INCONSCIENTE

RSRSRSRSRRS

Hoje acordei cansada, e,

Fiquei sentada sobre tudo  e sobre nada

E nada nem sequer fazia sentido

Do real sentido em que me encontrava…

Coisas da obscuridade da mente

Para lá do inconscientemente

Que reflectindo e discernindo

O sentido o sentir e o sentada

Não me deixou sair correndo

Nem me permitiu  ficar  parada…

Estes assuntos de mente atribulada,

Que,

Mais valia  estivesse adormecida

Para o irreal sentido da vida…

(mais folhas)

Albertina Correia

ETERNIDADE

ETERNIDADE

A propósito da eternidade,

Dizem os entendidos que é algo sem principio nem fim

Mas se é eternidade, então não pode ser bem assim

Ou será que sim?

Se não sabemos o inicio e muito menos seu fim

De que falamos e escrevemos se nem sequer a percebemos?

Ser eterno pode ser

Simplesmente existir,

Num emaranhado de pensamentos que

Baralha, volve, revolve, complica e implica

Não deixando margem clara

Pare tentar entender

Que eternidade é tudo o que não pode ser

E de eternidade se fala

Por não haver percepção

De tudo que imaginamos sem haver uma razão

Será que sim ou será que não?

(folhas soltas)

Albertina Correia

11/09/2014

O OUTRO LADO

P1140201

Gostaria de voltar atrás

E tentar perceber como melhor se faz…

 

As coisas que a mente 

Inconscientemente tem…

 

Vida que fica para trás

Condicionando para a frente tudo o que se faz…

 

Já era tempo de perceber

Como tudo se processa 

Em cada forma de ser…

 

Mentes perturbadas por vidas passadas

Em lutas constantes 

Buscando no inexplicável

Uma explicação saudável…

 

Mas tudo é mais claro

Se pensarmos sublime mente

Cada pormenor do subconsciente

E não dramatizar o que é para explicar…

 

Coisas que a vida tem

Criadas em outros mundos

Herdados por cada ser

Em testamentos fechados

Como convém a cada um que o tem…

 

Estas coisas de voltar atrás

Para perceber como melhor se faz

Muitas vezes não simplifica

E a maior parte delas complica…

 

(folhas soltas)

Albertina Correia

08/09/2014

 

 

 

 

 

 

 

IMPERFEITA IDIOTA ASSUMIDA

“Laniakea divide-se em duas palavras havaianas: lani, que significa “céu”, e akea, que quer dizer “espaçoso” ou “incomensurável”. Nawa’a Napolean, um investigador de linguística da Universidade do Havai, ajudou a chegar a esta palavra. É uma homenagem à cultura dos povos daquelas ilhas do Pacífico, explica o comunicado: “O nome honra os navegadores da Polinésia que usavam o conhecimento dos céus para navegar no imenso Oceano Pacífico.”

Este nome ajuda-nos então a olhar o céu nocturno e a transcender a Via Láctea, a nossa “cidade”, como referiu R. Brent Tully. Apesar de não vermos os seus contornos, Laniakea não serve uma abstracção, é antes a confirmação de que existem estruturas maiores e mais complexas do que as galáxias, com princípio, meio e fim. Ainda não se sabe como se formaram, porque é que chegaram a esta forma, também nesse sentido o Universo continua a parecer incomensurável. Mas a Terra tem agora a sua morada mais completa.”

E OS DITOS, ENTENDIDOS NESTA MATÉRIA, VÃO TER QUE ME DESCULPAR, IGNORAR (como é obvio) OU ATÉ INTERNAR, MAS, “LANIAKEA” NOME HAVAIANO QUE SIGNIFICA CÉU INCOMENSURÁVEL OU SE QUISERMOS , DESMEDIDAMENTE SEM MEDIDA….MAS ESTÃO TODOS PARVOS OU QUÊ?…

DESCOBRIRAM O QUÊ?

NÃO DESCOBRIRAM MERDA NENHUMA, O QUE TODOS SABEMOS , É QUE O INFINITO É MESMO INCOMENSURAVEL, E NAO ERA NECESSÁRIO GASTAR MILHÕES DE BILIÕES PARA PERCEBER ISTO…

MAS PARA ALIMENTAR UM POUCO MAIS , O QUE É SUPOSTO DAR SENTIDO À VIDA, FAZ FALTA FOTOGRAFAR, ESCREVER, PUBLICITAR, ATRIBUIR PREMIOS, FAZER GRANDES PALESTRAS ACERCA, SER “GÉNIO”, MAS TUDO EM NOME DE UM SENTIDO PRÁTICO PARA DAR VIDA, À VIDA TERRENA…

SERA QUE É MUITO DIFÍCIL DE PERCEBER QUE , O QUE A NOSSA VISTA NAO ALCANÇA, É PRECISAMENTE POR ISTO MESMO, POR NAO HAVER MEDIDA PARA TAL DESMEDIMENTO?

MAS, PARA SER CREDIVEL, DISCUTIVEL, PUBLICITAVEL (de forma credivel) , SAO NECESSÁRIAS MAIS COISAS DO QUE A SIMPLES OBSERVAÇÃO, POR EXEMPLO DE UMA CRIANCA, QUE JA FAZ ESTAS PERGUNTAS MESMO SEM TER QUALQUER “SENTIDO” DO DITO ESTUDO CIENTIFICO…

“Apesar de não vermos os seus contornos, Laniakea não serve uma abstracção, é antes a confirmação”

É DE TAL FORMA, UMA CONFIRMAÇÃO, COMO UM DIA TAMBEM FOI PLUTÃO, PARA EM OUTRO DIA DEIXAR DE PERTENCER A ONDE PERTENCIA…
PARA A CONFIRMAÇÃO SE DESCONFIRMAR…

E ASSIM VÃO, CADA VEZ VOANDO MAIS ALTO NAS AFIRMAÇÕES E CONVICÇÕES, PROCURANDO FORA E MUITO ALEM (500.000 anos luz, pensam eles), JUSTIFICAÇÃO PARA QUE A TERRA TENHA “uma morada mais completa”…

QUANDO A TERRA, É MESMO A UNICA COISA QUE TEMOS, COMO MESMO CERTA, ANTES DESTAS VERBORREIAS…

SERÁ QUE 500.000 MIL ANOS DE LUZ, QUE EU NEM SEI ESCREVER EM KM, E, NEM SEI SE É HUMANAMENTE POSSÍVEL, NÃO ESTÁ MESMO AQUI AO VIRAR DA ESQUINA????!!!!…

AS NOSSAS PERCEPÇÕES PODEM NOS TRAMAR, ESPERO UM NOVO GALILEU, UM NOVO DARWIN, UM NOVO DECARTES, E POR AÍ VAI….QUE BEM PODEM SER ESTES, ENCARNADOS EM OUTROS CORPOS, MEDINDO ASSIM OUTRAS MEDIDAS DESMEDIDAS…

ORA PORRA, MOSTREM-ME ALGO QUE EU NÃO SAIBA E OU NÃO TENHA JÁ PENSADO… SIM PORQUE TUDO ISSO QUE ESCREVEM TER DESCOBERTO, FAZ PARTE DE PENSAMENTOS ABSTRACTOS , COLOCADOS AO SERVIÇO DAS NAÇÕES, PARA JUSTIFICAR OS MILHÕES DE BILIÕES…GASTOS….

PREPOTENTE, EGOCÊNTRICA, DESMIOLADA, IGNORANTE, PRESUNÇOSA, POIS, SIM ESTA SOU EU MESMO, TENHO UM POUCO DE TODOS ESTES INGREDIENTES SIM, EM DOSES SUFICIENTES, PARA NÃO ME SENTIR NEM UM POUCO ENTUSIASMADA COM ESTA “DESCOBERTA” MAL OU BEM INTENCIONADA , EM NOME DE UMA CIÊNCIA TAMBÉM POR ELES INVENTADA…

PS: quero ser internada em Laniakea….se conseguirem rsrsrsrsr

TEM DIAS ASSIM

IMG_0305.JPG

Estou preocupada
E de mente cansada
De tudo que vejo e não digo
De tudo que penso e não sei
De tudo que sonho acordada
E de tudo que preciso falar e fico calada

Estou assim deste jeito, acordada e desacordada
Das coisas que delas não sei, mais que não seja nada

Não escrevo porque sou
Nem escrevo porque quero
Escrevo porque tem que ser
A mente ordena
O olhos mal lêem
A mente acompanha
E tantas de tantas vezes não acredita
Em tudo que escreve e digita

Mas se tudo tem um proposito
E nada é ao acaso
Porque me preocupo eu
Ainda sem saber o que era
E tão pouco aquilo que sou?

O tempo urge
E eu com ele
Desespero e espero
De coisas tão simples
Como da aura da vida
Da mente talvez perdida
Que pensa que pensa, e não pensa
De tudo que em ela permanece e entra
Mesmo sem pedir licença

Desordena o sentido
Reverte revolve
Preocupa e não resolve
Ou resolve desordenamente
Sem permissão consciente…

(Tem dias assim)

Albertina correia
07/09/2014

PARA QUE NÃO SERVIU O HOLOCAUSTO, SERVINDO?

desenhos-de-crianças-no-holocausto-nazista-youtudoaki-02

Todos , ou quase todos nós, sabemos, porque, vimos ou lemos, o que foi o Holocausto Nazi…

Quase todos nós, os que o lemos e vimos, nunca o vai entender na essência, a brutalidade desta prepotência…

Escrever uma folha solta, do que foi uma das consequências,(meu ponto de vista) do outro lado desta podridão mental, é um desafio, e, quiçá, talvez nunca ninguém o tenha feito ou pelo menos publicitado (ainda que, estou crente que talvez sim), em um breve minuto o lado mais branco, deste fenómeno psicótico sem tempo, e que, não mais se esbaterá nos próximos tempos…

Será neste preciso momento , para mim, um pequeno grande desafio, escrever em poucas linhas, a minha linha de pensamento, pois que, da forma que os humanos pensam, julgam e agem, por pensamentos e julgamentos já julgados, podem arrasar esta minha folha solta…

Ainda assim, aqui vai:

Esta etnia judia de seu nome, que psicoticamente foi quase exterminada, mostrou ao mundo, o negro que o mundo é, bem como, o que grupos de pessoas juntas fazem, para no ódio psicotico lutar, pela sobrevivência do amor próprio.

Mesmo nas adversidades, mostradas ao longo de anos, muitos foram os que “venceram”, por admitirem , consciente ou inconscientemente, que o sofrimento não poderia ser uma inutilidade… e não foi…

Em campos ficaram, oraram, viveram, plantaram flores imaginárias, e morreram (muitos), mas unidos por um propósito, que posso chamar, ponto comum convergente, de salvação grupal.

Fizeram uns pelos outros, e por si próprios, o que (quase) tenho a certeza, o não fariam nas ditas situações (a)normais…

Estas campos, estiveram por alguns anos, revestidos de corpos semi-nus e nus de tudo, desde a roupa até ao ego, próprio da (des)civilização, mas vestidos do que é a Alma… Essa alma que fala mais alto, quando já tudo não parece fazer sentido, num planeta materialista, revestido de hipocrisia…

E foram vários os que viveram (e , não, não sobreviveram, porque esse morreram), para prestar testemunho ao mundo, que o mundo tal como foi, está e será, a nenhum lugar vai dar, já que o peso das vestes, a vaidade da luta pelo melhor Ego,se sobrepõe , igual e psicoticamente ao do extermínio Nazi, não deixando a nu a Alma, que tudo sabe, clama e acalma…

Somos por tudo isto (que não é pouco) um planeta repleto de campos de concentração, onde todos os dias , nos exterminamos uns aos outros, por não termos ainda encontrado, o nosso ponto comum de convergência, de salvação grupal…

E, sim acredito, que nesses campos houve muita felicidade, regada de Alma vaidosa, esperando pacientemente, pelo dia de mostrar ao mundo, que o mundo jamais será vivido da mesma forma de quem lá viveu, sobreviveu e morreu…

(…)

Albertina Correia
06/09/2014

FOLHAS SOLTAS

IMG_0301.JPG

Quero revolver o passado, fingido de presente
Arrancar e guardar tudo que foi ausente
Atirar para o espaço
A céu aberto
Aguardar o seu regresso

Imaginando tudo que não esteve
Cada pedaço isolado
Que fazia parte de um passado
Condicionando o presente
O meu, e quiçá o de muita gente…

Tudo tem uma lógica
Tudo são folhas soltas
Que depois de organizadas
Farão parte de mais um arquivo
De todas as coisas passadas…

Essa inquietude constante
Vestida de tranquilidade
Para fingir um presente
De tudo que esteve ausente

Talvez passando a passagem
De um mundo para uma outra margem
Subir em cima do ceu
Atirar para universo o que não é meu
Fingir que nada aconteceu
Espalhar e deixar levar
Tudo que não era para ficar…

Mas um passado revolvido
Fingido que é presente
Não permite caminhar
Daqui para um novo lugar…

Sao muitas folhas somadas
Agora mal organizadas
Vão caindo por todo o lado
Eternizando um passado…

Terei que as organizar
Um outro dia e talvez em outro lugar
Agora cansada quero descansar
Deste presente idealizado
Construído sobre um mau passado…

(Folhas soltas)
Albertina Correia
06/08/2014

ORA ESTA

oraesta

Ora esta,

Se estou aqui sem consciência do que fui lá
Se estive lá sem a consciência do que fui aqui

Que mistério é este que nos volve e envolve
Nos tira o pensamento e nos coloca em abstracto o sentimento?

Ora esta,

A quem devo prestar e pedir contas
Daquilo que sou e nunca quis
E de tudo que quis e nunca fui
De tudo que sonhei ser e não sou
E de tudo que sou sem ter sonhado?

Estes envolvimentos e procedimentos
Acontecimentos em tempos
De tempos volvidos e revolvidos
Que nos acrescentam e nos subtraem
De pensamentos e sinais
Em tudo nada normais
Fazendo-nos crer que afinal
A vida é tudo menos original

Mas ora esta,

Que sem esta não fico mais
Com a outra terei que pensar
Em uma qualquer forma
De nesta ou na outra de tudo me poder lembrar

(folhas soltas)

Albertina Correia
04/08/2014

LUZ

 

image

Um laivo de lucidez
Que vai fazer a diferença
Desta feita, de uma só vez

Ficou tudo para tras
E sei como vou fazer e de como tudo se faz

Olhar em frente e no horizonte
Esquecer planícies e planaltos
Cruzamentos e entroncamentos
Atravessar rios e mares
Nem que seja para ficar onde estas

Rodar o planeta na cauda de um cometa
Seguir quem vai na frente
Esquecer quem vem atras
Dar volta ao mundo inteiro
Na certeza de chegar primeiro

Este laivo,de lucidez
Que aconteceu de uma só vez
Não pode ser desvalorizado
Porque nada ē por conta do acaso
Pode tudo acontecer outra vez
Pelo que agradeço o laivo de lucidez

(Folhas soltas)

04/09/2014
Albertina Correia

 

TEMPO SEM TEMPO

IMG_0271.JPG

O tempo é sempre a melhor razão
Para valorizar
O que em tempos esteve a par e par

O tempo faz e desfaz ilusões
De tudo que pensamos ser razões
De pessoas vivências e sensações

Esse tempo que passa e não fica
Que desperta e ilude
Que se deixa viver
Aparentemente sem razão de ser

É um tempo sem tempo
Que nos consome a alma
Que nos desfaz em pedaços
Que nos une em outro tempo
Que nos deixa escorrer em abraços

Ai, esse tempo e suas razões
Que nos valoriza e oferece sensações
E por fim nos faz entender
Que para sempre não existe
Da forma que julgamos querer…

(Folhas soltas)
Albertina Correia
01/09/2014