossem sujeitos a julgamento, também ele, baseado em realidades do falseamento social, que exige que todos sejamos actores de filmes de segunda categoria, onde os protagonistas já nem distinguem  o que é cena, ensaio ou verdade, mas de facto,  isto  se passa na sua totalidade …

Ainda assim, alguns se recusam a ser mais iguais, e delegam os papeis atribuídos, a quem deles fizer melhor serventia, contudo,  e porque assim esta construído de forma basilar a  falsidade que se impõem, existem sempre os resistentes, que, ao se assumirem como tal, lhes  acarreta, aos olhos dos outros, doses de debilidade, de falta de credibilidade, de irresponsabilidade de doidice incurável,  e por ai vai….

Por certo, não  é fácil, mas, ou se escondem dentro de 4 paredes, e esquecem que existe um mundo diferente fora de seus cérebros, ou se soltam para arena, tentando fazer o seu melhor, que na maioria das vezes resulta muito mal para o equilíbrio mental de quem não ama o fingimento, e tem consciência de que ele existe…

Chegados aqui, a debilidade mental colectiva  que se impõem, levando a extremos de fingimento social,  passa a ser a derradeira verdade do nosso construto ético deste Sec. XXI, paredes meias com tudo o que não deveria ser…

Como se resolve esta situação, aparentemente  sem solução?

Pois não se sabe, até porque, somos circunstanciais e não estanques, mas, talvez caiba dentro desta sociedade mais que um mundo, em que, cada um escolhe em qual coabitar, e  assim criar uma rede de pessoas que digam apenas o que pensam e sentem, sem se importarem com as convenções protocolares, produto do fingimento social, esse, que já não faz  parte da sua realidade circunstancial …

EU E O MUNDO

Albertina Correia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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