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Category Archives: Escrita

POR ESTES DIAS

24 Sexta-feira Abr 2015

Posted by Albertina Correia in Escrita

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eden

Mas que cansada de tudo e de nada

Não me apetece caminhar e não me apetece ficar parada

Não consigo entrar na vida

E não consigo perceber porque me encontro perdida

Nada faz sentido, ou o sentido  será mesmo nem ter sentido

Já não sei o que digo ou escrevo

Quero adormecer de uma só vez  e não acordar da sensatez

Para esta vida que eu não sei nem quero  lidar

Estou acordada e desacordada

Para tudo que talvez faça sentido

Ou não faça sentido de nada

Vou dormir como o comum mortal

Entregar-me no tempo, sonhar com o vento

Esperar que ele de cansado me deixe enrolada

Nos meus sonhos da madrugada

No meu Eden é onde me compreendo

Por não receber interferências dos que pensam que pensam

E nada pensam do que sou e sonho

Estou assim virada para o meu jardim

Quero ir embora sozinha pela estrada fora

E  deixar que percebam

Que se não regressar é mesmo porque não quero voltar

Por estes dias será assim não me roubarão de mim

(estados de alma)

Albertina Correia

UMA VONTADE

21 Terça-feira Abr 2015

Posted by Albertina Correia in Escrita

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2015/04/img_5689.jpg

Tenho vontade de um tudo
Que esvazia o coração
Dá voltas à minha cabeça
E arrelia minha convicção
Não sei do que falo e penso
Nem da vontade que trago
É um vazio imenso
De um tudo complicado
Coisas da alma e da mente
Da imaginação e suposições
De cargas acumuladas
De mentes bem perturbadas
Que não sendo têm que ser
Que não fazendo devem fazer
Que não estando devem estar
Com a mente bem certinha
Para viver neste lugar
Onde todos fazem de conta
E o que conta é a aparência
E em verdade se diz e faz
Tudo o que não se precisa fazer
Mas está montada a forma
Para à forma se pertencer…
Terei que contrariar
Agora não me apetece pensar
Amanha será outro dia
E com a mente mais vazia
Pensarei o melhor jeito
De resolver tudo a preceito…

Albertina Correia

21/04/2015

TEMPO INFINITO

27 Sábado Dez 2014

Posted by Albertina Correia in Escrita, Sem categoria

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Gosto e gostarei de ter o tempo

Esse,

Que nos leva e acrescenta

Cada minuto que ele representa

Tempo somado ao infinito

Tirando  todos os dias

Mais um pedacito

Que tempo é este

Que somando se subtrai?

E nos ilude que dele é o que há mais!!!

Tempo sem fim, dia a dia ditando

Que ele está acabando

Vivemos apressadamente

Em busca de mais à frente

E, mais à frente é o vazio

De tempo ainda não vivido

Tempo e mais tempo

Que nos desfaz em sensações

De mundos de ilusões

Vivendo apressadamente

O que deveria ser

Pausadamente

Saborear cada bocadinho

De tudo  que se travessa

No  nosso longo caminho

Não deixar à mercê da mente

Que raciocina levianamente

Sobre o tempo que desconhece

E

Pensar mais intensamente

Na mente do inconsciente

Lá,

Tem tanto tempo arquivado

Do presente do futuro e do passado…

(estados de alma)

Albertina Correia

CONTRA O TEMPO

14 Domingo Dez 2014

Posted by Albertina Correia in Escrita

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Corri pela madrugada
Desesperada
Ao encontro de tudo
Ou talvez de nada
E tudo que procuro
Ē tudo que não preciso
Por não querer demais
As coisas muito banais
Ainda assim saio correndo
Na sombra do vento
Resguardada da neblina
Naquela noite cretina
Por me fazer correr atrás
De felicidade que nada faz
Fazendo apenas o essencial
Para uma pessoa banal
Mas eu quero muito mais
Quero entrar no vento
Me sentar no tempo
Ficar sem tempo algum
Aquele jå ido
Que é passado,
Revestido de presente
Emitando um futuro ausente…

(Estados de Alma)
Albertina Correia
14/12/2014

MÃO NA MÃO

21 Sexta-feira Nov 2014

Posted by Albertina Correia in Escrita

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DE MAO DADA

Guarda-me no coração

Leva-me pela tua mão

Ensina-me o novo caminho

Não me deixes aqui parada

Neste meio que é, nada

Não quero ficar

Preciso partir para um novo lugar

Onde não exista

Nada do aqui fica

Vamos depressa, leva-me

O mundo agora é na outra margem

Não preciso mais ficar aqui

Do outro lado a vida sorri

O que havia para viver aqui

Eu já vivi

Agora vou mais leve

Levemente pela tua mão

Deixando para trás

O que já falta de nada me faz

Agora somos nós

De mão na mão

Até uma nova estação…

(estados de alma)

21/11/2014

Albertina Correia

?? AMAR ??

03 Segunda-feira Nov 2014

Posted by Albertina Correia in Escrita

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O amar trivial do comum mortal
Não ama, possui
Não olha , vê
Não diz, fala
Não sente, toca

Assim é o amar trivial do comum mortal
Mas,
Amar é olhar sem ver
É amar sem possuir
É dizer sem falar
É sentir sem tocar
É também deixar partir
Se este tiver que ir

Amar é arte é sedução
Pelas grandes e pequenas coisas
Por homens e mulheres
Não importando o sexo que és!!!

II
Amar, é amar e ponto final
Todos os adjectivos circundantes
São justificações
Sobre o que se pensa que é amar
E da forma que conseguimos expressar
E não tendo outro comparativo
Que se possa equiparar
Então fica mesmo assim
A forma deste bem ou mal amar…

Por tudo isto, e que não é pouco
O amar trivial do comum mortal
Entrega-se sem se dar
Tira-se para outro lugar
Chora-se
Errita-se
Deprime-se e oprimi-se
E quando não se tem, faz sentir mal
E, é assim o amar trivial do comum mortal

III

Eu prefiro o outro amar
Que está em qualquer lugar
Que posso ter e largar
E não ter que explicar
Por explicado estar
Sentir sem tocar
Inalar por toda a parte
Pois que, está presente
Mesmo quando o pensamos ausente…

Ausente, é o que vem de fora para nós
E não é nosso, nem pode
Ausente quando está, sem estar presente
É presente, solitariamente acompanhado
Disfarçado de “amar” vivo
Quando está na verdade
Todo ele em outro sentido…
Flores e palavras leva-as o vento
Uma hora ou minuto de prazer
É facil de obter
Mas amar como deve ser
É certamente o que não se pretende ter

IV

Vivemos num mundo de posse
Em que alguém tem que pertencer a ninguém
E, acompanhado de ninguém
É uma forma de disfarçar
Que se possa estar a amar

Não, não, não,
Amar é também poder imaginar
Que te estou a abraçar
Mesmo sabendo-te em outro lugar
Amar é segredar
O que de mais intimo temos e queremos
E sem ter que explicar

São olhares no mesmo sentido
São toques de sedução
São palavras de ternura
E muitas vezes é nada
Este nada que nada tem, e tudo é
É muito mais do que palavras soltas
Frases bonitas
Flores encantadas
E tudo para disfarçar
A forma trivial do comum mortal amar

(Que estado de alma ufa)

Albertina Correia

CONTRARIEDADE

28 Terça-feira Out 2014

Posted by Albertina Correia in Escrita

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Tenho algo que não é saudade
De um tempo que não é realidade

Desse que há muito passou
Só tenho lembranças presentes
Do tudo que não ficou

Essa saudade que não é
Só por não saber o que foi
Terei que inventar outra palavra
Para classificar tanta nostalgia
De um tempo fora da realidade
E que me mata de tanta “saudade”

Coisas que a mente relembra
De como viver novamente
Um tempo que está arquivado
Observado pelo futuro
Do meu presente passado

Tenho que conviver com algo
Que claramente não é saudade
De um tempo que não é meu
Mas que foi uma realidade

Fica sossegada
Não fiques atrapalhada
Nada tens que explicar
O futuro, o presente e o passado
Fazem parte de teu mundo alado
Que com ou sem nostalgia
Te dá vida e inebria

Deste algo que não é saudade
De um tempo que não é realidade

(Estados de alma)

27/10/2014
AC

AS QUATRO ESTAÇÕES

13 Segunda-feira Out 2014

Posted by Albertina Correia in Escrita

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ESRTAÇÕES DO ANO

Meu choro começou num Inverno ,

pleno de neblinas, chuvas, frio e raízes…

Fui lentamente empurrada para uma primavera

as  raízes, e mesmo sem elas, se transformaram em quimeras

flores, caminhos, ervas e céu aberto

azul, verde, lilás, alaranjado

e quando a noite caia, era mais ”  de tudo isto”

somando um  universo estrelado…

As estrelas transportaram-me para um quente Verão

todas as flores, as cores e os caminhos

depressa foram transformados

em arcos-íris , por mim inventados…

Eis que entra de rompante o majestoso Outono

estação de tudo que está maduro

derramando-se por  lagos, rios e terra

deixando folhas soltas em desalinho

alinhadas com o próximo inverno…

A doce sensação de chegar à ultima estação

onde tudo pode ser branco, puro e quente

como o último verão vestido de ilusão

por uma Primavera passada, com a aromas de jasmim

e de tantas cores também inventadas por mim…

Mas finalmente é Inverno

o ciclo de um momento que não pára com o tempo

nos envolve em pensamentos, sensações contentamentos e desilusões

mas, assim são os anos e as quatro estações

(estados de alma)

13/10/2014

AC

SEMPRE PORTO

06 Segunda-feira Out 2014

Posted by Albertina Correia in Escrita

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porto

Por entre margens e rios
E entre portos de abrigo….
Está abrigado o nosso Porto,
Majestoso, cúmplice, misterioso…
Na neblina se levanta,
E, com ela se deita,
Testemunha de encontros
De pessoas de aguas e de contos…
Cada socalco é um verso,
Versado do avesso,
Com alma grandiosa,
De poetas, aristocratas, vagabundos
E outros mundos…
Assim é o nosso Porto,
Que mais que uma cidade é nosso abrigo,
De amores, elogios,
Controvérsias contidas,
E outras desmedidas…
Tem um aroma peculiar,
De quem por lá pernoitar,
Ou simplesmente ficar
Num amanhecer
Ou na alvorada de um anoitecer…
Assim é como tem que ser…
O Porto dos encantos, por cantos deixado..
Marcados por vivências de pessoas de agora
E muitas de tempos de outrora…
Porto vaidoso imponente,
Mostra-te para toda esta gente…

(estados de alma)

AC

06/09/2014

NOSSO FADO

26 Sexta-feira Set 2014

Posted by Albertina Correia in Escrita

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Passam-se anos sem fim
Deste povo sem mais jardim
Sonhos desfeitos em pétalas
Passados perdidos no tempo
E um futuro sem mais alento…
Um presente destroçado
Deste pobre mundo cansado
Numa velocidade sem fim
Neste que era o nosso jardim…
Ouvem-se gritos de dor
Palavras com esse tal amor
Olhos de compaixão
Correrias em nada bonitas
E ate alegrias muito esquisitas…
São tempos muito conturbados
Cheios de tudo de pouco e bastante
São tempos atrás de tempos
De gritos perdidos no ar
Caminhando em direcção ao nada
Alegria muitas vezes representada
Nesta vida desolada
Que é de um mundo sem mais retorno
Onde andamos lado a lado
Uns chorando outros sorrindo
Neste que é nosso fado….

27/12/2012
(Estados de alma)
Albertina Correia

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Sobre Mim

Gosto por viajar, paixão por escrita, delírio pelo universo.

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