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INSENSATEZ

INSENSATEZ

Já não existe a carne
Apenas a alma
Já não existe caminhar
Nem rir
Nem saltar
Nem brincar e
Nem chorar…
Apenas o ficar

Já não existe mais tempo
Apenas cada momento
Já não existe
Amor nem dor
Nem Canto nem pranto
Sem sorriso nem harmonia
Nem tu nem eu
Apenas alma vazia

Já não existe aqui nem além
Nem perto nem longe
Apenas ar e mar
Terra e luar
Aqui neste neste lugar
Um planeta de encantar
Para quem quiser
apenas
Ser e
Estar
seja aqui ou em outro lugar..

AC
27/12/2012

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SAUDADE

SAUDADE

Alguém inventou a saudade
para dar voz
ao silencio da distancia
Misturado com muita dor e amor
Alguém cansado
De tanto esperar
Que a distancia encurtasse
Que a dor amainasse
Que o amor não acabasse
Decidiu pensar na saudade
Para transmitir
Lágrimas secas
Barulho silencioso
Tempos infinitos…
Esperando aquele dia
Em que a Saudade morreria

AC
02/07/2013

Outra Forma…

“Cai a tarde e põe-se o sol
Dia em que mais nada prometia
De passos largos caminho em frente
Neste mar
Que não é só de água mas também de gente…
Alheia a tudo, penso
Agora no sol que se vai
Admiro entretanto o luar
Que começou a ficar…
Mar de água salgada
Plena de emoções
De todos aqueles que teimam
Em lá fazer suas lamentações…
Mergulho no escuro
É belo de lá estar
Corro pradaria abaixo
Apanho borboletas no ar
Vivi uma grande emoção
Plena de satisfação
Como vou explicar
Esta nova forma de estar?
Ninguém vai perceber
Não vale a pena divulgar
Assim quero ser
Assim quero estar
Assim consigo sorrir
Assim consigo amar
E seja com sol e mar
E seja escuro ou luar
Vou sempre caminhar em frente
Neste grande mar
Que não é só de agua mas também de gente

19/04/2010

ÉPICO

Tenho impulsos de vos matar
Mas só de pensar
Que vão para um melhor lugar
Prefiro então que cá fiquem
E paguem o que têm para pagar
Para assim evoluírem
E irem depois para o outro lugar
E não terão mais que aqui voltar
E eu jamais terei que vos matar

Tudo isto porque sou humana
Estes impulsos vou transformar
Numa vontade maior
Que mora em outro lugar

Não mais precisarei de morrer
Nem tão pouco de matar
A fim de irem para o lugar melhor
Mas antes percebam
O porquê que têm que cá ficar
Sem ser necessário morrer
Nem tão pouco de matar

Albertina Correia 07/11/2013

Tempo sem tempo

É um tempo sem mais tempo
Com tudo que não dá alento
Como se faz?
Vive-se por fora?
Ou morres-se por dentro?

Não pensemos em fazer, façamos
Não vivamos só por fora
Nem morramos por dentro
São tempos sem mais tempo
Vamos mergulhar em nós mesmos
Verão que não somos tão pequenos

Adormeci com tempo
Dormir com todo o ele
Sonhei que não queria tempo
Mas aqui estou e neste momento
Com todo o tempo que quiser
Faça eu o que fizer

Afinal existe tempo
Tempo talvez sem alento
A mim ME cabe mudar
Este tempo sem mais tempo
Que nunca vai acabar

Albertina Correia