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Category Archives: Escrita

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PARA LÁ DO INFINITO

17 Quinta-feira Mar 2016

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Não importa o tempo

Nem tu nem eu nem o vento

Não importa se estamos longe

Perto aqui ou no deserto

Não importa por onde vamos

Se ficamos ou paramos

Importa estar  pensar

E escrever até a mão doer

Importa deixar aqui,

Todas as palavras que escrevo e escrevi

Não as quero levar comigo

Por isso tudo deixo escrito

Não quero ir cheia de coisas por dizer

E factos por acontecer

E caminharei solta leve e  intensa

Pela estrada inventada sem margem e sem viragem

Seguirei o caminho certo

De mim nada ficará que não sejam palavras

Escritas e inventadas

De vivências e de vidas passadas

Que hoje são o presente

Porque  amanhã já não sei como  será…

 

Eu e o Universo

Albertina Correia

 

 

 

 

Escrito por: Albertina Correia | Filed under Escrita

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QUE TEMPO ESTE!!!

16 Quarta-feira Mar 2016

Posted by Albertina Correia in Escrita

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Existe um tempo para tudo,

E com ele, muitas vezes nada fazemos

Corremos incessantemente em busca da corrente

A corrente é para onde todos vão, eu NÃO

Sou contra a maré

Quando ela vai eu fico

Quando ela vem eu vou

Não me interessa, gosto de viver sem pressa

Afinal isto aqui é uma questão desse tal tempo

Onde de vez em quando arranjamos mais dele

Para depois, dele não querermos…

Que assunto mais estapafúrdio

Estas coisas de escrita e de pensamentos

Revolto e envoltos no tempo

Fazendo-nos querer que este mundo é somente para viver…

Mas não é, esta frase é para ir conta a maré

Pôr a pensar no impensável e no pouco provável

Provavelmente a tarefa nem é diferente

Pensamos porque somos e estamos

Sem consciência do que  verdadeiramente se é

Portanto recuso-me a ser mais igual

Prefiro contrariar corrente

Que me deixa aqui e leva consigo a gente…

Hoje é assim ,amanhã logo se verá…

 

Em Volta do Mundo

Albertina Correia

 

 

 

AS EMOÇÕES

15 Terça-feira Mar 2016

Posted by Albertina Correia in Escrita, Sem categoria

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MEU EU

 

Não está em mim viver presa a emoções

Que sendo ou não mais nobres

Me encharcam, sufocam e matam…

As emoções são como vulcões adormecidos

Que depois da confusão voltam a ficar dormidos…

As emoções são apenas nossas

Delas fazemos o que queremos

A invasão não está na ordem do dia

E a ordem do dia é dizer sempre não

Não

A tudo que nos turva

A tudo que nos confunde

A tudo que dentro não é claro

E que viva a emoção, ela será sempre a minha razão

Mas na dúvida, o melhor será sempre um NÃO…

 

A Mulher e o Mundo

Albertina Correia

 

 

 

 

SEXO VS AMOR

11 Sexta-feira Mar 2016

Posted by Albertina Correia in Escrita

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Sexo, pois é, sexo esse que é encontrado  no imediato, que  não pensa, age de forma inconsciente, e pode deixar má ressaca.

O corpo se baralha num mesclado de suposições, para aliviar a tensão de momentos, quiçá também da confusão…

Mas o amor, há o Amor, esse que tudo pede , tudo dá, tudo entende, mesmo quando tudo está aparentemente ausente…

As mãos, não sabendo, vão escorregando por todo o caminho, e devagarinho vão tacteando o que vão encontrando…

Há, o rosto, esse que fecha o olhar serra os lábios, e se deixa deslizar enquanto a musica não acabar…

A musica, essa musica,  que toca sem se ouvir, as notas saem soltas, vão contra tudo que encontram e explodem numa sinfonia cheia de aroma prazer e harmonia…

Há, essa harmonia, que não está de acordo com nada que é suposto, são os olhares em contra mão, e a mão escorregando pelo corpo deitado, exausto mas não cansado…

Assim é o amor, que tudo pode, tudo entende, tudo dá, sem nada pedir que não seja a medida exacta da dose aparentemente  abstracta…

 

A mulher e o seu Mundo

Albertina Correia

 

 

 

PODERIA!?!?!

09 Quarta-feira Mar 2016

Posted by Albertina Correia in Escrita, Sem categoria

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Poderia até parar, não falar, nem sequer olhar

Poderia imaginar que era mentira, mesmo sendo ironia

Poderia dizer que a vida não é a valer, mesmo estando a acontecer

Poderia fazer de conta, quando o que conta não é nada

Poderia andar neste, ou em outro lugar

Mas o mundo é aqui e agora, e sendo assim, vou continuar a caminhar

Certa que,  tudo penso,  tudo digo, tudo faço, e, sem choro nem lamento

Porque a vida está a acontecer neste preciso  momento…

“A mulher e o mundo”

Albertina Correia

 

 

SE PUDESSE ESCOLHER VOLTARIA A SER MULHER

08 Terça-feira Mar 2016

Posted by Albertina Correia in Escrita, Sem categoria

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Se eu pudesse escolher, com toda a certeza voltaria a ser mulher…

Já não faz mais sentido evocar o passado, que passou

Dele não mais teremos , apenas e só, se quisermos…

Tudo tem um tempo de luta, que vai ficando para trás

Importante é valorizar o agora e deixar o passado arquivado

Sem nunca esquecer interiormente, quem nos fez estar neste presente…

 

Hoje somos mais nós, já não andamos tristes e sós

A luta de agora e os tempos de outrora

Já nada têm a ver,

Façamos desta herança nossa vivência em permanência

Porque outras vidas que tivemos mais dela não queremos

Hoje apenas se deve assinalar

Para que esta data não se esfume pelo ar…

 

Mulheres e o Mundo

 

Albertina Correia

08/03/2016

 

 

 

 

 

SOMBRAS PRESENTES

03 Quinta-feira Mar 2016

Posted by Albertina Correia in Escrita

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Foi o melhor tempo, voou com o vento

Destapou planícies e montanhas

Varreu as pegadas impressas

Restando agora sombras de nós, tristes e sós…
Ainda bem que pensei com leveza

Varri a tristeza

E mais só, caminhei pela calçada

Imprimindo meus passos acertados

Deixando para trás outros descompassados…
Outro tempo novo regressou

Entrei nele

Cobri planícies e montanhas esverdeadas

Caminhando sem destino

Saboreando seu caminho…
E de regresso ao meu ninho, fico mais presente

Esquecendo o passado que ficou ausente

Que não fará mais parte do  futuro

Por isso vou caminhando

E com leveza vou meditando…
Afinal são tudo sombras do tempo

Que por vezes nos tiram o Sol

E nós, que nem sempre necessitamos dele

Abraçamos as nuvens

Mergulhamos nas sombras

Reflectimos, discernimos e prosseguimos…
Albertina Correia

Correia, A. (2016). Silêncio. Lisboa: Chiado Editora

OLHAR SOBRE MIM

24 Quarta-feira Fev 2016

Posted by Albertina Correia in Escrita

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O tempo passa

Nós que tudo queremos, com ele nada podemos

Ainda assim, olho para mim

O olhar de outrora permanece e enternece

O que fui e o que sou,  em tudo  nada mudou

De menina travessa a mulher discreta

O  olhar que mata e penetra

E a  vontade de estar quase certa…

Correr de novo pela estrada, atirar-me para a calçada

E ficar feliz mesmo que esmurre o nariz…

Esse tempo que já passou comigo tudo deixou

As marcas são as dele

Por fora é o que se vê

Por dentro é sempre bom o  momento

Onde me refugio, e muitas vezes grito ao mundo

Que ele é tudo e sobretudo surdo…

Não tem mal algum

Viajo para lugar nenhum

O que permanece está em mim

A essência é como um jardim

Onde moramos rimos e dançamos

Sem explicações

Viajo no tempo sentada no vento

E olhem de novo para mim, serei feliz até ao fim…

Albertina Correia

 

 

 

 

 

HOJE XXI-II

21 Domingo Fev 2016

Posted by Albertina Correia in Escrita, Sem categoria

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HOJE

Contrariando as tendências de meio Sec. , hoje, o Sol brilha…

Nem sempre foi assim, e também  não é importante…

Mas o que sempre foi, apenas se nota pela diferênça, por isso fica o registo…

Foram muitos anos, muitos dias,  muitas horas e milhões de segundos

De caminhada feita, registada, de vida contrariada

O que fica é o silêncio, do mundo que carrego dentro…

E, é bom, porque lá, mora a vida que eu sou e quero

E não a que cada um me faz , sempre que seus desejos se alteram

Vou vivendo “duplamente”, a minha vida e a de outra gente

O que conta é o que estå em mim

O que sobra , nao é nada, rescaldos de vida asfixiada,

Em  que faço de conta que acredito em tudo que me é dito

Hahaha, eu nao sou bipolar

Mas se assim  for mais preceptivel

Então serei tudo  isso , e mais o que se achar, para a mim me justificar…

Mas hoje não interessa para nada

Está sol de madrugada, neblina na saida, e chuva na alvorada

E em tudo isto estou Eu,

Envolvida, resolvida, sozinha e acompanhada

Portanto venha tudo do meu universo

Porque ele comigo faz zempre tudo certo…

21/02/1963

Albertina Correia

HISTÓRIAS DO SEC. XIX

09 Terça-feira Fev 2016

Posted by Albertina Correia in Escrita

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“A LATA DE SARDINHA”

Naquele tempo (século passado) a vida era dura, quem fosse nascido em berço de ouro, de ouro seria sua vivência, para os que nasceram num berço qualquer, tinham que se fazer à vida.

E fazer à vida não tinha idade, o dinheiro tinha que entrar , fosse  de que forma fosse, dinheiro esse apenas para matar fome.

E foi neste cenário, muito antes  do 25 de Abril de 1974, que Fernanda, a filha  mais velha de sete irmãos , teve que deixar sua cidade pequena, e com 16 anos rumar ao Porto, para servir em casa de Fidalgos (assim se dizia).

Estando ela na estação de comboio, esperando pelo mesmo, que demorava, ou ela de ansiosa chegou cedo demais, que a fome  começou a apertar.

O único dinheiro que tinha eram 2$50 (vinte e cinco tostões), que haviam  sobrado do bilhete de comboio, e foi com este único montante,  que entrou numa mercearia, para com ele comprar algo que lhe matasse a fome, até chegar à casa dos fidalgos no Porto.

Diz rapariga, disse um homem de meia idade de dentro do balcão.

Senhor por acaso vende latas de sardinha em conserva?

Claro que vendo porquê tens dinheiro para comprar?

Vinte e cinco tostões (2$50) chega para uma lata?

Mostra lá o dinheiro, vocês sabem muito.

Quando viu que a miúda não estava mentir pegou no dinheiro e deu-lhe para a mão um lata de sardinha.

Senhor, desculpe, esta lata de sardinha é em azeite ou tomate?É que eu não sei ler, e não gosto de tomate.

Claro que é em tomate , e agora põe-te a andar daqui para fora.

Toda contente Fernanda, veio para fora da estação e começou a abrir a lata, qual o seu espanto quando viu que as sardinhas estavam mergulhadas em tomate.

Muito triste , voltou à loja para reclamar.

Senhor, eu disse que não gostava de tomate, e vossemecê deu-me a sardinha em tomate, eu não gosto e tenho fome.

Olha não querem lá ver a pirralha, abre a lata de sardinha e agora quer que eu a troque era o que havia de faltar.

Mas Senhor, eu disse que não sabia ler, e que não gostava de tomate.

Olha vai fazer queixa à policia, mas põe-te a andar rápido daqui para fora antes que eu me chateie.

Fernanda de cabeça caída, triste,  com fome e sem dinheiro saiu da loja sem dizer mais nada com a lágrima no canto do olho.

Mas, de repente a esperança regressou, avistou ao longe um policia e foi ter com ele a contar o sucedido.

Que tinha ida à mercearia comprar uma lata de sardinha em azeite, e o dono a tinha enganado, dando-lhe uma em tomate.

Que faço agora Sr Policia?

Olha lá pequena, para eu fazer alguma coisa, tens que apresentar queixa naquela esquadra, e apontou para a fim da estação.

E como é que faço isso, perguntou a pequena

Pedes a quem lá estiver para escrever o que se passou, depois pagas e trazes o papel para irmos à mercearia resolver o teu problema.

Mas Senhor, quanto custa o papel que tenho que ir buscar?

A apresentação da queixa custa 2$50 (vinte cinco tostões).

Ora se eu tivesse 2$50, não ia apresentar queixa, comprava outra lata de sardinha,mas desta vez em azeite.

E foi assim a viagem até ao Porto,  sem nada na no estômago desde muito cedo.

Tempos difíceis, onde quem deveria zelar pelo povo, usava o povo.

E se fosse nos dias de Hoje?

Talvez se estivesse a discutir um IPad ou Iphone, ou outra coisa qualquer apenas para matar o tempo, e com os papás a meterem acções em tribunal por abuso.

Correia, A. (2016). Sinais dos Tempos. Lisboa: Chiado Editora

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sobre Mim

Gosto por viajar, paixão por escrita, delírio pelo universo.

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