A vida nem sempre é como queremos ou pensamos que queremos, mas, é sobretudo como a construímos e o resultado dela, é a construção que foi feita ao longo do percurso.

Por vezes, pensamos de nós para nós, mas que porra de vida a minha, sem ter a noção da vida que consciente ou inconscientemente foi escolhida.

Não obstante tantos chavões, tantas teorias, tanta informação do que é supostamente certo, nada, mas mesmo nada, resolve, justifica, ou simplifica o que vai em cada ser humano.

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Somente nós, enquanto seres individuais que somos, podemos gerir o que nos vai dentro e fora do corpo físico e psicológico, ninguém pode ou sabe opinar, porque, ninguém mora dentro de nós, apenas creem com verdades e experiências próprias, que são mesmo isso, as próprias, nada mais.

Se todas as teorias, quando aplicadas surtissem efeito efectivo e longitudinal, como o mundo seria descomplicado, mas depois, lá vem a outra teoria do: ainda não está preparada(o), ainda não evoluiu o suficiente, para assim se justificar a falha de cada uma delas.

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Por toda esta temática que tende a gravar-se e com isso também a proliferação de “entendidos” nas matérias que se multiplicarem, cada vez mais as pessoas ouvem dos outros, o que é melhor para si, mas não se ouvem a si mesmos, aos seus problemas e alegrias, porque vivem focados no exterior e por assim pensarem que lá reside a solução.

Tanta tinta está gasta, tanto livro vendido, tanto autor dito profissional e amador, tanto e tanto derrame de conversa para cima de nós, que já estamos afogados e ainda não o percebemos (ou já).

E, anestesiados lá vamos fazendo de conta que acreditamos, para assim seguirmos em frente sozinhos ou acompanhados, de teorias alheias que não sabem o que dizem e o que dizem resume-se a nada que nos acrescente.

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As opiniões e soluções se multiplicam, e, é de mais facilidade a sua aplicação quando a pessoa “bate no fundo”, dizem os entendidos, pois está claro que sim, depois que se bate no fundo, só resta morrer ou subir, simples assim.

A natureza é tão, mas tão magnífica e sábia que se encarrega de colocar tudo no devido lugar, a opção, essa, é apenas a de cada um, seja a de pedir ajuda alheia, ou de naturalmente fazer a subida ou assumir a morte.

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Qual profissional, também não tem problemas e recorre aos outros métodos ou aos mesmos, para se ajudar a si próprio, e/ou pedir ajuda?

Tantos, mas tantos, que é caso para dizer que a nossa saúde também está doente e assim a (des) compreensão até é mútua.

Sim eu sei, por vezes é necessária ajuda, dizem que profissional, nada mais incorreto, toda a ajuda “profissional” apenas serve para acalmar momentaneamente os nossos estados mais emocionais sejam de ordem positiva ou negativa, pensamos nós que de nenhuma resolução, como se pessoas externas as pudessem resolver, nada mais errado.

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Fica a pergunta de quem me lê, quem sou eu para escrever sobre este tema?

Fica a resposta:

Sou um ser individual, com uma experiência própria, com uma visão da vida e vivência que abrange o que sou o que observo e que é tão ou mais valida que qualquer outra, afinal tudo são caminhos e se quisermos, este pode ser mais um, neste caso o meu.

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Albertina Martins Correia

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