(…)

– Penso que todos já lemos ou ouvimos a história de pessoas idosas, por exemplo, que e no fim da vida, o seu maior arrependimento é não ter dado atenção a isto ou aquilo, ter valorizado mais isto ou aquilo, não ter feito esta ou aquela viagem, não ter dado um murro na mesa quando necessário, como se pudessem ou quisessem voltar atrás e fazer diferente.

E a maravilhosa frase:

– Se eu soubesse o que sei hoje o que não teria feito?

Ou

– Quem me dera voltar atrás e saber o que sei hoje …

Enfim, tanta e tanta frase de pessoas e estudos, com o intuito de justificar o autismo profundo, em que cada um se afundou, com ou sem consentimento.

Achamos mesmo que as pessoas se arrependem do que fizeram ou não fizeram?

Claro que não, fizeram porque as circunstâncias ditaram para fazer, da forma que foi feito, nem mais nem menos, apenas isso.

Acredito piamente que em cada passado, tudo foi decido em consciência, em detrimento de outras coisas e/ou pessoas e, não é por estarem a morrer ou no final de vida que tudo seria diferente, nada disso, estes arrependimentos acontecem porque o que na verdade se quer, é viver mais um pouco, crentes de que fariam diferente, mas em verdade, fariam mais igual, afinal o que muda é a vontade de não morrer, como se deles isso dependesse e não de ultrapassar as normas e regras impostas, até porque, apesar de sozinhos, as normas e regras serão sempre a nossa companhia.

E se eu pudesse voltar atrás e saber o que sei hoje, o que não faria?

Faria exactamente o mesmo, porque o que aqui está representado, não é o que mudaria, mas sim a tremenda vontade de ter feito diferente, como se as circunstâncias fossem as mesmas…

E assim sucessivamente, com outras situações.

(…)

AGORA É O MOMENTO

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