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Ser lider, não se aprende, não se apreende, é-se por inerência.

Os métodos existem, porque vendem, ou para simples orientação, pois que, ainda que teoricamente, também acrescentam ou retiram, e, seja um ou seja outro, ambos são uma forma de aprendizado.

Quem  lidera, sabe que está sempre na linha da frente, sabe que contam consigo, sabe que não pode falhar, e/ou não deve falhar, ainda que por vezes, a falha tenha que ser  transformada em combustível motivador, para quem lidera.

Não sei muito bem, se em algumas vertentes da nossas vidas , como a empresarial,  compensa ser lider, mas, sendo que não se escolhe, entre o dever ser, e o que é inato,  existirá sempre o livre arbítrio, ainda que, tendencialmente , estes  sejam encaminhados intuitivamente/externamente,  para o comando.

Se juntarmos a tudo isto o facto de a  liderança ser no feminino, a coisa toma outra proporção, porque existe um equilibro que tem que ser feito , entre o “Eu” de cada uma, e os “Eu’s” de todos os outros, que, estão em grande maioria, no género oposto, e muito poucos sabem/entendem, o que é esta coisa de liderar no feminino, sendo que,  por vezes, (diria que muitas) é grandemente confundido com outros assuntos, que para este artigo não são chamados.

Não, não vou escrever, sobre o que o género feminino tem que fazer, depois de sair de sua empresa, essa matéria não interessa para este caso, e serve sempre de desculpa ou alavancagem,  para fazer crer que este género é quase super género, treta…

Todos somos super, se assim optarmos por ser, não podemos é confundir responsabilidades intrínsecas femininas, e masculinas, e o que cada uma tem que gerir ao seu melhor nível (ou pelo menos assim deveria ser), depois , claro está, temos o peso da cultura  machista, com tendências sempre iguais, apenas com alguns contornos diferentes, para assim a camuflar, mas também eles, muitas vezes, sofrem em silêncio por causa deste peso cultural…

Com tudo isto, não posso atribuir culpas a nenhum dos géneros, até porque cabe a cada um(a), ocupar o lugar que acha que deve, a fim de poder, de esta, ou daquela forma, alterar o estado das coisas, porque, a força nunca foi boa conselheira.

Posto isto,   posso também argumentar com este velho ditado “que quem quer vai, quem não quer fica”,  quem vai sabe para, e como vai, quem fica, sabe onde fica e porque fica, os lamentos, ficam por conta das inconstâncias circunstanciais,  que cada um queira exercer sobre si mesmo  …

Chegados a este ponto, devo dizer que, liderar seja qual for o género, seja qual for o lugar do planeta, tem sempre as suas vicissitudes, pelo que, cada um deve agir, interagir do seu melhor modo , neste caso em Modo  Lider, e, contra este facto, não existe qualquer argumento.

Sim, é verdade mulheres, que somos mais “escravizadas”, atenção que não escrevo sobre as esposas dos lider’s, mormente confundidas com lider’s, e, na maioria das vezes por  atribuição própria, escrevo sim, sobre as verdadeiras lider’s, as que estão sozinhas no comando, e, que silenciosamente fazem o seu percurso , caminhando como se andassem em telhados de vidro, e liderando como se não houvesse amanhã, muitas vezes, “esquecendo” os seus afazeres, inerentes à sua condição, resultantes da sua natureza  inata , fazendo-as até sofrer, e, culpar por serem assim, mas no outro dia passa, porque amanhã é sempre um novo dia, e, com os novos dias vem sempre a esperança e a bonança…

Esta coisa de liderar é simples, que de tão simples, complica quem não está no alinhamento, esses que normalmente falam sem conhecimento de causa, escrevem como se fossem juízes em  causa própria, não se importando minimamente em ouvir os reais testemunhos…

Mas o mundo é assim , existem os lider’s, e, os liderados, estes últimos tendem sempre a levar a si, o acto de bem saber liderar, os tais que se confundem com o Chico Espertismo

EU E O MUNDO

Albertina Correia

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