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Category Archives: Sem categoria

ORA ESTA

04 Quinta-feira Set 2014

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

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oraesta

Ora esta,

Se estou aqui sem consciência do que fui lá
Se estive lá sem a consciência do que fui aqui

Que mistério é este que nos volve e envolve
Nos tira o pensamento e nos coloca em abstracto o sentimento?

Ora esta,

A quem devo prestar e pedir contas
Daquilo que sou e nunca quis
E de tudo que quis e nunca fui
De tudo que sonhei ser e não sou
E de tudo que sou sem ter sonhado?

Estes envolvimentos e procedimentos
Acontecimentos em tempos
De tempos volvidos e revolvidos
Que nos acrescentam e nos subtraem
De pensamentos e sinais
Em tudo nada normais
Fazendo-nos crer que afinal
A vida é tudo menos original

Mas ora esta,

Que sem esta não fico mais
Com a outra terei que pensar
Em uma qualquer forma
De nesta ou na outra de tudo me poder lembrar

(folhas soltas)

Albertina Correia
04/08/2014

LUZ

04 Quinta-feira Set 2014

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

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Um laivo de lucidez
Que vai fazer a diferença
Desta feita, de uma só vez

Ficou tudo para tras
E sei como vou fazer e de como tudo se faz

Olhar em frente e no horizonte
Esquecer planícies e planaltos
Cruzamentos e entroncamentos
Atravessar rios e mares
Nem que seja para ficar onde estas

Rodar o planeta na cauda de um cometa
Seguir quem vai na frente
Esquecer quem vem atras
Dar volta ao mundo inteiro
Na certeza de chegar primeiro

Este laivo,de lucidez
Que aconteceu de uma só vez
Não pode ser desvalorizado
Porque nada ē por conta do acaso
Pode tudo acontecer outra vez
Pelo que agradeço o laivo de lucidez

(Folhas soltas)

04/09/2014
Albertina Correia

 

NÓ

28 Quinta-feira Ago 2014

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

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no

Existe um EU em mim

Que se sobrepõe ao Eu em nós

É  um EU repleto de tudo

E quem nem todos nós aceitamos

É um Eu reforçado de ideias e ideais

Que vagamente é compreendida

Pelos ditos comuns mortais

É um Eu mormente confundido com Ego

Mas de Ego, só tem a sobreposição

Dos que dela fazem a intenção

Mas, é esse Eu que faz de mim

Quiçá a loucura de todos nós

Essa loucura desassossegada

Que ofusca a alma calada

De quem entra na nossa esfera

Esperançados que o meu Eu

Se simplifica em todos nós…

No entanto, nós, 

Vivemos “intensamente” 

Esta vida resguardada, disfarçada

E a maior parte das vezes até trancada

Tudo para não mostrar o Eu 

De tudo aquilo que julgo ser

E a maioria  das vezes até sou…

(folhas soltas)

Albertina Correia

29/08/2014

 

 

 

 

 

SUBVERSÃO

26 Terça-feira Ago 2014

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

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caminhos

 Um caminho

Um destino

Um horizonte

Pegadas gastas pelo tempo

Por um destino traçado

Sobre um horizonte manchado

De tudo que não faz sentido

Num caminho subvertido

Ao encontro de um imaginário

Para alem deste mal fadado

E que esta mais que ultrapassado

Seja no tempo ou no espaço

Mas que não morre , nem pelo cansaço…

 

(folhas soltas)

Albertina Correia

26/08/2014

 

 

 

 

 

 

 

OCULTO

26 Terça-feira Ago 2014

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

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oculto

Hoje entrou “alguém”
Pela minha mente dentro
Não tinha rosto nem corpo
Baralhou-me o pensamento…
Mesmo achando estar “certa”
De tudo que cá tenho dentro…

Não pude argumentar…
Não pude questionar…
Apenas pude reflectir
Em tudo o que estava a sentir…

Deixou tudo em estado de sítio
Para eu recolocar
Terei que me transcender
Catalogar e,
Arquivar o que tem que ficar…

Usar a imaginação
Recriar argumentação
E nada questionar
Porque
“Alguém” entrou mente dentro
Sem rosto nem corpo
E não pretendia mais nada
Que não fosse, a minha vida
Muito mais simplificada…

“Alguém” entrou e tinha razão
A vida não é mais que um sopro de vento
Sem tempo
Sem memoria
Que não seja o presente
Do mais importante que se sente…

(Folhas soltas)
Albertina correia

26/08/2014

AMANHECER?

25 Segunda-feira Ago 2014

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

≈ 3 comentários

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Amanhecer é:

Acordar para mais um dia

De uma noite em que tudo acontecia…

Vontade dos avessos

De não ser e de não ter

Mais que não seja a existência

Daquilo que é a sua permanência

Tem dias e tempos intermináveis

Onde cada segundo tem a longevidade de horas 

Onde a vivência é mais intensa

Seja na felicidade e muitas vezes na irrealidade

Não, nada é irreal

A mente só pode sonhar

O que consegue visualizar

Mas nada é tão louco e existente

como a vontade de estar presente

Assim pode acontecer

Em cada amanhecer, na extensão do anoitecer

Pois não  existe divisão do que achamos ter razão

Por isso mesmo, nem noite nem dia

Mas sim, cada momento vivido intensamente

De tudo que esta arquivado

No presente , no futuro e no passado…

(folhas soltas)

Albertina Correia

25/08/2014

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ILUSÃO

23 Sábado Ago 2014

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

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Não, não vás

Já não existe caminho para caminhar

Todo ele ficou para trás

Terás que o reinventar  …

Não, não estejas aqui

Não tem espaço para respirar

Está estrangulado

E acorrentado ao passado…

Vai, vai de uma só vez

Não trilhes caminhos cruzados

Vai apenas pela tua rua

Ignora que ela é só tua…

Não, não pises o risco

Ele separa a verdade da irrealidade

Não confundas o ser com o ter

O passado com o presente

O ir com o voltar

E o adormecer com o despertar…

Definitivamente não venhas

Não existem sequer as pegadas

Impressas no tal caminho

Tu já não as podes ver

Porque já não estas desperto 

Terás  que as reinventar 

Seja em outro caminho

E num futuro despertar…

 

Albertina Correia

(folhas soltas)

23/08/2014

 

 

 

 

CADA UM

20 Quarta-feira Ago 2014

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

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Cada um, caminha pela estrada de um jeito que só ele sabe…

Cada um, age e reage da forma que consegue e julga saber, por não saber muito mais…

Cada um, faz parte de um todo, que anda convencido da própria razão , sem se abstrair, não conseguindo assim alcançar a  razão do outro…

Comumente, vão dando murros em pontas de facas, como se de uma parede maleável se tratasse… 

Cada um , deveria socar-se a si mesmo, por achar que pode mudar o outro, pois que, ninguém muda por intervenção   alheia, a menos que seja interesseira, o que faz dessa mudança apenas passageira…

E, quando casualmente muda, engana-se,  enganando também o próximo, quando objectivo esta atingido, socorro porque as pessoas são falsas….

As pessoas são todas falsas, ao seu jeito, umas lesam, outras nem tanto, depois fica o vazio, por acharem que todos estavam correctos…

Pois é, a vida  ou vivência é assim mesmo, não passamos de animais (mal)domesticados, para camuflar a  podridão,   coberto de ego …

Ego esse que todos temos, uns mais que outros, dependendo do estado evolutivo, mas, nunca a zero, a sociedade é tramada…. Ela faz seu ego se superpor, mesmo quando o julgava (quase) extinto….

Mas cada pessoa caminha do um jeito que é só seu, pena que não caminhe apenas pela sua rua, e queira atravessar-se nas ruas dos outros…

Mas cada um é um ser único, unicamente à deriva…

Albertina Correia

20/08/2014

(Retalhos)

SER MÃE

19 Terça-feira Ago 2014

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

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Ser Mãe, é ter a tarefa mais difícil da vida…
Fazemos o que achamos melhor para e pelas suas vidas, e para que se machuquem o menos possível…
Ser Mãe , é fazer o melhor que se sabe, pois que não se tem um manual de instruções, é estar atento a agir em conformidade, para que os seus percursos sejam o menos atribulado…
Ser mãe é querer ficar doente em vez do filho, é querer abrir o mundo ao meio para passar as pessoas mais importantes (filhos), é fazer tanta coisa, que no meio de tanto, sai tanta verborreia desnecessária…Ser Mãe é anular-se vezes sem fim, mas com satisfação…
É chamar a atenção, tantas quantas as vezes necessárias, para que os danos se minimizem, é dar incondicionalmente, é querer receber na mesma medida se puder ser, porque quando não é, mãe fica do mesmo jeito, com mágoa mas no mesmo foco…
Ser mãe é ser e ter o mundo aos seus pés, sem norte, mas confiante de onde está o sul…
Ser mãe, é se alegrar com as escolhas dos filhos, partilhar as escolhas dos filhos, mesmo quando essas escolhas e partilhas não eram exactamente o que as mães haviam idealizado…
Pois é, mas ser mãe é deixar ser filho também,…
Mas quando se é mãe, com a sobrecarga de se ser pai também, tudo se complica a quadruplicar quintuplicar e por aí vai…
É fazer tudo que uma mãe faz, acumulando as tarefas o que o pai deveria fazer, e ter o discernimento de saber separar as águas, tarefa super difícil…
Esforço emocional descomunal, por vezes (muitas) mal compreendido, mas mães não têm manuais de instruções, muito menos o manual de pai…
Ficamos então com a nossa intuição feminina, maternal, humana, o restante deixamos também na nossa intuição que deveria ser a masculina, mas não se tem tudo, então faz-se o melhor que se sabe…
O resultado é fascinante, mas não em todos o filhos, por isso as mães sempre se penalizam pensando que nunca fizerem o seu melhor, que poderiam ter feito sempre mais qualquer coisa, ou chegar à conclusão que deveriam ter feito muito menos…
Mas. os filhos são dispares, temos que aceitar que fizemos sempre o melhor a pensar no melhor, e os filhos têm que aceitar como sendo o melhor, mas este melhor apenas será valorizado (por alguns) quando eles também, tiverem filhos…
Para valorizar Mães, em muitos casos só é possível, quando se for mais uma…
Assim é ser Mãe…

Albertina Correia
19/08/2014

DUALIDADES

15 Sexta-feira Ago 2014

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

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DUALIDADES

As verdades que separam
A altivez da sensibilidade
Têm cunho cravado
De anos passados…

Devemos assumir a diferença
Porque ela é também nossa pertença
E
Rouba a nossa liberdade
Tal como a nossa genuinidade…

Essa que se infiltra em nós
Que não nos deixa ser como somos
Faz com que nos sintamos
À margem da nossa verdade

Verdade que só cada um pode alterar
Mas que não lhes é permitido sonhar

Quando caímos na tentação
De ser nós mesmos com todos a nossa pretensão
Mormente somos confundidos com hipocrisia
Da verdade que anda contida…

Albertina Correia
15/08/2014

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