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Todos , ou quase todos nós, sabemos, porque, vimos ou lemos, o que foi o Holocausto Nazi…

Quase todos nós, os que o lemos e vimos, nunca o vai entender na essência, a brutalidade desta prepotência…

Escrever uma folha solta, do que foi uma das consequências,(meu ponto de vista) do outro lado desta podridão mental, é um desafio, e, quiçá, talvez nunca ninguém o tenha feito ou pelo menos publicitado (ainda que, estou crente que talvez sim), em um breve minuto o lado mais branco, deste fenómeno psicótico sem tempo, e que, não mais se esbaterá nos próximos tempos…

Será neste preciso momento , para mim, um pequeno grande desafio, escrever em poucas linhas, a minha linha de pensamento, pois que, da forma que os humanos pensam, julgam e agem, por pensamentos e julgamentos já julgados, podem arrasar esta minha folha solta…

Ainda assim, aqui vai:

Esta etnia judia de seu nome, que psicoticamente foi quase exterminada, mostrou ao mundo, o negro que o mundo é, bem como, o que grupos de pessoas juntas fazem, para no ódio psicotico lutar, pela sobrevivência do amor próprio.

Mesmo nas adversidades, mostradas ao longo de anos, muitos foram os que “venceram”, por admitirem , consciente ou inconscientemente, que o sofrimento não poderia ser uma inutilidade… e não foi…

Em campos ficaram, oraram, viveram, plantaram flores imaginárias, e morreram (muitos), mas unidos por um propósito, que posso chamar, ponto comum convergente, de salvação grupal.

Fizeram uns pelos outros, e por si próprios, o que (quase) tenho a certeza, o não fariam nas ditas situações (a)normais…

Estas campos, estiveram por alguns anos, revestidos de corpos semi-nus e nus de tudo, desde a roupa até ao ego, próprio da (des)civilização, mas vestidos do que é a Alma… Essa alma que fala mais alto, quando já tudo não parece fazer sentido, num planeta materialista, revestido de hipocrisia…

E foram vários os que viveram (e , não, não sobreviveram, porque esse morreram), para prestar testemunho ao mundo, que o mundo tal como foi, está e será, a nenhum lugar vai dar, já que o peso das vestes, a vaidade da luta pelo melhor Ego,se sobrepõe , igual e psicoticamente ao do extermínio Nazi, não deixando a nu a Alma, que tudo sabe, clama e acalma…

Somos por tudo isto (que não é pouco) um planeta repleto de campos de concentração, onde todos os dias , nos exterminamos uns aos outros, por não termos ainda encontrado, o nosso ponto comum de convergência, de salvação grupal…

E, sim acredito, que nesses campos houve muita felicidade, regada de Alma vaidosa, esperando pacientemente, pelo dia de mostrar ao mundo, que o mundo jamais será vivido da mesma forma de quem lá viveu, sobreviveu e morreu…

(…)

Albertina Correia
06/09/2014

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