Pasteis de Belém ou Pasteis de Nata de Braga?

 

Pois é, pastéis de Belém ou as Natas da “Casa das Natas” em Braga?

Os pastéis de Belém , são mundialmente conhecidos, pela sua essência, história e sabor.

A fila, para adquirir um simples pastel ou mesmo sentar-se à saborear um , é simplesmente “infernal”, por vezes quase chega ao Mosteiro dos Jerónimos…

Está  bem representado o Sul, bem perto da capital Lisboa…

De facto são muito bons, e se for sentada na emblemática pasteleira ainda melhor…

Contudo, existe muito mais a norte, a famosa casa das natas , em Braga, que é nada mais nada menos, outro pastel, só que não se pode chamar de Belém, e, que em nada lhe fica  atrás…

Para quem não experimentou nenhum, fica bem servido, tanto a norte como a sul de Portugal, basta se deslocar para cima ou para baixo ☺️

O que me levou e fazer este post, é que conheço bem os dois, e prefiro de longe o famoso Pastel de Nata , da famosa casa das Natas em Braga, mesmo frios são bons, já dos de Belém ninguém sabe, mas perece que não são tanto…

Resumindo, é bom conhecer  os dois, são muito bons, mas eu fico-me por Braga…

“COISAS” DE PORTUGAL

ESTE TEMPO…

 

Este tempo demora

Tanto vem

Como depressa vai embora…

Por vezes, queremos que fique

Que não nos complique

Que nos dê um pouco mais dele

Para dele, cada um de nós se ver livre…

Depois ansiamos por mais

Queremos que se multiplique

Que se some e não se suma

E que não nos implique…

Mas ele não pára 

Reinventa-se em cada hora

Nao se atrasa um único segundo

Nós, com ele enlouquecemos 

Tentando agarrar mais um pouco

O que dele desconhecemos…

EU E O MUNDO 

INSOLITO II

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tudo que é insólito me fascina

Por não saber como se determina

E

Faço castelos no ar sobre temas

Também 

Faço castelos no ar sobre o fascínio de os determinar

E quase não determino nada

Viajo, penso, coloco em parcas palavras

Fascínios insólitos 

Que por não os saber determinar

Os deixo para ali ficar…

Os fascínios, o insólito 

São tudo assuntos da mente

Que por não ter assim tanta informação 

Pensa neles até à exaustão

E por não saber o que com eles fazer

Pensa  pensa , até o pensamento doer…

EU E O MUNDO

VIAGENS 2019

Jardins de Caluste Gulbenkian

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Existem viagens e viagens, e, esta foi particularmente deliciosa, desde logo é a minha capital, Lisboa.

Fiquei agradavelmente surpreendida com a Visita ao museu De Calouste Gulbenkian, Impecável, quadros e esculturas maravilhosas, um jardim magnifico, e uma organização surpreendente.

Pena que não tinha muitos visitantes…

Contudo valeu mesmo a pena…

Rumei ao mosteiro dos Jerónimos, sublime e imponente…
Não podia deixar de ver, de novo, o museu Nacional dos Coches…

Uma visita a repetir, porque muito ficou para ver…
Recomenda-se…

 

Museu Calouste

Jardins de Calouste

Mosteiro dos Jerónimos

Museu Nacional dos Coches

EXTENSÃO DO VIVER…

 

 

 

 

 

 

 

 

O sonho ou sono é extensão de vida, já  vivida…

De dia incompreendida, de noite cristalina…

De dia, a vida acontece da forma que nos “apetece”

À noite, o sono a comanda, o sonho a transforma e a abranda…

Não percebemos muito bem, o que acontece depois que se adormece…

Quando acordamos não percebemos o que sonhamos…

Um um paradoxo sem explicação aparente

Que por vezes nos perturba a mente…

Mas não podemos sonhar com o desconhecido

Em algum lugar, o que sonhamos já fez ou fará sentido…

Não podemos dissociar uma da outra

Porque uma, é a outra e a outra, é o que é

Vidas consecutivas, acordadas ou adormecidas…

NO SONHO

UM PINGO DE AMOR…

 

 

 

 

 

 

 

 

Um pingo de amor,

Seja de que ordem for

Preenche qualquer vazio

Faz tudo ter muito sentido…

Nada colmata uma casa

Se ela estiver repleta de coisa incerta

De pessoas que dizem muito

Sobre assuntos que não dizem nada

De casas cheias de muito de tudo

Mas é tudo que farta e se descarta…

É imperativo que se pesquise mais sobre o amor

Um pingo faz a diferença

Nunca se senta nenhuma a ausência

Nunca se reclama apenas porque sim…

Com um pingo de amor a casa transborda

Sai pela porta fora

Tomara, contagie o caminho

E que ilumine as pessoas dentro de cada ninho…

UM PINGO DE AMOR

PORTAS ABERTAS…

 

 

 

 

 

 

Ela saiu

Bateu  com a porta

Mas a porta de novo abriu…

Olhou para trás

Encolheu os ombros

Deixou-a como ficou

Não se interessou…

Assim outras podem passar

Sem ter que a arrombar

Porque a vida se trata

De portas abertas

Para nelas podermos sair e entrar

Sem pedir licença 

Sem fazer diferença 

Sem a fechar 

Para qualquer uma poder passar

Sem a arrombar…

PORTAS ABERTAS

EXISTENCIA

 

 

 

 

 

 

 

Sempre regresso aonde me chama o universo 

E

Olhando através da vidraça, penso na vida que passa, medito sobre o que não é dito, e simplesmente deixo existir porque eu também existo…

E

Se aceitamos que existimos 

 

A vida se pensa de forma diferente

Mais tranquila e mais paulatinamente

E

Ainda assim

Nos aceitamos sem questionarmos

Pensamos e não verbalizamos

Mas existimos sem insistirmos

E

Olhando através da vidraça

A vida por nós  passa e repassa

Meditamos no que não é dito

Porque existimos e existo…

EU E O MUNDO

LIXO??!! NEM PENSAR…

 

 

 

 

 

 

 

 

Pelas minhas ruas, e sempre atenta ao que me rodeia, eis que me deparo com 3 preciosos quadros bordados à mão, meio ponto, com o nome da autora Odete Costa (presumo), em baixo de cada um deles, que eu desconheço, e que estavam encostados a um contentor de lixo para reciclar…

Sim eu os apanhei no lixo, provavelmente até me viram, mas eu quero lá saber, arte é arte, e o lugar de arte com certeza não é no lixo.

Não tive coragem de os deixar ali, por vários motivos, desde logo porque são lindíssimos, são paisagens de natureza, estão em bom estado, não obstante, as teias e ninhos de aranhas bem visíveis, mas, sobretudo porque acho terrível deitar fora,  algo que poderia muito bem ser oferecido a um “qualquer” espaço, para assim o embelezar…

Mas, percebe-se que a beleza e o valor das “coisas” é bem diferente para cada pessoa, o que para uns foi/é lixo, para mim foi é arte, que depois de limpos vão embelezar “qualquer” espaço meu, e assim homenagear também a autora desconhecida, mas de grande sensibilidade…

Posto isto, faço público, os agora “meus” quadros, que para quem percebe de todas as artes, principalmente a arte da sensibilidade,  sabem bem o valor que eles têm…

Obrigada “lixo”…

EU E O MUNDO