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Category Archives: Escrita

SONHANDO A LIBERDADE III/III

17 Segunda-feira Abr 2017

Posted by Albertina Correia in Escrita

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(…)

A vida e mundo é agora

E, agora estou aqui

Escrevendo o que sinto, o que vejo e o que vi

Não importando se foi sonho ou realidade

Porque nada que temos ou vêmos é verdade

Mas apenas ilusão

De mentes que vêm com os olhos

Mas não vêm com isso coração…

Amanhã  virá de novo a alvorada

Quiçá já não estarei tão cansada

Deste mundo que de mim não sabe nada

Estou assim,

Hoje escrevo mais um pouco de mim

Com ou sem razão

É a minha forma de vida, e a dos outros não

Estaremos em polos opostos

Gritando cada um para seu lado

Esperando que o universo nos junte e nos funda

Recrie uma nova fórmula

Onde escravos, vagabundos e outros mundos

Sejam reis e não sejam  defuntos

Aguardarei até amanhã, e amanhã logo se verá …

Correia, A. (2016) Silêncio; Chiado Editora

Deposito legal n 405888/16

SONHANDO A LIBERDADE II/III

16 Domingo Abr 2017

Posted by Albertina Correia in Escrita

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(…)

Por isso, sonho na minha alvorada

Com este mundo de fachada

Onde todos sonham que sonham

Mas ninguém sabe sonhar mais nada

Sobre este nosso mundo algemado, acorrentado e fechado

Esperando apenas ser libertado

Quando este tiver morrido

E o verdadeiro mundo tiver nascido…

Até lá, vou esperando

Lucida da minha razão

Escrevendo sempre para ti

Aguardando que leias e interpretes

Ajude a trazer o que faz falta

Para explodir os  idiotas

Enterra-los debaixo do nada

Como se, d’esse nada se fizesse a minha alvorada

Que um dia estou certa

Nao mais precisará nascer porque este mundo

Não  mais precisará de a ter

E sonho sim, acordada, a dormir

Cansada escrevo meu novo devir

Que vem da minha razão

Que ninguém  atende , muito menos a compreende

Não me interessa

Não preciso viver à pressa  …

(…)

Correia, A. (2916); Silêncio Chiado Editora Lisboa

Deposito legal n 405888/16

 

SONHANDO A LIBERDADE I/III

15 Sábado Abr 2017

Posted by Albertina Correia in Escrita

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Hoje estou sentada sobre a minha alvorada

Olhando o infinito, que não é mais que meu nosso sítio

Esse, onde me refugio, escondo e iludo

Que o mundo é tudo, mas sobretudo Surdo

E, sobre a alvorada

De alma molhada

Deixo que escorregue sobre a vida inibida

Que não está, nem me será devolvida

Então,

Afogo-me na ilusão, de querer o mundo na palma da minha mão

Para dar aos que sofrem, vidas e mundos

Liberta de escravos e vagabundos

Choro em silêncio, no espaço e no meu tempo

E não vou gritar

Porque ninguém vai acordar…

(…)

Correia, A. (2016); Silêncio da Chiado Editora

Deposito Legal n 405888/16

HORAS DERRAMADAS

14 Sexta-feira Abr 2017

Posted by Albertina Correia in Escrita

≈ 1 Comentário

 

São horas que escorrem

Delapidadas usadas e cansadas

Deixam-se lentamente ou apressadamente

Morrer um dia mais à frente…

E com o tempo que inventam

As horas se multiplicam

Quando cansadas subtraem as  mais usadas

Essas que sem querer caiem  por terra

Sem saberem ficam semeadas

Fabricando mais horas, muitas delas paradas…

E nós que tudo temos

Com elas nada podemos

Ficamos inertes, cansados ou apressados

Em busca de outro tempo

Que não seja marcado a compasso

Não nos tire a liberdade

De viver com esse tempo, roubando o da eternidade

Por isso DALI tinha razão

Pintou com pincéis e tinta

O que poetas escrevem com a mão

Relógios que se derramam

Sobre horas que nunca param…

 

Correia, A (2016) Silêncio

 

 

INDIGNAÇÃO

12 Quarta-feira Abr 2017

Posted by Albertina Correia in Escrita

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Errantes seres, que vagueiam pela estrada do pensamento

Formulando equações e pretensões

Incessantemente buscando soluções

 

Agudizam frases feitas

Em busca da perfeição, do que pensam ser viver

Sozinho, em sem nenhum num ser

 

Não raras vezes ficam pelo caminho

Procurando explicações

De tantas, que tanto existem

Alteradas pelo decorrer, que é o de cada viver

 

Ó errantes seres,

Disso estareis certos

Que da vida louca que fizemos

Mais dela não queremos

 

Mas buscámos incessantemente

Respostas para a indignação

Desta caminhada infrutífera

Pensamos que cheios de razão…

 

Correia, A. (2015 ) Folhas Soltas

INSÓLITO II

11 Terça-feira Abr 2017

Posted by Albertina Correia in Escrita

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Somos ou temos, vidas que sim, ou não queremos…

Somos o que somos, porque também já o fomos…

Somos repetições de vidas passadas

Historias de outros tempos

Que voltamos a viver, depois de cada morrer…

Somos, e apenas somos

Sem somar nem subtrair

Vivendo repitadamente no agora

As vidas e vivências de outrora…

Será o aqui a repetição

Do passado  ausente e do futuro presente?

Será o futuro

A soma do passado e do presente

Da mesma forma, e consentidamente?

Obscuridade da mente

O insólito do pensamento

Que arquiva, regista vive

Morre e volta a nascer

Para de novo a vivenciar

So que em outra era, e em outro lugar…

Do Livro FOLHAS SOLTAS

DÉJÀ VU

10 Segunda-feira Abr 2017

Posted by Albertina Correia in Escrita

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Quem não teve já a noção ou sensação

Que conhece aquele lugar

Que conhece aquela pessoa ?

A isso chamamos déjá vu

E na verdade Isso faz parte do nosso arquivo

Do muito que carregamos

E por isso vemos ou vimos

Porque já tínhamos visto e vivido

Parece até complicado

Mas de complicado apenas temos o consciente

Que está sempre em modo racional

Desfocando-nos do essencial

Que são as cargas que herdamos

E por isso nos identificamos

O que não quer dizer que gostemos …

Mas quem de nós não gosta

Não se chama inconsciente,

Pois que esse tudo sabe e tudo activa

A principal culpada é a razão

Essa que sempre trocamos

A fim de nos dar mais jeito

Quando mergulhados na ignorância

De tudo que não entendemos…

EU E MUNDO

 

 

ESCOLHAS

09 Domingo Abr 2017

Posted by Albertina Correia in Escrita

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Creiamos que tudo tem um sentido

Mesmo se ainda não o tivermos entendido…

Planos, brigas,desculpas e culpas

São caminhos que traçamos

Onde nos escondemos , e que mais cedo, ou tarde teremos…

Nós próprios atrapalhamos a nossa engrenagem

E sem sabermos muito bem

Delas,  atribuímos sempre a culpa a alguém

Esse alguém

Que se denomina  quase sempre por ninguém

Vai acumulando tudo que nele depositámos

Até um um dia despertamos

E percebemos que o caminho longo que trilhamos

Foi culpa de tudo que pensamos, e disso os outros culpamos…

 

EU E MUNDO

 

 

 

CHEIRA A VIDA…

05 Quarta-feira Abr 2017

Posted by Albertina Correia in Escrita

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Cheira a vida, cheira a flores, cheira a amor, cheira a saudade, estes são  os aromas  de verdade…

Quero  estar sempre por perto, e sei que não me foges, nem me enganas, és real, fazes sempre tudo bem, e, não  fazes nada mal…

Por isso te adoro, és paz, silêncio , saudade , mas sobretudo verdade…

Abraço-te, por vezes os braços não me chegam, e tu não podes dar um jeito, mas eu lá me arranjo, e se não for de uma só vez, te abraço ao bocados, e sei que me sentes, e isso te faz sentir bem…

E porque ando sozinha, e não solitária, apreciso a vida que é uma arte, que se detalha em vocês, e vocês todas, diferentes mas imponentes, se detalham em cada nascer, e a todas se conseguem ver e ter…

Sao cúmplices e omnipotentes, deixam-se amar até debaixo do mar, nada pedem, e  muito dão, e eu, e vocês, sempre nos unimos, rimos, abraçamos e festejamos…

A vida é única, uma de cada vez, e sempre que recomeça, me lembro de cada detalhe vosso, para pintar memórias, em telas imaginárias, de vidas de agora e de vidas passadas…

Fica o registo  de vida, de amor, de paz e de saudade, este junção dos aromas de verdade …

EU E A VIDA

O QUE QUEREM QUE SEJAMOS?

04 Terça-feira Abr 2017

Posted by Albertina Correia in Escrita

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É verdade, o que querem que sejamos?

Quem “comanda”, com ou sem intenção, querem os humanos mais robots e os robot’s, mais humanos.

Ao que chegamos!!!

Estão a gastar-se verdadeiras fortunas,  para fazer dos humanos, algo que pensa com ajuda da robótica.

Em contrapartida, gastam-se verdadeiras fortunas, para que os robot’s sejam o mais humanos possível, colocando-lhes tecidos de humanos, e até inteligência artificial, como se de humanos se tratassem, para que pensem como humanos, ao que chegamos!!!

Insere-se mais memoria, colocam-se braços e pernas artificiais (neste campo até se aceita), mas “aceitar” chips no cérebro, para ter acesso a informação,  registar e ampliar memoria, e com isso nos controlar (talvez principal objectivo), é o fim de uma era, que há muito deixou de ser quem é.

Temos a perfeição da humanidade, que estão a matar, para substituir por algo que é o caminho para o abismo (que ate já estamos), descatalogada, despersonificada, desrobotizada e desorientada…!!!

Em suma,  substituir-nos por outra “espécie”, que somos nós, e vice versa.

A quem servirá este propósito?

Em primeira mão, serve   a industria medica, esse lobby que tem dominado o ser humano, de uma forma avassaladora, fazendo-nos crer que deles não podemos abdicar, em prol da nossa (des) saúde, física e mental.

Depois podem servir as grandes fabricas de automatização, inseridas na industria da guerra, e por aí vamos, vendo e assistindo todos os dias ao seu potencial destruidor…

Mas que raio de sentido sem sentido?

O caminho faz-se caminhando, sendo certo que, nesta era já nada somos , nada temos, nada podemos, que não seja pertencer a uma grande massa, que trabalha “conscientemente” nesta industrialização, para ser substituída por outra, que vai continuar a trabalhar para esta industrialização, mas que confusão…

Já não somos mais nada, vegetamos, concordando ou não, esta é a grande questão!!!

 

EU E O MUNDO

 

 

 

 

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Sobre Mim

Gosto por viajar, paixão por escrita, delírio pelo universo.

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