Quero despir a carne
Que me cobre a essência
Que não deixa passar
A luz de um breve olhar…

Quero não ter que vestir
Palavras ocas
Olhares fugazes
Para que possam entender
Palavras que não quero dizer…

Está tudo intrínseco
Forrado a carne e sangue
Enganando o super ego
Sobrevivendo a este degredo…

Esta tudo gasto
Dias que não terminam
Madrugadas que não chegam
Mente e corpo em desvario
Ansiosas por terminar
Tudo que acabou de chegar…

Quero despir a carne
E não mais me preocupar…

(Folhas Soltas)

Albertina Correia

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