UM ÚNICO DESEJO, POR APENAS …

Ai se me fosse concedido um único desejo, nem que fosse apenas por umas horas…

Eu escolheria algo tão simples, como desligar o botão que mantém activas as redes sociais …

E, não era preciso desligar todas,  chegava-me o Facebook, esse face descarado, que põe a nu, o que é, o que não é, a bondade alheia qual capa de parvoíce fantasiada, pessoas maquilhadas com Photoshop, férias inventadas ou por encomenda, bebés expostos como se fossem mercadora para vender, lindas “lengalengas  “, repetidas até à exaustão, que mais não servem, do que ocupar espaço nas referidas…

Eu gostava de ter esse desejo, e desligar por uma horas apenas, veríamos o desvario desvairado, de todos, sem poupar géneros nem idades , somos uns obcecados e consequentemente alienados da realidade, por estarmos a viver on line, “realidades” de outros que são tudo, menos realidades reais…

Como eu gostava de colocar o on,  em of, talvez por umas horas as pessoas estivessem atentas a outras coisas e outros assuntos…

Ainda assim, estou em crer que passariam todas essas horas, a tentar perceber porque raio o face não funcionava…

Alienação  completa do mundo, ou se quisermos, sempre a par de tudo no mundo em tempo real, mas que realmente apenas é, para comermos o que nos querem dar…

A ordem mundial toma forma, e nós  com eles nada podemos, demais “enfarinhados” para fugir da norma, neste caso a  facebookiana…

Quem sabe um dia, o meu desejo se concretiza, até lá, também eu, de quando em vez, lá vou na enchurrada….

EU E O MUNDO

#REGISTO DE CRENÇAS ….

 

Só por hoje não me irrito:

Irritar, faz-nos mais mal a nós,  do que, quem em nós provocou a irritação, se tivermos a capacidade de identificar de quem foi o problema, na dúvida, deixe partir.

Só por hoje não me preocupo:

A preocupação atrapalha, o que de facto queremos e gostaríamos de bem resolver, turva a mente, não a deixa clara, e não nos permite estar/ser isentos ou assertivos, na dúvida deixe ir.

Só por hoje sou grata:

Agradecer por hoje, pelo que tivemos e temos, é libertador, apaziguador, mesmo se não correu tudo bem, a gratidão reconhece, na próxima, a anterior já não existe

Só por hoje serei amável com as pessoas:

Ser amável, mesmo se o outro está desalinhado, só atrai para nós, pessoas do bem, e mesmo se existirem das outras, o bom tratamento as deixa desconsertadas, sem motivo para reagir, então, a amabilidade resolve mais que alguma fracas palavras.

Só por hoje trabalharei árduamente:

O trabalho é uma dádiva,  cada vez mais, a falta dele, é grande motivo de  angústia, depressão, tristeza.

Saber preservar o que se tem, é meio caminho no andado, incluso o trabalhar arduamente,e,  para que ele aconteça, é o topo.

Todas estas crenças, cravadas em nós, são apenas por hoje, porque vivemos no presente, o futuro é daqui a apouco, até lá, pode acabar o mundo, pelo sim e pelo não,  sejamos gratos, não nos irritemos, não nos preocupemos, sejamos amáveis  com os outros e trabalhemos árduamente, tudo neste preciso momento, amanhã tudo se repetirá, e depois logo se verá…

O ENIGMA DA MENTE

SER OU NÃO SER EIS A QUESTÃO…

“Shakespeare, ao escolher tal frase, “ser ou não ser eis a questão”, talvez ele não imaginasse tantas interpretações dessa frase longe daquele contexto.”

Pois é, ser ou não ser, a grande questão desde sempre, que foi eternizada pelo Shakespeare,  o que hoje podemos perceber desta questão?

Podemos bem, ser ou não ser, a grande questão está na interpretação que cada um fará, de acordo com a suas circunstâncias de vida, e abertura de mente.

Ser ou não ser, tanto seja homem ou mulher, a questão reside em apenas ser, sem se importar com distinção de género, afinal, a vida e na vida, tudo se resume  apenas, a ser ou não ser, como aceitar ou desprezar, ser rico ou pobre, ser feliz ou infeliz, ser rei ou plebeu, ser inteligente ou não inteligente, ser dono ou empregado, ser velho ou novo, mandar ou ser mandado, etc, no intervalo disto fica a semântica…

Contudo, seja qual for a dualidade, a questão  a cada um pertence,   questão não é mais que a escolha, seja ou não, de forma livre ou acorrentada, depois de tomada, fará parte da conclusão,  de se ser ou não ser, que bem pode ficar sem questão…

Ainda assim, ser ou não ser, deveria ter sempre, só e apenas, a conclusão de cada um, sem julgamento de terceiros, mas,  como vivemos em sociedade, interventiva demais pela negativa, este Ser ou não Ser, e a sua questão, sobe para patamares difíceis de digerir e de decifrar, mas sempre se pode tentar …

EU E O MUNDO

ESTAR NA MODA, ESSA FATALIDADE…

Estar na moda, tanto pode ser bom, como uma fatalidade, depende de quem nela quer estar e permanecer…

Essa maldita moda que diariamente dita a nossa imagem.

Dita quanto devemos pesar, como deve estar a nossa pele, mesmo se já temos idade suficiente para ter  rugas, dita a roupa que vestimos, as cores, as mobílias, as discotecas, os restaurantes, etc, é uma poluição constante.

Não obstante, para alavancar, temos os críticos de bancada, os estilistas, os formadores em imagem, os personal  shopper’s etc, que nos encharcam com teorias e mais teorias, a fim de melhorarmos em cada dia, dizem, em cada ocasião, mas, com visão completamente distorcida da nossa essência…

Fica em segundo plano, aquilo que verdadeiramente somos, a espontaneidade,  a essência, e tudo que nos apetece ser e fazer, em nome de uma indústria que nos dá a volta à cabeça, à cabeça dos que dela gravitam e que nada mais são, do que joguetes nas mãos de meia dúzia.

É imperativo sair da corrente que nos amarra, mas, nem isso é para  todos, porque significa morar fora da caixa, para tal, é necessária uma força hercúlea  que está apenas ao alcance de meia dúzia, os ditos “anormais”…

Ainda assim,  lá vamos sobrevivendo,  crentes que vivemos …

Estar na moda é mesmo fatal…

EU E O MUNDO

APRENDER COM VERDADE…

 

Vivemos uma crise de valores sem precedentes.

Somos donos das nossas vidas, ou deveríamos ser, contudo, deixamos que outros o façam por nós.

Enquanto crianças, pouca ou nenhuma escolha temos, mas, depois de adultos já deveríamos poder fazer algumas escolhas.

Acontece que, ao longo da infância somos formatados de acordo com os padrões domésticos e sociais, que nos deixam programas enraizados na mente, que categoricamente nos limitam.

Aprender dá trabalho, é necessário empenho, muito empenho e gosto por ser feliz no que se escolhe, e/ou nos escolheram.

Qualquer anúncio de emprego, pede estudos académicos, até os empregos mais elementares (que de facto não o são), como um(a) simples doméstico(a), o que de certa forma, obriga a que cada vez mais sejamos polivalentes, o que não significa dizer que realmente sabemos acerca dos assuntos.

Aprender com verdade, tem um significado gigante, neste caso, quero dizer, aprender mesmo com verdade, não importando a média final, e/ou estar apenas focado na média final.

Toda esta pressão, que maioritariamente começa em casa, leva a que muitos adolescentes, optem pela via mais fácil, o chamado “copianço”, e, existe cada “copianço” que é de se lhe tirar o chapéu, no pior e melhor do sentido, como tive a oportunidade de verificar

Chegados ao mercado de trabalho, temos então, adolescentes com médias fantásticas, mas, que na prática nada significam, já que, a aprendizagem, não foi feita com verdade, e, quando assim é, o que mais sofre, é quem do trabalho necessita.

Precisamos urgentemente de educar, não para as médias, mas, para a valorização e realização pessoal, seja ela qual for…

EU E OS OUTROS

SER HOMEM…

Eu não sou homem, é facto, mas atrevo-me a escrever sobre o que ele  é.

Ser homem, é carregar o peso de uma cultura machista que se por um lado, o coloca  na frente do mundo, por outro, tambem o obriga a reprimir emoções, por conta desse peso, não o deixando ser genuíno…

Ser homem, é fingir que é forte, quando na verdade o que lhe apetece fugir…

Ser homem e Pai, é sê-lo da forma que muitos não querem que o seja, mas o é, em nome de uma tradição…

Ser homem, é fingir que muito quer o género oposto, mesmo que muitas vezes, o queira bem longe  de si…

Ser homem, é tramado, não pode nunca ficar calado, é ter a última palavra, mesmo sabendo estar errado, é dar murro na mesa, quando apetecia sentar em cima dela, é tomar aquela atitude aquela decisão, sem qualquer vontade de o fazer, mas, tem o dever de ter que ser…

Ser homem, é carregar um fardo do tamanho do mundo, por conta da cultura que ele mesmo inventou…

Mas ser homem, e encontrar uma mulher idêntica, é o cumulo dos cúmulos, por não saber como estar, como reagir, como interagir, como se fazer notar, apenas por estar do outro lado, uma mulher com a mesma posição, e o peso cultural não o deixar agir num patamar diferente…

E assim, as mulheres se subjugam, se anulam, em prol de uma cultura enquanto os homens, somam e seguem…

Nem contra nem a favor, apenas constatação …

EU E O MUNDO

 

SER EMPRESÁRIO…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ser empresário, é carregar o mundo nas costas, o nosso e o dos outros.

Temos outras regalias, mas, também temos outras preocupações (muitas).

Ninguém se compadece, nem estado, nem ninguém, mas sabe-se apontar-lhe o dedo, se algo não correr bem.

Ser empresário, honesto, é como ser funcionário, só que, com responsabilidades acrescidas, essas que  ninguém  quer saber para nada, desde que ao final do mês esteja sempre tudo certo.

Muitas vezes, dorme-se acordado, para ver se o tempo não escapa, par arranjar soluções, quando elas, não se vislumbram.

Ainda assim, uns optam por ser donos de si mesmos, outros nem tanto, e está tudo certo, não fosse o facto de estarem sempre a atirar “pedradas” sem qualquer conhecimento de causa.

Um estágio em cada um dos lados resolveria muito, mas, provavelmente está-se melhor assim, porque assim, existirá sempre o argumento para falar menos bem de quem sempre assegura o fim do mês…

EU E OS OUTROS

NÃO Á MARTERIZAÇÃO

Empresária há 22 anos, numa área dita, nada feminina…

De facto não sou o que sonhei ser, mas, sei ser o que o destino me entregou.

Caí como qualquer outra pessoa que vive , trabalha e tenta, contudo, sempre me levantei e levanto com mais garra ainda, por vezes não apetece, então, para-se, respira-se fundo, e lá se vai de novo…

O que conta na vida,  não é gostar ou deixar de gostar do que se faz, o que verdadeiramente conta, é  sentir que vencemos, mesmo  se não era a nossa zona de conforto.

Recorrer a mentores para nos ajudarem é um risco tremendo, porque a dependência pode ser total.

Na verdade, nem todos nascemos para estar na “frente do touro”,  mas todos nascemos para ser felizes e realizados.

E, se o destino nos entrega algo que nem sequer escolhemos, pelo menos de forma consciente , então, procura-se o equilíbrio em outras “coisas”, no fim bate tudo certo, afinal, não temos que estar satisfeitos e felizes 24/07, seria aborrecido.

Portanto, se está a fazer algo que não escolheu, molde-o a si, siga em frente e busque o equilíbrio em outros afazeres .

Afinal, estamos aqui para viver,  façamos o que fizermos …

Albertina Correia 

EU E O MUNDO

 

OS MEUS DIREITOS …

 

 

 

 

 

 

 

 

Os meus direitos e deveres,  são básicos e basilares.

Tenho o direito de escolher quem quero ser, com quero privar, com quem não quero falar, com quem quero estar, direito de me zangar, de me alegrar, de cantar, até de chorar e gritar…

Tenho o direito à vida bem vivida, esses direitos tão fundamentais, como uma boa cama, uma boa mesa, um  trabalho, uma boa paz interior/exterior, direito a contemplar o belo, o bom, de descansar e de sonhar…

Sonhar com tudo e com nada, apenas sonhar, esse direito tão profundo…

Tenho o direito de acordar e de ver o mundo no mesmo lugar, tal como deixo sempre  nos dias anteriores.

São os meus direitos, que tanto prezo,  tão básicos, e que todos os dias me deito pensando no encontro com eles no dia seguinte…

Durante o intervalo, sonho a dormir, um direito inconsciente, mas tão presente, esse intervalo que nos retempera, e nos oferece sempre um dia novo pela manhã…

Gratidão por estes direitos, que deles não abdico, são a minha companhia, a minha harmonização, o meu Eu….

EU E OS OUTROS

SERÁ QUE JÁ ESTÁ TUDO DITO E ESCRITO?

 

 

 

 

 

 

 

 

Sim, já está tudo dito e escrito, não falta dizer mais nada, nem acrescentar mais nada, sobre temas da actualidade, que não sejam os científicos, e mesmo esses, olhem lá.

Hoje, o mundo  está saturado de teorias, do sobre tudo e do sobre nada, quase que se debate o inexistente, deixando tudo pouco consistente.

Queremos escrever sobre assuntos diferentes, mas de facto, eles já não existem, apenas existem circunstâncias e pessoas diferentes, que dão outra tonalidade aos mesmos temas e ainda bem.

Por isso e por isto mesmo, ainda  se escreve, sobre tudo e sobre nada, eu sou um caso desses, porque escrever alivia a alma, purifica os pensamentos, trás lucidez, combate a apatia, etc., um cem número de benefícios que de outra forma seriam impossíveis.

Escrever é libertador, ter quem nos leia, é reconfortante, quando mais não seja pela diferenciação das circunstâncias e do país.

EU E O MUNDO