D4ED1CA7-E740-427A-950E-03BFADCDB2C0

A distribuição das pessoas no mundo, pode ser dividida em duas partes:

A pobre , de cenário negro e a rica, a de variados tons cintilantes .

Entre uma e a outra, permanece um cinzento angustiante, onde deambulam a maior parte dos seres que não pertencem a nenhum dos lados.

De vez em quando, e conforme crises, os cinzentos aproximam-se do cenário negro, enquanto os ricos, se esquecem que existe mais mundo para além do deles e deles próprios.

Os pobres sabem sofrer, por não ter, por não terem noção de que nada têm, ou de que poderiam ter mais, nenhuma crise os abala, pois que, nada  lhes pode ser retirado, já que nada possuem.

Os ricos, hó, os ricos, esses que vivem a vida louca, dentro de um realidade única que lhes é exclusiva e artificial, mas em verdadeiros tons cintilantes, num coma profundo.

Os cinzentos, esses que andam no limbo, almejando por uma vida mais abastada, trabalhando arduamente para não cair no pior dos lados, são os constantemente massacrados, os que carregam e colecionam doenças, as ditas doenças do Século XXI, depressão, ansiedade, Stress, burnout, etc, com tudo isto, eles ganham nada mais nada menos, do que uma vida monótona, repetitiva e insignificante, de grande desperdiço em busca do, mais do mesmo,  a única  diferença entre eles e os ricos, é que os últimos, tem uma percepção bem diferente, do que nunca chegarão a ter, ainda que se esforcem até à exaustão e terem a noção das referidas doenças.

Os pobres, viverão para sempre na ignorância do nada…

Ainda  assim, caminham todos, os pobres e os ricos, para o fim, num ritmo alucinante, deprimente e degradante.

Chegados às suas reformas, rapidamente descobrem que não sabem fazer nada com o tempo que lhes resta, e por isso mesmo, até morrem mais depressa.

E assim é, a dualidade do mundo, onde parecemos todos diferentes, mas, no cinzento intervalo, provamos ser todos iguais, sendo que o fim, mostra a triste conclusão do todo…

EU E O MUNDO

Anúncios