Perguntaram-me de onde eu venho
Respondi que venho de longínquas paragens
Onde os rios não têm margens
O sol descobre o vento, senta-se no tempo
Espera pela lua, e saiem lado a lado
Deixando tudo descontrolado…
É de lá que eu venho
Onde as coisas raras acontecem
Mas eu sou assim
Vejo e digo parvoíces sem fim
Não tem qualquer problema
A vida é um pequeno esquema
Onde todos nos enquadramos
Como se fizéssemos parte de nada
Pois que os rios com margens
Tempo contado
Sol enevoado
Lua cheia, vazia ou minguante
São realidades formatadas
Por mentes quadradas
Que só vem o que é suposto ver
E não o que está acontecer…
Mas, nem está certo, nem está errado
Eu é que moro em modo desenquadrado
Portanto não me perguntem de onde venho
Porque a resposta é idiota
É apenas mais um facto

Do que nem está certo nem está errado…

VERBORREIAS MENTAIS

28/06/2017

 

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