TEMPO QUE PASSA

 

 

 

 

 

 

O tempo que passa fica e marca
Trás todos os dias, dias inteiros
E outros dias, trás pelo meio
Trás conversas havidas
Viagens esquecidas
Pessoas desprevenidas
E dias e dias
É o tempo que passa que fica e que marca
Não deixando margem para outra viagem
Voa e segue pelas ruas fora
Marcando a compasso
O passo descompassado
De pessoas e tempos, deixados pela vida
Enquanto este tempo louco, disfarça e arrelia
Por não sabermos nem termos
Outro tempo com melhor tempo
Com dias horas e segundos
De novas pessoas, vidas e mundos…

O MEU OUTRO EU

 

DE FUGIDA…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sorrio, porque sei que em mim vivo…

Tudo é tão claro, mesmo quando o tempo faz mais tempo

Parecendo por vezes parado…

E não tem problema, o tempo é virtude e mistério

Que não tem segredos nem medos

Por isso sorrio, porque em mim vivo…

E, é bom, apazigua

Lavo a mente com alegria vivida e viva

De tempo, que no tempo, foram outros tempos

Ainda assim, revivo e vivo cada minuto dele

Esvoaça, e por mim passa

Por vezes, fica um pouco, e varre-me os pensamentos

Deixando a mente mais liberta

Para outros mundos e outros alentos…

Coisas de mim e para mim

Que me fazem sorrir, viver, e amar

Tudo desalinhado, mas sempre no seu lugar…

E então, sorrio porque sempre em mim, viverei e vivo…

O OUTRO EU

2011

 

 

 

PALAVRAS SEM NEXO…

 

 

 

 

 

 

 

 

Transbordas de palavras
Afogas-te em pensamentos
Escreves coisas sem nexo
E sem nexo apagas por excesso…
Gritas dentro de um corpo preso
Palavras que ninguém ouve
Colocas em papel
Eternizas o que silenciosamente gritas
Ficas desolado e depois apagas
Como forma de esquecer o que já não queres ler…
Ficas amorfo
Desiludido cansado e introvertido
Dentro de um corpo preso no tempo
Por causa de outro tempo que dentro de ti está escondido…
E caminhas, ora certo ora desorientado
Por vezes, muitas, extremamente cansado
E não sabes o que escreves
Porque o momento que grita dentro
Extravasa, enlouquece o teu pensamento…
depois vem o dia seguinte
Uma página nova para escrever
Será que outra vez palavras sem sentido?
Por certo tudo está correcto
E eu interpreto de forma ligeira
O que na certeza não se descodifica mas  é simplista…

O MEU OUTRO EU

O TEMPO QUE FICA…

 

 

Assim se passa tempo, e de tempos em tempos, lembramos esse maravilhoso tempo…

Fica a vontade de correr atrás da saudade, fica a esperança sobre um tempo que não teve tempo e o que teve, coloriu a vida, mas, e agora como se faz?

Nao se faz, definitivamente não se faz, opta-te por vida presente,  com memórias ausentes, passados já idos, mas que mesmo assim, impulsionam a vida.

Dizem que essa vida é aqui e agora, mas o aqui e agora não seria nada, se não houvesse o antes, nem a perspectiva do depois.

O depois eu não sei, mas o antes alimenta o agora e o agora, é o conjunto de tudo que foi  e que é,  e quando assim é, não existe razão para mudar, a não ser que a razão mude…

Para já, está presente o que está ausente, porque amanhã é apenas perspectiva…

Hoje é assim , depois se verá como será, nada tem que ser, apenas para ser diferente, do que está supostamente ausente…

O MEU OUTRO EU…

DAR PODER, TRÁS CONSEQUÊNCIAS!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

Foi quando demos poder ao tempo, que o tempo se apoderou de nós…

Sim, nunca devemos dar o poder, ao que quer que seja, pois que, a probabilidade de perdermos as rédeas, são muitas.

Ainda assim, lutamos para que ele não nos comande, entre a luta e a exaustão, encontra-se a paciência, a nossa paciência, para tentar perceber, o que foi que fizemos, com o tempo que temos e tivemos.

Esse, quiçá maldito tempo, que nos engole de forma avassaladora, como se dele dependesse cada segundo do que nos acontece.

Somos seres, ditos pensantes, mas por vezes, muitas, iludimo-nos com o que fazemos e da forma como fazemos, pensamos nós que temos o controlo de tudo e de todos, por isso mesmo, somos arrastados em correntes, que não o sendo, nos fazem ir na enxurrada, não restando tempo para mais nada…

Mas, mesmo cansados, lá vamos lutando contra o tempo e horas inventadas, a maioria delas, paradas.

O tempo urge, e nós com ele, lúcidos queremos que abrande, mas ele nos ignora, usa o que lhe demos, sai solto por aí, esquecendo que estamos aqui.

E, foi quando lhe demos o poder, que o tempo se apoderou de nós, agora o tempo, faz o que ele bem entender, onde e quando ele quiser!!!

EU E O MUNDO

FAMÍLIA!?!?!

 

 

 

 

 

 

 

 

Família são aquelas pessoas de que gostamos e que não nos foram impostas.

Família é coisa grande, não serve a qualquer um, nem qualquer um a serve.

Gostamos daquelas pessoas que não sendo do nosso sangue, são da nossa alma.

O sangue entra e sai, a alma permanece e engrandece…

Família é conceito de gente graúda, que sabe onde fica o fim e início, que sabe que pode sempre contar…

O ADN, é especial, não existe igual, porque não foi imposto nem comprado, foi por conexão transcendental…

Família, têm os mesmos objetivos, a Paz, a Tranquilidade, a Igualdade, a Solidariedade, Orgulho, Vaidade, o Saber Estar mesmo Não Estando.

Família não serve a qualquer um, por isso mesmo, muitos apenas têm laços de sangue, que corre conforme dá jeito, que se esvaiam sem que o outro dê conta, que muda de cor conforme as tendências, que gera inveja apenas porque sim, destes não queremos, fiquem com eles…

Porque a nossa Família é imensa, não te tamanho mas de qualidade, por isso mesmo é tão pequena, mas o bastante para nos aconchegar …

Por isto e isso “ tudo vale a pena quando a alma não é pequena” FP

 

EU E OS OUTROS

MEDO!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vivemos na era do medo…
Medo que o tempo se gaste…
Medo de ficar só, mesmo estando acompanhado…
Medo, que o medo se transforme, para outro medo que nos consome…
Tanto e tanto medo, sinal deste tempo, por isso até temos medo que o medo acabe…
Mesmo assim, não saímos deste impasse, para perceber que o medo se pode e deve vencer.
Mesmo assim, temos tempo de sobra, para acabar com o medo e que o medo se vá embora.
Mesmo assim, estamos sós, e mesmo acompanhados estamos tristes e desamparados, mas não tem que ser …
Mesmo assim, existem outros medos, que nos sufocam, mas não tem que ser assim
E mesmo assim, parece que o medo não tem fim…
Sinais destes tempos, onde o medo é arma mortífera para viver aparentemente sem ele, e de tudo se faz para evitar o que o medo trás…
Enquanto isso, anestesiados, nada fazemos e com mais medo, mais inventamos…
Eu não tenho medo, tenho-me a mim, onde habita coragem sem fim…
Nós somos assim…
“Doidos” o suficiente para andar no meio de gente louca, com medo de coisa tanta, que tanta é coisa pouca…

EU E OS O MUNDO

O VALOR DO TEMPO…

 

 

 

 

 

 

Que fizemos nós do nosso precioso tempo?

Ao longo de décadas, tão mal o tratamos, ele era uno, inteiro, dava a volta de um jeito único, sem se importar como se gastava, afinal era uma dádiva…

Aí vieram as pessoas, os compromissos e o tempo começou a ficar sem tempo, então houve a necessidade de ser repartido, para ser melhor vivido, assim se pensa e pensava.

Depois de bem dividido, em dia e noite, lazer e trabalho, parece que ficou a faltar mais tempo, para fazer as mesmas coisas, ao que parece, o tempo esgotou-se…

Tudo o que fazemos com ele, é da nossa responsabilidade, mas o valor dele não é o  de outrora, ficou mais pobre, na medida que percepcionamos, e,  não chega para nada, pensamos…

Nada mais errado, a pressa de viver mais à frente, pausadamente, cronometramente, fez com que ele, o tempo, perdesse o valor que tinha, e tudo a que a ele pertencia, dele foge e fugia, agora estamos mais pobres, não que o tempo tenha encurtado, pois que, com a sua divisão, parece que falta tempo para/e em qualquer ocasião.

Temos que  repor o valor que ele tem e teve, sem medo que ele desça na “bolsa de valores”, porque afinal, estamos de passagem e o que fazemos dele, é o que ele um dia fará de nós, seres desvalorizados, com tempo apressadamente parado…

 

EU E O MUNDO

AMOR É INDIVIDUAL…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O que é isso de amor e amar?
Tenho dúvida que alguém saiba responder, para que todos entendam da mesma forma, nem mesmo o Luis Vaz Camões, que foi quem melhor o descreveu, à luz dos seus olhos e do seu saber, enquanto o que achava sentir ser amor…
Mas, esse amor de Camões, era um amor sofrido, quiçá nem correspondido, por tão contrário que foi “o tal querer não querer” o tal “fogo que arde sem se ver” o tal “contentamento descontente” e tanto mais, que só ele sabia do que sentia e escrevia…
E, todos terão opinião diferente que difere do sentir de cada gente…
E eu, também tenho a minha opinião sobre esse tal amar de amor, ou com amor…
É um sentir para lá do tempo, para lá do firmamento, é um estar bem, de bem estar, é um bem querer, de tanto querer , mas sem dor e sem doer…
É sentir o pulsar das emoções, fora e dentro dos corações…
É sentir emoção até de uma simples canção, como se ela fosse parte do mesmo amor e da mesma sensação…
Amor é amar, por tudo que se mexe e move, sem género e sem idade…
É respirar de alívio mesmo sem fazer sentido
É fundir corpos mesmo estando juntos ou separados
É sentir a plenitude de tudo dentro e fora de si
É ouvir aquela canção, sentir o vento no rosto, o marulhar, o enrolar da areia, a neve, o tempo, sol, o inverno e o verão em qualquer estação…
É estar bem, sem saber o que é estar mal, estando…
É sobretudo amar a si mesmo, como se fosse dois, quando está um para cada lado, sem perder o sentido da vida, porque amar é apenas bem viver, bem estar, bem ser, olhar, sentir, ver…
Amor é vida em estado avançado , onde o que realmente interessa, é completamente desinteressado…
Amor é acima de tudo individual, para assim poder atingir a plenitude …
Mas, esta é minha (mais uma) definição de amar e amor, sem doer e sem dor…

COISAS DE OUTRAS EMOÇÕES

JÁ NÃO HÁ MAIS NADA …

 

 

 

 

 

 

 

 

Já não há mais nada, para além daquilo que temos e conhecemos, o restante, se é que existe, fica por conta do que não interessa, porque  nem o sabemos, apenas supomos.

Seres insatisfeitos, por tudo que pensam ainda dever ter ou descobrir, mas isso é apenas uma questão de vivência.

Na medida em que o tempo conta, percebemos que o que queremos do tempo, não é mais tempo, mas sim tempo de qualidade.

E, se percebemos é porque já o temos, pois que, ninguém pode perceber o que não entende ou conhece.

A nossa medida, com toda a certeza não é a medida do outro, então, quando percebemo de verdade, é porque estamos onde queríamos.

E, quando assim é, já não há mais nada, porque está completo, o resto tiramos de letra com mais ou menos esforço…

PENSAMENTO DO DIA