• Home
  • Escrita
  • Viagens
  • Inspirador
  • Eventos
  • Diversos

Author Archives: Albertina Correia

ATÉ JÁ

23 Quinta-feira Jul 2015

Posted by Albertina Correia in Escrita

≈ Deixe um comentário

FullSizeRender (9)

Entrei pelo mundo dentro

E, sentada fiquei à espera do tempo

Enquanto por ele esperava

Abraçava o mundo e cantava

Melodia inaudível

Que trazia de longe no silêncio

Notas soltas que marcavam o tempo

Enquanto o outro tempo tardava

De longe virá mas  não mais cá  chegava

De repente o vento me abraçou

Segredou-me que ele queria descansar

Por não saber o que aqui ia encontrar

Enquanto isso

Eu e o vento, rebolamos pela montanha

Pintamos de verde esperança o nosso abraço que dança

Feliz deitei-me no chão

Ele deu-me a mão

De novo me abraçou e dali para fora me levou

E assim fomos em busca de outro tempo

O que passou já não é

O que virá, poderá nem ser

Então façamos o agora juntos

Eu o vento e este precioso tempo…

Albertina Correia

SERÁ OU NÃO?

13 Segunda-feira Jul 2015

Posted by Albertina Correia in Escrita

≈ Deixe um comentário

transferir (1)

Será a ilusão dona da nossa razão

Ou a razão dona da nossa ilusão?

Caminham cada uma para seu lado

E andam as duas em modo desencontrado

Uma influenciará a outra?

Ou cada qual vive sua ideologia normal?

Então onde nos encontramos nós?

Seremos porventura uma mente

Acorrentada na matéria

Fazendo uma ponte discreta

Entre a razão e a ilusão

Sem sabermos qual delas a mais certa?

As duas donas do inconsciente

Cobertas por nós fisiologicamente

Deve então ser por isso que a matéria se degrada

Porque dia a dia a razão vai informando a ilusão

Que este tempo vai passando

Fazendo-nos crer que o nosso corpo está a envelhecer

E, sendo assim

Porque não envelhecem as ilusões e as razões?

Seremos nós donos delas?

Ou elas donas das nossas transformações?

Albertina Correia

TRANSLÚCIDA

11 Sábado Jul 2015

Posted by Albertina Correia in Escrita

≈ Deixe um comentário

espiritual

Muito escrevo sobre ilusão

Me questionando sempre, se ela o é ou não

Será a nossa realidade

Ou apenas a percepção da nossa verdade?

E, confundo-me por achar que a percepção

É ou não realmente o que sentimos

Em relação a tudo que vemos e ouvimos

Mas, e a mente?

Sem ela não existe ilusão nem percepção

Então a mente

É o baú das nossas verdades

Construidas ao longo de vidas

Que com ela realizamos

As ilusões que percepcionamos

Então em que ficamos?

Ilusão e percepção

Farão parte da mesma junção?

Creio que sim

A mente inconsciente

Faz sempre percurso diferente

Levando até à mente racional

Tudo o que percepiconamos de bem e de mal

E o nosso corpo transporta toda a carga

Para lhe dar forma e vida mortal

Esperando que a outra, racionalmente inconsciente

Percepcione , Iluda

Sem nunca matar o espaço

Que nos funde nesta confusão

Se somos reais ou não

Na dúvida fiquemos com a percepção

Que toda a materia que em nós vive

É apenas nossa ilusão

E fase de conclusão, impõem-se o mistico e a razão

E entre os dois estará sempre a nossa poderosa mente
Essa que nos enche de coisas baratas
Intoxicando a fisiologia do corpo e da mente perdida
Por vezes cremos ser donos dela, mas esbarramos em estados cerebrais
Que são tudo menos normais
E vamos vivendo esta (a)normalidade
Fisiologicamente cheia de inverdade (…)

Albertina Correia

O QUE É O FUTURO?

09 Quinta-feira Jul 2015

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

≈ Deixe um comentário

a-agua-e-a-terra

Mas de e em  verdade, o futuro não existe

É pura imaginação para viver a vida com alguma “razão”

A do outro,  a nossa será ou não

Fazemos projectos, programamos

E pacientemente esperamos

Mas esperamos pelo quê?

Pelo futuro?

Ou que os nossos projectos dêem os frutos certos?

Pois não se sabe, o futuro é mesmo daqui a um milésimo de segundo

Que agora deixou de ser vivido, por não ser bem entendido

E assim nos cansamos atirando para a frente

O presente ausente

Fazendo dele futuro porque não foi resolvido

No milésimo de segundo pretendido

Coisas do universo, e de humanos desumanizados

Que sobretudo fazem planos

Dos segundos que inventamos.

E de futuro se trata a vida

Não a que lá está, mas a que é agora vivida

Gastamos maior parte do nosso tempo

A programar mais adiante

O que de verdade acaba por nunca chegar

Da forma que estávamos a pensar.

Então deixemos o futuro lá estar

A passo e passo lá iremos parar

Sem projectos e sem condições

A fim de vivermos o presente

Fazendo o futuro ausente

Albertina Correia

ARRE

30 Terça-feira Jun 2015

Posted by Albertina Correia in Escrita

≈ Deixe um comentário

IMG_3529

Estou tão, mas tão cansada

De pessoas que não valem nada

Que me sugam, e mentalmente me torturam

Quero mesmo ir daqui para fora

Voar em céu aberto

Entrar em outro universo

Pessoas dispersas

Que por não saberem mais

Fazem as coisas sempre mais iguais

Não pensam apenas debitam

E o que debitam é apenas nada

Será que sou eu que estou errada?

Então troquemos de lugar

E eu por aqui me deixo ficar

Porque sem ninguém me sinto mesmo no além

E sozinha, não solitária nem consumida

Não molharei mais a minha cara

Por pessoas que não valem mesmo nada

Tem dias assim e cada vez mais

Se aproximam de mim

Xo, posso estar cansada, mas com discernimento

Me refugio no meu pensamento

Fazendo de conta que tudo é

Mesmo não sendo nem parecendo

Me aguento firme e cansada

Porque já falta pouco para  uma nova alvorada

Albertina Correia

TRUZ TRUZ

25 Quinta-feira Jun 2015

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

≈ Deixe um comentário

IMG_5708

Batem á porta, trancados mal esperamos

Não abrimos, ficamos calados

Saber quem é não importa

Ficamos inertes fazendo ouvidos surdos

As batidas se esvanecem

Nem nos preocupamos em saber

Se a porta é para abrir ou apenas deixar bater

De cansados se vão embora

Quiçá bater em outra porta

Talvez tenham mais sorte, e alguém a abra

Em portas fechadas ninguém entra

Mas também ninguém sai

Pode ser o bem e pode nem ser ninguém

É assim,  ilusões provocam confusões

Na dúvida abra-se a porta

Se vier por bem, fique com o que é e não incomode ninguém

Se for indesejado não releve, volte-se para outro lado

Então, de consciência mais tranquila

Abra-se a porta logo na primeira batida…

Albertina Correia

25/06/2015

STOP

22 Segunda-feira Jun 2015

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

≈ Deixe um comentário

transferir

O navio está a afundar

As ratazanas correm para o mar

No caminho roem-nos os pés

Comem-nos os olhos,

Cortam-nos as pernas, atam-nos as mãos

E atiram-nos para o chão

Só para se poderem livrar do navio que está a afundar

E a nós quem nos vai salvar?

Olho para direita só  vejo ratos

Olho para a esquerda vejo fezes que nauseia

Olho para o centro, cheira mal por fora e por dentro

O navio com buracos por todo o lado

Já nem dá para estancar  tal a força da água a entrar

Salve-se quem puder

Primeiro o Homem e depois a mulher

As crianças são para definhar num buraco ou em qualquer lugar

Parecemos zombies

E desfragmentados corremos para todos os lados

Crentes que existe outro espaço

Onde  nos devolvam a dignidade

Para que possamos  renascer , num novo amanhecer

Onde a criança será esperança

E que os  homens  nunca mais se possam esquecer

Que deste mundo que fizemos , mais dele não queremos ….

In : Verborreias

Albertina Correia

CHEGA

13 Sábado Jun 2015

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

≈ Deixe um comentário


Poiso a caneta

Não escrevo mais a vida de treta

Esta que é a que temos, por a outra desconhecermos

Ou será que escrevemos esta porque é que mais nos afecta?

Entre uma e outra existe um EU

Tentando fazer o equilíbrio

De todo e qualquer assunto desde já adquirido

Mormente se perde na confusão

Do que julga ser a verdade e do que crê ser a sua razão

Entram em conflito

E não se ouve sequer um grito

Estão os três atrapalhados

Sem saber de qual os lados

Que deve andar em frente ou que precisam ficar calados

Mas nem sempre é assim

Um puxa para lá outro puxa para mim

Fazendo pender a balança para o que dá mais confiança

E assim conflituamos

Atordoada por não escrever mais nada

Como se isso fosse a condição

Para calar a mente e o EU sempre em ebulição

Claro que não

Com ou sem papel

Caneta ou pincel

A mente que mente ordenará sempre o que a circunstância

Com ou sem ilusão

Ordenará sempre à mão

Que por sua vez digitará

O que entre uma e a outra melhor se adequará

E então fico assim

Gasto papel , tinta e cetim

Com pensamentos, ilusões,mundos e confusões

Criados por humanos

Que por não saberem ou não quererem

Vivem, morrem nascem

Num mundo por eles inventado

Repleto de confusão do que cremos ser real

Onde tudo é mesmo nada

E nada não tem solução

Para os que escrevem sem aparente razão…
Albertina Correia

11/06/2015

DIA DA CRIANÇA (EU)

01 Segunda-feira Jun 2015

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

≈ Deixe um comentário

images

Mesmo assim, e fazendo jus a mim mesma, ainda hoje vou subir aquela árvore,
“Roubar” fruta do quintal da vizinha sim ,essa que é uma maluquinha.
Vou fazer questão de tocar nas campainhas e fazer de conta que elas tocaram sozinhas.
Vou saltar muro para o outro lado, mesmo que o joelho fique esmurrado.
Terei de levar lenços de mão, para atar nas feridas e limpar as minhas mãos
Ou não, afinal ser criança é ser, sem se importar porque racionalmente criança está-se a borrifar para a malta
Ha ha ha, e viva a minha criança
Quem quiser pode entrar na dança
Tragam apenas imaginação, cordas, bolas, lenços e algodão
Vamos ser réis e rainhas, os mais pequeninos príncipes e princesinhas.
Vamos fazer saltar o mundo, espalhar risos profundos
Porque afinal ser criança é apenas sermos sem pensar que crescemos …

Albertina Correia

EFÉMERO

19 Terça-feira Maio 2015

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

≈ Deixe um comentário

transferir

Tudo é tão efémero, mas efémero é tudo o que temos

Temos muito de tudo ainda que tudo seja nada

Vivemos à pressa e apressadamente em busca de mais à frente

Deixando para trás tudo que vale a pena e que melhor se faz

Mas é assim o mundo que construímos

Vivemos ou apenas sobrevivemos?

Quero acreditar que vivemos com tudo o que temos

Que por ser tão efémero nos deixa tão vazios

E de cabeça perdida buscamos mil explicações

Do que pensamos serem as nossas razões

Qual razão qual explicação

O mundo é tal e qual, por ser demais desigual

De nada vale pensar que poderia ser de outra forma ou até em outro lugar

Porque isso só de pensar dói

Principalmente quando não vemos mais à frente

Então ficamos doridos, esvaziados, sem sentido

Em um mundo por nós criado ou quem sabe até mesmo inventado

Para colmatar as falhas que a nossa mente não sabe

O  nosso subconsciente não admite

E a razão vai solta como um furacão sem saber a direcção

Atropelando tudo e todos fazendo crer que dela depende o nosso viver..

(teorias)

Albertina Correia

← Older posts
Newer posts →

Sobre Mim

Gosto por viajar, paixão por escrita, delírio pelo universo.

Instagram

No Instagram images were found.

Facebook

Facebook

Create a free website or blog at WordPress.com.

Privacy & Cookies: This site uses cookies. By continuing to use this website, you agree to their use.
To find out more, including how to control cookies, see here: Cookie Policy
  • Subscrever Subscrito
    • albertinacorreia.com
    • Junte-se a 225 outros subscritores
    • Already have a WordPress.com account? Log in now.
    • albertinacorreia.com
    • Subscrever Subscrito
    • Registar
    • Iniciar sessão
    • Denunciar este conteúdo
    • Ver Site no Leitor
    • Manage subscriptions
    • Minimizar esta barra
 

A carregar comentários...