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Author Archives: Albertina Correia

VERBORREIA MENTAL

10 Terça-feira Mar 2015

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

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verborreia

Poderíamos até ser todos iguais!!!!

Cor de pele, cor politica, religião, do mesmo género, e até amigos dos mesmos amigos, mas, isso é impossível, a natureza quis que fossemos todos diferentes, nos credos e fisionomia.

Eis que veio alguém “inteligente” e achou que deveria dar nomes a estas coisas, os negros, amarelos, os de esquerda, direita, centro, os extremistas de um lado e de outro, os altos, os baixos, os loiros, os escuros etc etc etc…

No entanto, por dentro somos todos iguais, emoções, mente, cor de sangue, e à primeira vista até queremos todos o melhor, mas não é para o outro,  mas sim para nós mesmos…

Então, com estes ingredientes todos e que não são poucos, há que criar desordem na “coisa”, a fim de alguns imperarem, e,  até imperam, mas morrem e vão para o mesmo lugar, TERRA, interior dela, e os menos afortunados  até ficam ao relento…

Isto para dizer o quê?

Que estamos em  um ponto de chegada, que nem sabemos qual foi o ponto de partida…

Guerreamos pelas mesmas coisas, matamos pelas mesmas coisas, violamos pelas mesmas coisas, roubamos  pelas mesmas coisas, traímos pelas mesmas coisas, e trabalhamos pelas mesmas coisas…

Pensamos nós que as mesmas coisas,  é para o bem de cada um…

Vejamos só como está o mundo, por queremos apenas o melhor para nós…

Seria bem diferente que quiséssemos o melhor para todos, pois, mas isso é utópico,  dá trabalho mental pensar de outra forma, e assim vamos indo, vindo de um ponto de partida sem saber o ponto de chegada…

(continua)

Por: Albertina Correia

TEMPO SEM HORAS

09 Segunda-feira Mar 2015

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

≈ 1 Comentário

horas

Os dias passam a correr

As horas deixaram de o ser

Tudo, é mesmo nada

E nada, é onde nos afogamos

Por falta do que desejamos

Não vale a pena exaltar a mente

Ela precisa ficar quieta

Tem o direito de poder estar certa

E certa, é uma sintonia com o corpo

Esse que está cansado

Com tantas lembranças do passado.

Paramos, olhamos e perdemos o horizonte

Está diferente, mas não menos imponente

Não é hora de nada

E o quase precisa ficar estagnado

É urgente reviver o passado

Até que ele de cansado

Se volte para outro lado

Deixando livre o presente

Para o viver intensamente

Por: Albertina Correia

SOBRE EMOÇÕES

08 Domingo Mar 2015

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

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Sobre as emoções

DEPRESSÃO

Vontade do sim e do não, tudo na contramão
Esse estado pleno de tudo sem vontade de nada
Que nos arrasa, esquarteja, e nos trama
Não nos dando sequer uma ideia
Mostrando somente um caminho
Para nos fazer sair devagarinho…

Mas depressão cerra-nos a visão
Confunde-nos o tempo
Inunda-nos o cérebro
Atira-nos para o pântano
Esperando que do nada
Sejamos capazes de florir
Como se o nosso estado fosse a fingir…

Não, depressão não dá trégua
Alimenta-se do teu sorriso
Conforta-se com o teu vazio
Fortalece-se do teu tudo
Deixando-te até saudade
De como respirar com vontade…

Fica a vontade dos avessos
De partir e não ficar
Seja neste ou em outro lugar
Diluindo-te a alma
Não te permitindo alinhar ideias
Essas que estão acorrentadas
Esmagadas, atraiçoadas
Por uma qualquer depressão
Que te tira até a vontade
De explicares a tua razão…

Por fim deixas cair os braços
Atiras a toalha ao chão
Escondes o rosto na mão
Ficas prostrada
Porque da vida já não esperas nada…

Ē assim a depressão
Não deixando alternativa
Para procurar uma saída…

Por: Albertina Correia
08/03/2015

03 Terça-feira Mar 2015

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

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VIAGEM

22 Domingo Fev 2015

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

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Vim de longe mas cheguei
Nada trouxe e nada levei
Foi um caminho feito de cor
Com amor e sem rancor
Cheguei
Vazia de momentos
Plena de sentimentos
Uns apertados
E outros descompassados
Querendo voltar para tras
Para viver outra vez
A minha vida
E não a que cada um me fez
Mas estou na última estação
Carregando comigo o vazio
De pessoas sem sentido
Essas que nos consomem
Não nos entendem
Mas nos julgam pelo que são
Ignorando como sempre
Se em verdade o somos ou não…

22/02/2015
AC

FEVEREIRO 21

22 Domingo Fev 2015

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

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2015/02/img_0437.png

Hoje amanheci cedo
Vislumbrei ao longe o sem fim
Da planície e o ceu sobre mim
Corro para separar a terra e o ar
Tropeço , caio
Fico abraçada a assim
Soltando risos sem fim
E de joelhos esmurrados
Me levando lentamente
Sacudo as mãos e sigo em frente
Quero alcançar o que separa a terra e o ar
Que tonta que és
A terra te fez tropeçar
O ar te permitiu respirar
Só assim podes caminhar
Em direção ao por do sol
Onde talvez possas perceber
Que universo
Se alimenta do teu prazer

Albertina Correia
21/02/2015

SINFONIA

20 Sexta-feira Fev 2015

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

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violino

E assim caiu uma lágrima

Escorregou pela corda do violino

Formou uma colcheia

Encheu a sala inteira

Entrou a harpa, espantou-se

Pois a nota andava à solta

Eis que o trombone a quis colocar no lugar

Estava enganado

As flautas juntaram-se e afogaram-no

A Lágrima disfarçada de colcheia

Correu a sala inteira

Mas não estava lá

Rumou para o jardim e ali ficou

Ninguém a interrompeu

Regou as flores

Deu-se ao universo

E desapareceu por completo

In: Poemas

Abertina Correia

SOBRE O AMAR

18 Quarta-feira Fev 2015

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

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poemas12

VI

E de amar fala o poema

Esse que tantas vezes é deixado ao acaso

Ou por não ser correspondido

Ou por não saber ser vivido…

Amam-se com palavras

Sentidas e pesadas

Fundem-se e confundem-se

Laçam-se e entrelaçam-se

Fazendo esquecer o tempo

A verdade e a vaidade

Unem-se sem preconceitos

Amam-se sem “respeito”

Beijam-se tocam-se

Fundem-se e confortam-se

Ai esse amor de poema

Que dilacera o coração

Por não saber ou não ter

Como a ele chegar sem se magoar

Mas amor de poemas é assim mesmo

Pode amar sem magoar

Ouvir sem perdoar

Amar amar amar

Ate virar o mundo de pernas para o ar…

(In: Poemas)

Albertina Correia

PORQUÊ?

18 Quarta-feira Fev 2015

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

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vintage

PORQUÊ?
III
Mas porque se escrevem poemas?
Para viver vidas supremas?
Para viajar no tempo em busca de silêncio?
Para amar sem ser amado?
Desprezar amor oferecido que não é correspondido?
Deixar-se amar com palavras de encantar?
Ou uma forma de estar acordado
Eternizando o presente o futuro e o passado?
Não sim ou talvez?
Poemas serão poemas
Escritos no silêncio do tempo
No barulho do vento
No infinito da vida
Na inquietude da mente
Essa que está sempre ausente
Infernizando a mão
Colocando-lhes uma caneta
Para registar esta vida de treta…

(In: Poemas)

Albertina Correia

IN:POEMAS

17 Terça-feira Fev 2015

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

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meu

Os poemas são as nossas verdades

As nossas vaidades

A nossa petulância

De amar até com arrogância

Fazer de conta que acredita em palavras bonitas

Trazendo o passado ao presente

Fazer o futuro ausente

Esquecer o que não interessa

Escrever e eternizar

O que a vida melhor tem para dar…

Poemas são cantos

Onde nos escondemos

Fugimos e choramos

Rimos e cantamos

Escrevemos verborreias

Essas que nos fazem sentir vivos

Enquanto a vida moribunda

Se esquece que já é defunta…

In: Poemas

Albertina Correia

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Sobre Mim

Gosto por viajar, paixão por escrita, delírio pelo universo.

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