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Category Archives: Sem categoria

HISTÓRIAS DO SEC. XIX

08 Segunda-feira Fev 2016

Posted by Albertina Correia in Escrita, Sem categoria

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azeitonas“Olhas as azeitonas” hahahahaha

No outro século, as coisas eram bem diferentes, não havia esta frescura de agora, ai tantas horas laborais, ai salário tão baixo, ai queremos os feriados ,haa vou lixar a entidade patronal , e por aí vai…

Mas, em outros tempos, uma  ou outra vez, também havia disto, lixar o patrão, só que, era bem merecido, pois era o tempo em que eles faziam e aconteciam, e, que deu aso ao contrário de agora.

Era apenas um puto em idade escolar (12, 13 anos) , que devido a desvarios e má gestão do pai, foi obrigado, junto a com os restantes  irmãos, irmãs e mãe,  procurar vida em outras paragens.

Deixou a beleza de trás os montes onde eram “Reis”, e viviam como ninguém nessa época,  para dar lugar à maravilhosa cidade invicta, o Porto,  onde chegaram  com uma mão à frente e outra atrás, mas com uma educação Senhorial.

E, foi assim nestas condições que arranjou o que deveria ser o seu primeiro emprego para ajudar a mãe, carregador de fruta.

E pela manhã, mal chegava o camião o patrão ordenava:

João descarrega a carrinha, mas vê te mexes és lento demais.

E João lá ia, descarregando caixas mais pesadas do que ele, até que de cansado começou a fraquejar das pernas e das maozitas.

Anda lá seu mandrião, mexe-te estou à espera dessa caixa faz mais de 10 minutos, não serves mesmo para nada rapaz.

Ai não, não sirvo mesmo para nada ? Então porque me tem aqui? perguntou João, ainda com a caixa na mão.

Olha rapaz estás a tirar-me a paciência, não te mando mais calar ou trabalhar, daqui a pouco levas um tabefe que nem sabes de que terra és.

Ai isso é que sei, sou de Trás-dos-Monte senhor, e as suas azeitonas também não são daqui, olha só para elas, venha cá fora ver…

Eis que o homem, sai com rapidez de trás do balcão da mercearia para a rua, e, qual o seu espanto e indignação, quando vê João do outro lado da rua a rir-se que nem um perdido, e as azeitonas a rebolarem pelos Clérigos abaixo…

hahahahah, nem as azeitonas o suportam senhor, agora vá apanhá-las que eu vou para a ribeira nadar, e assim fugiu às gargalhadas…

Noitinha chegou a casa, quando olhou para a mãe percebeu que algo não estava bem.

Onde andaste João, perguntou ela?

A trabalhar minha mãe,  respondeu.

A resposta da mãe nem se fez esperar, o pão que acabava de cozinhar foi parar direitinho na cara do João.

Espero que quando pensares fazer outra igual à que fizeste hoje, te lembres deste pão e de como ficou a tua cara…

Coisas de outros tempos

Consequências se fosse nos dias de hoje:

Patrão era acusado de trabalho infantil

A mãe era acusada de maus tratos

O patrão talvez levasse nas trombas do  irmão mais velho do João

A Mãe seria confiscada pela ASAI, por fazer pão em casa para vender

O filho era vitima de Booling

Acabaria no psiquiatra/psicólogo com um químico qualquer para Hiper actividade

Os tempos mudaram mesmo

Moral, nem oito nem oitenta, mas parece que o meio termo está a sofrer de autismo no Sec. XXI

Correia, A. (2016). Sinais dos tempos. Lisboa: Chiado Editora

 

 

 

HA HA HA ERA A BRINCAR

01 Sexta-feira Jan 2016

Posted by Albertina Correia in Escrita, Sem categoria

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E assim aconteceu Adormeci com 2015, e acordei estremunhada

Com 2016 que com chuva me bridava…

Ficaste ofendida cinderela ?

Começas bem e teu início

Espero que tenhas um fim com principio…

Que te deu, ficaste amuadinha?

Então atiras com chuva e nem sequer é miudinha?

Deixa lá isso, e começa de novo

E faz jus ao teu povo

Que espera arduamente que sejas mesmo imponente

Não te foques no que ficou

Porque esse cumpriu a missão

Agora o testemunho é teu

Inventa, salta, ri, e sai solto por aí

Mas não fiques a chorar

Lava o que tens que lavar e

Recomeça não esquecendo as raízes

Para poderes deixar impresso

O teu fabuloso começo…

Vá lá, de mim terás 366 oportunidades

Mais uma que o teu antecessor

Entao mãos ao trabalho

Caso contrário terás que te haver comigo

Não te darei nenhum sossego

E quero que te juntes a mim

Estejas sempre presente

Não faças do passado, presente

Nem do futuro ausente…

Tu consegues

Carregas em ti a força do universo

Esse que faz sempre tudo certo

Vou confiar mais uma vez

E quiçá para o ano tu consigas de  mim

O que agora esperavas e não tiveste

Apenas porque nada provaste …

Deixa lá não me leves a mal

É que eu sou mesmo exigente

Não te vou largar um minuto

Para já bem vindo 2016

E que não te passe pela cabecinha

Fazer-me a vida negrinha 😉
Albertina Correia

O QUE É O FUTURO?

09 Quinta-feira Jul 2015

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

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a-agua-e-a-terra

Mas de e em  verdade, o futuro não existe

É pura imaginação para viver a vida com alguma “razão”

A do outro,  a nossa será ou não

Fazemos projectos, programamos

E pacientemente esperamos

Mas esperamos pelo quê?

Pelo futuro?

Ou que os nossos projectos dêem os frutos certos?

Pois não se sabe, o futuro é mesmo daqui a um milésimo de segundo

Que agora deixou de ser vivido, por não ser bem entendido

E assim nos cansamos atirando para a frente

O presente ausente

Fazendo dele futuro porque não foi resolvido

No milésimo de segundo pretendido

Coisas do universo, e de humanos desumanizados

Que sobretudo fazem planos

Dos segundos que inventamos.

E de futuro se trata a vida

Não a que lá está, mas a que é agora vivida

Gastamos maior parte do nosso tempo

A programar mais adiante

O que de verdade acaba por nunca chegar

Da forma que estávamos a pensar.

Então deixemos o futuro lá estar

A passo e passo lá iremos parar

Sem projectos e sem condições

A fim de vivermos o presente

Fazendo o futuro ausente

Albertina Correia

TRUZ TRUZ

25 Quinta-feira Jun 2015

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

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Batem á porta, trancados mal esperamos

Não abrimos, ficamos calados

Saber quem é não importa

Ficamos inertes fazendo ouvidos surdos

As batidas se esvanecem

Nem nos preocupamos em saber

Se a porta é para abrir ou apenas deixar bater

De cansados se vão embora

Quiçá bater em outra porta

Talvez tenham mais sorte, e alguém a abra

Em portas fechadas ninguém entra

Mas também ninguém sai

Pode ser o bem e pode nem ser ninguém

É assim,  ilusões provocam confusões

Na dúvida abra-se a porta

Se vier por bem, fique com o que é e não incomode ninguém

Se for indesejado não releve, volte-se para outro lado

Então, de consciência mais tranquila

Abra-se a porta logo na primeira batida…

Albertina Correia

25/06/2015

STOP

22 Segunda-feira Jun 2015

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

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O navio está a afundar

As ratazanas correm para o mar

No caminho roem-nos os pés

Comem-nos os olhos,

Cortam-nos as pernas, atam-nos as mãos

E atiram-nos para o chão

Só para se poderem livrar do navio que está a afundar

E a nós quem nos vai salvar?

Olho para direita só  vejo ratos

Olho para a esquerda vejo fezes que nauseia

Olho para o centro, cheira mal por fora e por dentro

O navio com buracos por todo o lado

Já nem dá para estancar  tal a força da água a entrar

Salve-se quem puder

Primeiro o Homem e depois a mulher

As crianças são para definhar num buraco ou em qualquer lugar

Parecemos zombies

E desfragmentados corremos para todos os lados

Crentes que existe outro espaço

Onde  nos devolvam a dignidade

Para que possamos  renascer , num novo amanhecer

Onde a criança será esperança

E que os  homens  nunca mais se possam esquecer

Que deste mundo que fizemos , mais dele não queremos ….

In : Verborreias

Albertina Correia

CHEGA

13 Sábado Jun 2015

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

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Poiso a caneta

Não escrevo mais a vida de treta

Esta que é a que temos, por a outra desconhecermos

Ou será que escrevemos esta porque é que mais nos afecta?

Entre uma e outra existe um EU

Tentando fazer o equilíbrio

De todo e qualquer assunto desde já adquirido

Mormente se perde na confusão

Do que julga ser a verdade e do que crê ser a sua razão

Entram em conflito

E não se ouve sequer um grito

Estão os três atrapalhados

Sem saber de qual os lados

Que deve andar em frente ou que precisam ficar calados

Mas nem sempre é assim

Um puxa para lá outro puxa para mim

Fazendo pender a balança para o que dá mais confiança

E assim conflituamos

Atordoada por não escrever mais nada

Como se isso fosse a condição

Para calar a mente e o EU sempre em ebulição

Claro que não

Com ou sem papel

Caneta ou pincel

A mente que mente ordenará sempre o que a circunstância

Com ou sem ilusão

Ordenará sempre à mão

Que por sua vez digitará

O que entre uma e a outra melhor se adequará

E então fico assim

Gasto papel , tinta e cetim

Com pensamentos, ilusões,mundos e confusões

Criados por humanos

Que por não saberem ou não quererem

Vivem, morrem nascem

Num mundo por eles inventado

Repleto de confusão do que cremos ser real

Onde tudo é mesmo nada

E nada não tem solução

Para os que escrevem sem aparente razão…
Albertina Correia

11/06/2015

DIA DA CRIANÇA (EU)

01 Segunda-feira Jun 2015

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

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Mesmo assim, e fazendo jus a mim mesma, ainda hoje vou subir aquela árvore,
“Roubar” fruta do quintal da vizinha sim ,essa que é uma maluquinha.
Vou fazer questão de tocar nas campainhas e fazer de conta que elas tocaram sozinhas.
Vou saltar muro para o outro lado, mesmo que o joelho fique esmurrado.
Terei de levar lenços de mão, para atar nas feridas e limpar as minhas mãos
Ou não, afinal ser criança é ser, sem se importar porque racionalmente criança está-se a borrifar para a malta
Ha ha ha, e viva a minha criança
Quem quiser pode entrar na dança
Tragam apenas imaginação, cordas, bolas, lenços e algodão
Vamos ser réis e rainhas, os mais pequeninos príncipes e princesinhas.
Vamos fazer saltar o mundo, espalhar risos profundos
Porque afinal ser criança é apenas sermos sem pensar que crescemos …

Albertina Correia

EFÉMERO

19 Terça-feira Maio 2015

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

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Tudo é tão efémero, mas efémero é tudo o que temos

Temos muito de tudo ainda que tudo seja nada

Vivemos à pressa e apressadamente em busca de mais à frente

Deixando para trás tudo que vale a pena e que melhor se faz

Mas é assim o mundo que construímos

Vivemos ou apenas sobrevivemos?

Quero acreditar que vivemos com tudo o que temos

Que por ser tão efémero nos deixa tão vazios

E de cabeça perdida buscamos mil explicações

Do que pensamos serem as nossas razões

Qual razão qual explicação

O mundo é tal e qual, por ser demais desigual

De nada vale pensar que poderia ser de outra forma ou até em outro lugar

Porque isso só de pensar dói

Principalmente quando não vemos mais à frente

Então ficamos doridos, esvaziados, sem sentido

Em um mundo por nós criado ou quem sabe até mesmo inventado

Para colmatar as falhas que a nossa mente não sabe

O  nosso subconsciente não admite

E a razão vai solta como um furacão sem saber a direcção

Atropelando tudo e todos fazendo crer que dela depende o nosso viver..

(teorias)

Albertina Correia

13 MAIO

13 Quarta-feira Maio 2015

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

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Em tempos idos, e ao abrigo desse teu Deus

Algo aconteceu, seja como viram

Ou seja como alguém assim previu

Não se pode ficar indiferente

Até porque move muita gente

Basta olhar estradas

Pessoas elegantes e pessoas quadradas

Cabem todas nas mesmas ruas

Repletas de pessoas “vestidas” e  “nuas”

Buscando fundamento para tanta fé

E lá vão elas nem que seja mesmo a pé

Buscam incessantemente explicações

Para esta fé que move multidões

Eu, não fico indiferente

Observo e penso

Como seria maravilhoso

Se tanto empenho fosse aplicado

Neste mundo vazio e saturado

Mesmo com bolhas nos pés, e,  coração a sangrar

A esta gente ninguém os pode parar

São movidos por uma Fé maior

Que não vem de lado nenhum

Que não seja do seu interior

E observo,  e,  até acho belo

Como se podem exortar as massas

Mexendo apenas os cordelinhos dos cérebros

Fazendo crer que tudo acontece

Quando na verdade o que acontece

Tem sua assinatura

Da forma que você quer e merece

Mas observo cada pedacinho de caminho

De pessoas e suas convicções

E quando existe motivação

As pedras da calçada viram relva

E a relva vira algodão

É uma questão de mentalizar

Até onde a fé os pode levar

Não sou do contra, nem a favor

Sou apenas uma pecadora

Que peca tanto quantas as pedras do caminho

Assumo minha responsabilidade

E até no pecar tenho vaidade

Coisas de ti  de mim e de nós

Porque tudo se simplifica

Não importa no que se acredita…

Albertina Correia

REFLEXO

12 Terça-feira Maio 2015

Posted by Albertina Correia in Sem categoria

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2015/05/img_3160.jpg

Olho para ti
E
Apesar de seres eu
Não consigo te tocar
Foste ou estás em outro lugar
Crente que em ti me tens
Mas sou apenas um corpo
Que cobre a alma desnuda de alguém
Essa que me olha, me grita
Discutimos, escrevemos e iludimos
Estamos em mundos diferentes
E apesar de tudo estás aqui
Escreves o que faz parte de ti
E que eu nunca li
Afinal somos uma só
Já vivemos e morremos
Cem mil vezes pelo menos
Mas sempre nos encontramos
Quando menos esperamos
Fundimo-nos uma na outra
Viajamos pelo além
Na cauda de um cometa
Espalhando energia
Envolta em amargura e alegria
Para doar a nós mesmos
Cem mil vezes pelo menos

Albertina Correi
25/04/2015

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