• Home
  • Escrita
  • Viagens
  • Inspirador
  • Eventos
  • Diversos

Category Archives: Escrita

HORAS DERRAMADAS

17 Segunda-feira Ago 2015

Posted by Albertina Correia in Escrita

≈ Deixe um comentário

images

São horas que escorrem

Delapidadas usadas e cansadas

Deixam-se lentamente ou apressadamente

Morrer um dia mais à frente…

E com o tempo que inventam

As horas se multiplicam

Quando cansadas subtraem as mais usadas

Essas que sem querer caiem na terra

Sem saberem ficam semeadas

Fabricando mais horas, muitas delas paradas…

E nós que tudo temos

Com elas, nada podemos

Ficamos inertes, cansados ou apressados

Em busca de outro tempo

Que não seja marcado a compasso

Não nos tire a liberdade

De viver com esse tempo roubando o da eternidade

Por isso Dali tinha razão

Pintou com pincéis e tinta

O que poetas escrevem com a mão

Relógios que se derramam

Sobre as  horas que nunca param…

Albertina Correia

Sobre tudo  e sobre nada

QUANDO NÓS SOMOS OS OUTROS

11 Terça-feira Ago 2015

Posted by Albertina Correia in Escrita

≈ Deixe um comentário

IMG_6292

Os outros passam a vida a viver  a nossa vida.

Não pedem permissão e entram sem qualquer razão

Opinam, acham errado e certo, sem saber o quê em  concreto

Indicam-nos  as portas de entrada as de saída

Como devemos estar e nos comportar

Fazem de tudo,  pensam eles que para nos  agradar

Os outros são tramados, nunca ficam silenciados

Estão sempre à escuta, para acrescentar, pensam eles o que ficou por falar

Tudo isto sem nada lhes perguntar

Mas quando os outros virados do avesso somos nós

Nada a questionar, afinal está tudo fora do lugar

Nem nós nem outros

Afinal somos todos os mesmos idiotas

Opinamos sobre conversas tortas

Agora mais em sintonia,

Afinal os outros e nós fazemos parte da mesma desarmonia

Então vamos lá raciocinar

Se as opiniões são ou não são para dar

Sem nunca esquecer que quando são os outros

Afinal somos nós e não somos poucos

Albertina CCorreia

COMO ULTRAPASSAR ALGO QUE NÃO SE ULTRAPASSA?

27 Segunda-feira Jul 2015

Posted by Albertina Correia in Escrita

≈ Deixe um comentário

poeta

Apenas aceitar como fazendo parte de um crescimento individual
Que não parecendo, é com toda a certeza normal

Seja separação, doença ou morte, temos que reaprender de novo o viver

A gatinhar, dizer as primeiras palavras, ter atitude e caminhar no presente sempre em frente.

Neste intervalo chamado “o agora” a luz apaga-se por momentos,
E é no silêncio e na escuridão que muitas vezes encontramos a razão

Não andamos aqui para que seja tudo belo
Mas sim para crescer, e interiorizar que, cada vida a cada um pertence

No presente, e no futuro deste presente aparentemente ausente

É no intervalo deste tempo que tomamos ou não consciência
De que avida de cada um não nos pode criar dependência…

Portanto, chore muito até secar
Vá para a montanha gritar
Atire pedras ao mar
Mergulhe bem fundo afogue-se por um segundo

Para finalmente vir à tona
E perceber que cada um tem a vida que quer ter

Não somos donos de nós nem de nada
Sofremos, amamos, e matamos
Sem sentido do que em verdade gostamos

E para finalizar
Escrevendo sempre o que sinto como forma de me expressar
Sinto-me parva, e até insolente
Para quem nada quer e nada sente
Aparentemente…

ATÉ JÁ

23 Quinta-feira Jul 2015

Posted by Albertina Correia in Escrita

≈ Deixe um comentário

FullSizeRender (9)

Entrei pelo mundo dentro

E, sentada fiquei à espera do tempo

Enquanto por ele esperava

Abraçava o mundo e cantava

Melodia inaudível

Que trazia de longe no silêncio

Notas soltas que marcavam o tempo

Enquanto o outro tempo tardava

De longe virá mas  não mais cá  chegava

De repente o vento me abraçou

Segredou-me que ele queria descansar

Por não saber o que aqui ia encontrar

Enquanto isso

Eu e o vento, rebolamos pela montanha

Pintamos de verde esperança o nosso abraço que dança

Feliz deitei-me no chão

Ele deu-me a mão

De novo me abraçou e dali para fora me levou

E assim fomos em busca de outro tempo

O que passou já não é

O que virá, poderá nem ser

Então façamos o agora juntos

Eu o vento e este precioso tempo…

Albertina Correia

SERÁ OU NÃO?

13 Segunda-feira Jul 2015

Posted by Albertina Correia in Escrita

≈ Deixe um comentário

transferir (1)

Será a ilusão dona da nossa razão

Ou a razão dona da nossa ilusão?

Caminham cada uma para seu lado

E andam as duas em modo desencontrado

Uma influenciará a outra?

Ou cada qual vive sua ideologia normal?

Então onde nos encontramos nós?

Seremos porventura uma mente

Acorrentada na matéria

Fazendo uma ponte discreta

Entre a razão e a ilusão

Sem sabermos qual delas a mais certa?

As duas donas do inconsciente

Cobertas por nós fisiologicamente

Deve então ser por isso que a matéria se degrada

Porque dia a dia a razão vai informando a ilusão

Que este tempo vai passando

Fazendo-nos crer que o nosso corpo está a envelhecer

E, sendo assim

Porque não envelhecem as ilusões e as razões?

Seremos nós donos delas?

Ou elas donas das nossas transformações?

Albertina Correia

TRANSLÚCIDA

11 Sábado Jul 2015

Posted by Albertina Correia in Escrita

≈ Deixe um comentário

espiritual

Muito escrevo sobre ilusão

Me questionando sempre, se ela o é ou não

Será a nossa realidade

Ou apenas a percepção da nossa verdade?

E, confundo-me por achar que a percepção

É ou não realmente o que sentimos

Em relação a tudo que vemos e ouvimos

Mas, e a mente?

Sem ela não existe ilusão nem percepção

Então a mente

É o baú das nossas verdades

Construidas ao longo de vidas

Que com ela realizamos

As ilusões que percepcionamos

Então em que ficamos?

Ilusão e percepção

Farão parte da mesma junção?

Creio que sim

A mente inconsciente

Faz sempre percurso diferente

Levando até à mente racional

Tudo o que percepiconamos de bem e de mal

E o nosso corpo transporta toda a carga

Para lhe dar forma e vida mortal

Esperando que a outra, racionalmente inconsciente

Percepcione , Iluda

Sem nunca matar o espaço

Que nos funde nesta confusão

Se somos reais ou não

Na dúvida fiquemos com a percepção

Que toda a materia que em nós vive

É apenas nossa ilusão

E fase de conclusão, impõem-se o mistico e a razão

E entre os dois estará sempre a nossa poderosa mente
Essa que nos enche de coisas baratas
Intoxicando a fisiologia do corpo e da mente perdida
Por vezes cremos ser donos dela, mas esbarramos em estados cerebrais
Que são tudo menos normais
E vamos vivendo esta (a)normalidade
Fisiologicamente cheia de inverdade (…)

Albertina Correia

ARRE

30 Terça-feira Jun 2015

Posted by Albertina Correia in Escrita

≈ Deixe um comentário

IMG_3529

Estou tão, mas tão cansada

De pessoas que não valem nada

Que me sugam, e mentalmente me torturam

Quero mesmo ir daqui para fora

Voar em céu aberto

Entrar em outro universo

Pessoas dispersas

Que por não saberem mais

Fazem as coisas sempre mais iguais

Não pensam apenas debitam

E o que debitam é apenas nada

Será que sou eu que estou errada?

Então troquemos de lugar

E eu por aqui me deixo ficar

Porque sem ninguém me sinto mesmo no além

E sozinha, não solitária nem consumida

Não molharei mais a minha cara

Por pessoas que não valem mesmo nada

Tem dias assim e cada vez mais

Se aproximam de mim

Xo, posso estar cansada, mas com discernimento

Me refugio no meu pensamento

Fazendo de conta que tudo é

Mesmo não sendo nem parecendo

Me aguento firme e cansada

Porque já falta pouco para  uma nova alvorada

Albertina Correia

SILENCIO

11 Segunda-feira Maio 2015

Posted by Albertina Correia in Escrita, Sem categoria

≈ Deixe um comentário

transferir

Vesti-me com o  silêncio

Nas asas do meu tempo

Fui por aí, gritando em surdina

Esta vida bruta, por uma vida tranquila

E neste silencio me abraço

Me deixo derreter por entre laços

Amarrados silenciados

Por um tempo já arrumado

Ainda assim

Me visto com silêncio

Viajo no tempo

A fim de me encontrar

E que seja num melhor lugar

Este onde viajo só, medito e penso

Olhando fora e dentro este meu silêncio

(Silêncio)

A. Correia

LER ALÉM

28 Terça-feira Abr 2015

Posted by Albertina Correia in Escrita

≈ Deixe um comentário

IMG_4729

Estou assustada de tudo o que escrevo
E que não entendo nada

Não, não é verdade
Para mim tudo faz sentido, mesmo que não tenham percebido
E tudo que escrevo e registo em algum lugar me foi dito
Pois que não posso escrever, sobre coisas que não sei
Por isso vou acreditar que estive em outro lugar
Esse que me alimenta a alma me deixa calma
Me faz tropeçar em palavras
Com medo que elas desapareçam
E eu não as consiga organizar, da forma que me estão a chegar

Fico arrepiada
Digo e escrevo coisas que não percebo nada
Mas não é verdade, tudo tem um sentido
Apenas me faltam grafismos
Para descrever de verdade
Tudo que vou escrevendo da minha realidade

O mundo esqueceu-se
Que palavras pouco ou nada dizem
É necessário saber coloca-las
De uma forma que não se atrapalhem
E que para quem as escreve e vê
Faça sentido para quem as lê

Fecho os olhos
Sinto a alma
Fala para mim e me faz escrever memórias sem fim
Tenho a mão cansada
Mas não consigo ficar parada
O pensamento corre e não falha
Atropela-se a si mesmo
Buscando mil expressões
Para resolver dizer, e me possa fazer entender

Que estranho
Será ou não?
Não, não é
Escrever é assim mesmo, e terá que ser
Mesmo que com a mão a doer
Mudo de posição
Mas não posso mudar de mão
Certo é que não posso parar
Nem que a tinta esteja a acabar

Estou assustada
A mão não fica parada
Escreve mundos sem fim
Esperando que eu entenda
De onde vem tanta vontade de escrever a minha verdade

Vou parar, vou mudar de lugar
Hoje fui longe demais
E demais é no alem aquele ao virar da esquina
Fazendo-nos imaginar que o agora
Nada tem do alem
Mas é la que quero ficar
Sei ser la o meu lugar
Onde ninguém me aborrece
Me lê, entende e me compreende
Não fazem perguntas, porque as respostas ja são defuntas

E, é no alem que a vida muda de frequência
Deixando-nos inquietos
Para esta vida estúpida
De parvos e de parvoíces
Que só nos sabem trazer chatices

Chego
Fico aqui
Já escrevi o que um dia em algum lugar vivi
E, de mente a fervilhar
Vou pensar para outro lugar
Não me apetece estar mais aqui
Porque o aqui, não tem o aí e o aí
É o meu mais alem
Onde me posso encontrar
Mesmo que não esteja Ninguém nesse lugar…

25/04/2015
Albertina Correia

UM ABRIL DE LIBERDADE REPLETO DE VAIDADE

26 Domingo Abr 2015

Posted by Albertina Correia in Escrita

≈ 1 Comentário

PRIMAVERA

HOJE SONHANDO A LIBERDADE NUM MUNDO REPLETO DE VAIDADE

Hoje estou sentada sobre a minha alvorada

Olhando o infinito, que não é mais que este meu sitio

Esse, onde me refugio, escondo e iludo
Que o mundo é tudo, e sobretudo SURDO

E, sobre a alvorada
De alma molhada
Deixo que escorregue sobre a vida inibida
Que não está, nem me será devolvida

Então
Afogo-me na ilusão de querer o mundo na palma da minha mão
Para dar ao que sofrem, vidas e mundos
Liberta de escravos e vagabundos

Choro em silêncio, no espaço e no meu tempo
E não vou gritar
Porque ninguém vai acordar

Por isso sonho na minha alvorada
Com este mundo de fachada
Onde todos sonham que sonham
Mas ninguém sabe sonhar mais nada
Para este meu mundo algemado, acorrentado fechado
Esperando apenas ser libertado
Quando este tiver morrido
E o verdadeiro mundo tiver nascido

Até lá vou esperando
Lucida da minha razão
Escrevendo sempre para ti
Esperando que leias e interpretes
Ajudes a trazer o que faz falta
Para explodir os idiotas
Enterrá-los debaixo do nada
Como se de esse nada se fizesse a minha alvorada
Que um dia estou certa
Não mais precisara nascer porque este mundo não mais precisará de a ter

Sonho sim, acordada, a dormir
E cansada escrevo meu novo devir
Que vem da minha razão
Que ninguém a entende e muito menos a compreende

Não me interessa
Não preciso viver à pressa
A vida e o mundo é agora
E, agora estou aqui
Escrevendo o que sinto o que vejo e vi
Não importando se foi sonho ou realidade
Porque nada que temos ou vemos é verdade
Mas apenas ilusão
De mentes que vêm com os olhos
Mas não vêm com o coração

Amanhã virá de novo a alvorada
Quiçá ja não estarei tão cansada
Deste mundo que de mim não sabe mesmo nada

Estou assim
Hoje escrevo mais um pouco de mim
Com ou sem razão
Ē a minha forma de vida e a dos outros não

Estaremos em polos opostos
Gritando cada um para seu lado
Esperando que o universo nos junte e nos funda
Recrie uma nova formula

Onde os escravos vagabundos e outros mundos
Sejam reis e não sejam defuntos

Aguardarei até amanhã
E amanhã logo se verá!!!!

25/04/2015
ACorreia

← Older posts
Newer posts →

Sobre Mim

Gosto por viajar, paixão por escrita, delírio pelo universo.

Instagram

No Instagram images were found.

Facebook

Facebook

Site no WordPress.com.

Privacy & Cookies: This site uses cookies. By continuing to use this website, you agree to their use.
To find out more, including how to control cookies, see here: Cookie Policy
  • Subscrever Subscrito
    • albertinacorreia.com
    • Junte-se a 225 outros subscritores
    • Already have a WordPress.com account? Log in now.
    • albertinacorreia.com
    • Subscrever Subscrito
    • Registar
    • Iniciar sessão
    • Denunciar este conteúdo
    • Ver Site no Leitor
    • Manage subscriptions
    • Minimizar esta barra
 

A carregar comentários...