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Author Archives: Albertina Correia

PEMAS ( II )

21 Sexta-feira Abr 2017

Posted by Albertina Correia in Escrita

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Quero ficar calada, mas

Amores e desamores não querem dizer mesmo nada…

Poetas contaram, contam e encantam

Com palavras e frases majestosas

Os encontros e desencontros

 

Que deles não sobra mais

E muitas vezes o mais

 

É exatamente mais nada…

 

Esta forma de expressar

Tudo o que passou e possa passar

Não é mais que a vida a desenrolar …

De tão cheia e vazia que está

Atrapalham-se nas palavras

Caiem nas armadilhas, dos escritos e escritas

Muitas vezes um pouco contidas

Por demais conter

Os amores e desamores

De outras vidas vividas…

 

 

Correia, A (2016); Silêncio da Chiado Editora

Deposito legal n 405888/16

POEMAS (IX)

20 Quinta-feira Abr 2017

Posted by Albertina Correia in Diversos

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1º Aniversário 🎊

23/04/2017

 

 

Os poemas são as nossas verdades

As nossas vaidades

A nossa petulância

De amar até com arrogância…

Fazer de conta que acredita em palavras bonitas

Trazendo o passado ao presente

Fazer o futuro ausente

Esquecer o que não interessa

Escrever e eternizar

O que a vida melhor nos pode dar…

Poemas, são cantos e recantos

Onde nos escondemos

Fugimos e choramos

Rimos e cantamos

Escrevemos verborreias

Essas que nos fazem sentir vivos

Enquanto a vida moribunda

Se esquece que já é defunta…

 

 

Correia, A. (2016) Silêncio; Chiado Editora

Deposito legal n 405888/16

A MINHA ESTRADA

19 Quarta-feira Abr 2017

Posted by Albertina Correia in Inspirador

≈ 2 comentários

 

Hoje, a minha estrada estava manchada, com rosa avermelhado, não, não era disso, eram as pétalas tombantes, que abraçavam o vento, e se debruçavam no chão…

Hoje, o dia era como outro qualquer, apenas com pormenores de grande valor, que me fazem gastar mais tempo até chegar a casa…

Preciso de saborear cada pedaço de sua mudança, deste tempo sem esperança…

Refugio-me na objectiva de uma máquina fotográfica, que quer captar todas as delícias, com receio que tudo termine num segundo, e, como se isso as fosse colocar na eternidade…

Claro que não, são apenas fotos, que registam e imprimem, o que a mente apenas retém…

E, porque estes são tempo conturbados, debruço-me sobre estados de alma, refúgio-me em tons, aromas da estação, e finjo que não existe mundo lá fora, apenas o meu, por onde passo todos os dias, e em cada dia, tem sempre mais um apontamento diferente…

Não sou alienada, mas quero me alienar do que se está a passar…

Igoista? Talvez sim, ou talvez não, depende de quem achar, cá por mim, estou bem assim…

Choveu, amanhã irei encontrar a minha estrada, agora quiçá  mais lavada, não que eu quisesse, mas porque a chuva assim o faz, sem perguntar, e até vem a calhar, precisamos de água  para regar…

Nao tem problema, porque as horas correm, o tempo passa, florescem derramam-se, e renovam-se, tudo em silêncio, neste mundo de surdos, ofuscados, ego-istas, depravador etc etc…

Fica a minha estrada, pintada de tons rosa avermelhado, silenciosa e misteriosa, que é cúmplice de uma máquina fotográfica, que regista cada segundo, deste meu caminho e mundo…

EU E MUNDO

 

SONHANDO A LIBERDADE III/III

17 Segunda-feira Abr 2017

Posted by Albertina Correia in Escrita

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(…)

A vida e mundo é agora

E, agora estou aqui

Escrevendo o que sinto, o que vejo e o que vi

Não importando se foi sonho ou realidade

Porque nada que temos ou vêmos é verdade

Mas apenas ilusão

De mentes que vêm com os olhos

Mas não vêm com isso coração…

Amanhã  virá de novo a alvorada

Quiçá já não estarei tão cansada

Deste mundo que de mim não sabe nada

Estou assim,

Hoje escrevo mais um pouco de mim

Com ou sem razão

É a minha forma de vida, e a dos outros não

Estaremos em polos opostos

Gritando cada um para seu lado

Esperando que o universo nos junte e nos funda

Recrie uma nova fórmula

Onde escravos, vagabundos e outros mundos

Sejam reis e não sejam  defuntos

Aguardarei até amanhã, e amanhã logo se verá …

Correia, A. (2016) Silêncio; Chiado Editora

Deposito legal n 405888/16

SONHANDO A LIBERDADE II/III

16 Domingo Abr 2017

Posted by Albertina Correia in Escrita

≈ 1 Comentário

(…)

Por isso, sonho na minha alvorada

Com este mundo de fachada

Onde todos sonham que sonham

Mas ninguém sabe sonhar mais nada

Sobre este nosso mundo algemado, acorrentado e fechado

Esperando apenas ser libertado

Quando este tiver morrido

E o verdadeiro mundo tiver nascido…

Até lá, vou esperando

Lucida da minha razão

Escrevendo sempre para ti

Aguardando que leias e interpretes

Ajude a trazer o que faz falta

Para explodir os  idiotas

Enterra-los debaixo do nada

Como se, d’esse nada se fizesse a minha alvorada

Que um dia estou certa

Nao mais precisará nascer porque este mundo

Não  mais precisará de a ter

E sonho sim, acordada, a dormir

Cansada escrevo meu novo devir

Que vem da minha razão

Que ninguém  atende , muito menos a compreende

Não me interessa

Não preciso viver à pressa  …

(…)

Correia, A. (2916); Silêncio Chiado Editora Lisboa

Deposito legal n 405888/16

 

SONHANDO A LIBERDADE I/III

15 Sábado Abr 2017

Posted by Albertina Correia in Escrita

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Hoje estou sentada sobre a minha alvorada

Olhando o infinito, que não é mais que meu nosso sítio

Esse, onde me refugio, escondo e iludo

Que o mundo é tudo, mas sobretudo Surdo

E, sobre a alvorada

De alma molhada

Deixo que escorregue sobre a vida inibida

Que não está, nem me será devolvida

Então,

Afogo-me na ilusão, de querer o mundo na palma da minha mão

Para dar aos que sofrem, vidas e mundos

Liberta de escravos e vagabundos

Choro em silêncio, no espaço e no meu tempo

E não vou gritar

Porque ninguém vai acordar…

(…)

Correia, A. (2016); Silêncio da Chiado Editora

Deposito Legal n 405888/16

HORAS DERRAMADAS

14 Sexta-feira Abr 2017

Posted by Albertina Correia in Escrita

≈ 1 Comentário

 

São horas que escorrem

Delapidadas usadas e cansadas

Deixam-se lentamente ou apressadamente

Morrer um dia mais à frente…

E com o tempo que inventam

As horas se multiplicam

Quando cansadas subtraem as  mais usadas

Essas que sem querer caiem  por terra

Sem saberem ficam semeadas

Fabricando mais horas, muitas delas paradas…

E nós que tudo temos

Com elas nada podemos

Ficamos inertes, cansados ou apressados

Em busca de outro tempo

Que não seja marcado a compasso

Não nos tire a liberdade

De viver com esse tempo, roubando o da eternidade

Por isso DALI tinha razão

Pintou com pincéis e tinta

O que poetas escrevem com a mão

Relógios que se derramam

Sobre horas que nunca param…

 

Correia, A (2016) Silêncio

 

 

INDIGNAÇÃO

12 Quarta-feira Abr 2017

Posted by Albertina Correia in Escrita

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Errantes seres, que vagueiam pela estrada do pensamento

Formulando equações e pretensões

Incessantemente buscando soluções

 

Agudizam frases feitas

Em busca da perfeição, do que pensam ser viver

Sozinho, em sem nenhum num ser

 

Não raras vezes ficam pelo caminho

Procurando explicações

De tantas, que tanto existem

Alteradas pelo decorrer, que é o de cada viver

 

Ó errantes seres,

Disso estareis certos

Que da vida louca que fizemos

Mais dela não queremos

 

Mas buscámos incessantemente

Respostas para a indignação

Desta caminhada infrutífera

Pensamos que cheios de razão…

 

Correia, A. (2015 ) Folhas Soltas

INSÓLITO II

11 Terça-feira Abr 2017

Posted by Albertina Correia in Escrita

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Somos ou temos, vidas que sim, ou não queremos…

Somos o que somos, porque também já o fomos…

Somos repetições de vidas passadas

Historias de outros tempos

Que voltamos a viver, depois de cada morrer…

Somos, e apenas somos

Sem somar nem subtrair

Vivendo repitadamente no agora

As vidas e vivências de outrora…

Será o aqui a repetição

Do passado  ausente e do futuro presente?

Será o futuro

A soma do passado e do presente

Da mesma forma, e consentidamente?

Obscuridade da mente

O insólito do pensamento

Que arquiva, regista vive

Morre e volta a nascer

Para de novo a vivenciar

So que em outra era, e em outro lugar…

Do Livro FOLHAS SOLTAS

DÉJÀ VU

10 Segunda-feira Abr 2017

Posted by Albertina Correia in Escrita

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Quem não teve já a noção ou sensação

Que conhece aquele lugar

Que conhece aquela pessoa ?

A isso chamamos déjá vu

E na verdade Isso faz parte do nosso arquivo

Do muito que carregamos

E por isso vemos ou vimos

Porque já tínhamos visto e vivido

Parece até complicado

Mas de complicado apenas temos o consciente

Que está sempre em modo racional

Desfocando-nos do essencial

Que são as cargas que herdamos

E por isso nos identificamos

O que não quer dizer que gostemos …

Mas quem de nós não gosta

Não se chama inconsciente,

Pois que esse tudo sabe e tudo activa

A principal culpada é a razão

Essa que sempre trocamos

A fim de nos dar mais jeito

Quando mergulhados na ignorância

De tudo que não entendemos…

EU E MUNDO

 

 

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Sobre Mim

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