PROMESSAS….

 

 

 

 

 

 

 

 

Não quero que me prometas nada

Uma promessa, promete esforço

Esforço não leva a nenhum lugar

Subentende, ter que aturar

Ter que não falhar

Não é fluído

Cai sem sentido…

Não preciso de promessas

Apenas preciso que não tropeças

Que não dês o dito por não dito

Apenas para ficar um pouco mais bonito…

Não Flui

É esforço desconfortável

Não nos aconchega nem tranquiliza…

Queremos aquele frio na barriga

De assuntos que não prometemos mas fazemos

Que não dizemos mas sentimos

Que sentimos, apenas por não dizer mas fazer

De forma deliberada

Sem prometer nada de nada…

Por isso descarto as promessas

Os esforços de as cumprir

Que não levam a lugar algum

Nem tranquiliza quem delas, precisa…

Noite Vadia

ANTES DE TUDO…

 

 

 

 

 

 

 

 

Antes de tudo acontecer

Caminharei até me certificar

Que está tudo no mesmo lugar

Que a noite resolverá o que o dia não entendeu

Na noite vaguearei até ao limite do universo

Ele que faz sempre tudo certo…

E de cansada,

Até de não encontrar nada

Me deitarei com calma e serenidade

Não querendo saber de vaidade

De conversas fiadas

De dias repletos de verborreias

De pessoas e de asneiras…

De contos e ditos

De gentes sem imaginação

De outras com muita presunção

De estados desalmados

Que bem  poderiam ficar calados…

NOITE VADIA

“CAMINHOS”….

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Caminhando pelo jardim
Rompendo a noite silenciosa
Chegando à madrugada inesperada
Pelo meio da noite calada…
Não havia princípio nem fim
Nem havia estrelas no meu jardim
O luar adormeceu
Nem o vi, apaguei a luz e adormeci…
Pelo sonho dormido
Caminhei até ao meu abrigo
Encontrando pelo caminho
Pedaços de vento
Flechas de luz
Neve em camadas finas…
E com passadas refinadas
Pelas ruas desencontradas
Cheguei ao meu sonho final
Onde tudo está como deve ser
Em mais um novo despertar
E de novo no mesmo lugar…

NOITE VADIA

 

TEMPO SEM CONTAGEM

 

 

 

 

 

 

 

O tempo faz-se e desfaz-se, para se voltar a fazer.

É um vai e vem de horas desenfreadas, dando cabo de muitas delas, que na maior parte do tempo estão paradas.

Dão voltas e mais voltas, voltando sempre ao mesmo ponto, dando a ilusão que ficam estacionadas…

Reencontram-se de hora em hora, minuto a minuto, e abatem-se num segundo….

São horas pré fabricadas,  para marcar o tempo, de um tempo que não precisa de horas contadas…

Assim caminhamos, crentes do tempo que gastamos, como se dele não houvesse mais, num tempo infinito que não necessita de mais nada que não seja dia e noite e alvorada…

E nós sozinhos pela noite calada …

NOITE VADIA

APENAS MAIS UM DIA…

 

 

 

 

 

 

 

 

A vida nem sempre é como queremos ou pensamos que queremos, mas, é sobretudo como a construímos e o resultado dela, é a construção que foi feita ao longo do cada percurso.

Por vezes, pensamos de nós para nós, mas que porra de vida a minha, sem ter a noção da vida que consciente ou inconscientemente foi escolhida (se é que foi) e/ou traçada .

Não obstante tantos chavões, tantas teorias, tanta informação do que é supostamente certo, nada, mas mesmo nada, resolve, justifica, ou simplifica o que vai em cada ser humano.

Nada é estanque, como tal, as referidas teorias não tem aplicabilidade, já que, o ser humano está em constante mutação, pelo que, o que hoje pode ser certo, amanhã será ou não.

Somente nós, enquanto seres individuais que somos, podemos gerir o que nos vai dentro e fora do corpo físico e psicológico, ninguém pode ou sabe opinar, porque, ninguém mora dentro de nós, apenas crêem com verdades e experiências próprias, que são mesmo isso, as próprias, nada mais…

A VIDA NUM SEGUNDO

CAÍR DA TARDE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O dia caía

Lentamente a noite aparecia

Não lhes é permitido cruzar

São opostos

Nem sequer se podem olhar

No limiar entre um e o outro

Existe a penumbra e a madrugada

No intervalo não existe mais nada…

Ainda assim, para que um possa existir

O outro tem que consentir…

Caminham de costas voltadas

Trazendo pela manhã Belas Madrugadas

Prenúncio de dias intensos

Com o Sol que pode ou não brilhar

Para mais uma noite nos entregar…

Adormecemos, sonhamos

E por fim lá acordamos…

NOITE VADIA

 

NOITE VADIA

 

 

 

 

 

Hoje foi diferente
Substitui a lua, pelo Sol poente…
Não que seja diferente, ou menos imponente
O que conta, é momento que trazemos dentro
Desta vez ele ditou
Que seria no cair do dia
Ao invés da noite fugidia …
E foi bom do mesmo jeito
Estava tudo a preceito
Os pensamentos mudaram de lugar
Tiveram outro alinhamento
Pois tanto o sol poente como a noite tranquila
Carregaram em mim camadas infindáveis de energia…
E foi bom,
Bom, de forma singular
Ouvi outros “cantos” no mesmo lugar
Os recados foram mais iguais
Harmonia, paz e tranquilidade
É assim que se veste a minha vaidade
Enquanto desfila pelo sol poente
Enchendo de brilho incandescente
A calçada alaranjada e omnipresente
Dando assim espaço à Lua ausente…

NOITE VADIA

COISAS DO MEU DIA-A-DIA

 

 

 

 

 

 

Um manto branco, cobria o pequeno ribeiro…

Esse que sempre corre para  o mar, depressa ou devagar…

Hoje, não foi diferente, mas o manto levantou-se até ao firmamento…

Não pude registar em fotografia porque atrás de mim, tem sempre alguém com pressa para passar…

Ficou registado apenas na minha mente, este cenário imponente

Da separação da neblina, no ribeiro que levemente corria…

Talvez amanhã o cenário se repita e,

Atrás de mim não esteja ninguém apressado

Com a pressa,  de ir a nenhum lado…

EU E O MUNDO

 

 

2019

 

 

 

 

 

 

 

 

Ainda não foste embora e já sinto a saudade em mim

De tantos dias que me ofereceste

Nada me pediste e nunca me deixaste triste…

Faltam poucas horas para ficares mais perto do fim

E nada posso fazer para te deter

Esse universo tardou

Mas com ele me vai trazer um presente

Talvez um 2019, mais imponente

A fasquia está alta, e não adianta reclamar

Se quiseres um conselho

Aprende com 2018, e não te armes em coquete

Vou ficar por aqui, sempre de olho em ti

Não penses que me enganas

Pois tenho a experiência de um ano dourado

Esforça-te muito mais que um  simples bocado

Assim talvez para o ano que vem

Faças parte do meu mais além

Como tal, talvez  tenhas direito a honras de “estado”

Mas para isso não podes deixar nada ao acaso…

Vou adormecer o meu 2018

2019 será meu  dia seguinte

Depois de estar lá, logo se verá…

Albertina Correia

FELIZ NATAL

 

 

 

 

 

 

Olho através da vidraça,

O tempo que corre e que passa

A gente que fica e que vai

As horas que se  somam e que se subtrai

Dias cansados atribulados

Que não levam a nenhum dos lados…

São assim os dias antes Natal

Que ninguém leva a mal

Mas eu não corroboro

Então aguardo pacientemente

Que a passagem se faça rapidamente

Feliz Natal