images (3)

“Neste chão das palavras,
escrevo o teu nome
em silêncio.
E há um brilho permanente
nesta ânsia de ti.
Neste tempo dilatado
de saudades íntimas,
sabe-me a sol vermelho
a tua persistente imagem
vestida de musa.
Mas apenas te encontro
no relicário suspenso
das emoções castigadas.
E perco-me no desvario
de te encontrar
no sôfrego abraço das perdas…”
Neste chão das palavras
Onde são escritos nomes
Impressos em silencio e dor…
Que faz o tempo se dilatar
Na ânsia de me encontrar…
E, Para lá do sol vermelho
Onde passeiam as musas
Serei apenas uma do relicário
Não de emoções castigadas
Mas de sentimentos desencontrados
Vestidos com marcas de tempo
Onde em desvario para encontrar
Esquecemos  como lá chegar…
Temos que deixar partir
Em abraços despegados
Unidos pelo silencio
Que deveria ser de paz
E nunca de desalento…

AV/AC

22/07/2014

Anúncios